Falta de câmeras e liberação de menores infratores dificulta ação contra assaltos a ônibus, diz PM

Fonte: Paraíba.com.br
Matéria/Texto: Paulo Dantas
Fotos: Diego Almeida Araújo

A
falta de câmeras de monitoramento dentro dos ônibus de João Pessoa é apontado
pela Polícia Militar como um dos itens que dificulta a identificação de
bandidos que assaltam os coletivos na Capital. A informação foi repassada na
manhã desta segunda-feira (26) pelo sub-comandante do primeiro batalhão da
Polícia Militar, major Oscar Beuttenmüller. O major é o responsável pelas ações
nos ônibus de João Pessoa.

“As empresas podiam colocar segurança a paisana e
também sistema de câmera”, ressalta o major, apontando a fragilidade no sistema
que poderia ser melhorado. Outro ponto, seria referente ao próprio sistema
jurídico e prisional brasileiro. “O menor apreendido, em poucos momentos, é
liberado por conta da lei do menor. O problema é no sistema como um todo. Aí
precisaríamos de apoio dos políticos”, comenta.
Contudo,
o major acredita que uma mudança na maioridade penal seria um paliativo, mas
não a solução, a questão seria mesmo um problema social. “Menores na rua, sem
estar estudando, facilitando a adesão pelo crime, famílias desestruturadas.
Pessoas adultas que não têm formação familiar e acabam botando os filhos no
mundo, mas não dão estrutura”, avalia.
Operações –
As operações constantes são razoavelmente novas, têm cerca de um mês e uma
semana. “Assim que assumimos, intensificamos as operações ao combate aos
assaltos a ônibus. O problema é que existem casos isolados e são muito rápidos.
O bandido entra no ônibus, assalta e desce na outra parada. Mesmo assim,
estamos intensificando ações nos principais corredores onde trafegam os ônibus,
como a Integração, a Rede Ferroviária, as Trincheiras, Pedro II, Cruz das Armas
e Tancredo Neves. Os principais corredores. Com essas operações já apreendemos
armas de fogo e facas, armas mais usadas para os assaltos”, frisa o major.

Segundo
Beuttenmüller, com a frequência das Operações têm realmente diminuído bastante
os assaltos. Em relação ao assalto de um idoso num ônibus da São Jorge na
semana passada, o major lembra que foi uma ocorrência isolada e pontual. “Eles
nem foram assaltar o ônibus, tinham uma informação que o idoso estava com o
dinheiro. O objetivo deles era tomar o dinheiro dele”, explicou. No entender do
major, os bandidos já deviam ter a informação e por isso foram diretamente ao
idoso.
O
sub-comandante explica ainda que a Integração é alvo dos militares porque
vários assaltantes pegam os ônibus e usam a ponto para se disseminar nas
linhas. “Todos os ônibus entram na rodoviária, aí vem meliante de todos os
lados. Fazemos o policiamento e quando percebemos um individuo suspeito fazemos
a abordagem”, pontua. Nas operações, os ônibus também são abordados, parados, e
os homens que estão no coletivo são levados a descer para serem revistados. As
mulheres também são verificadas. As operações também são feitas nas paradas de
ônibus, onde os PMs fazem as buscas com as viaturas.
Além
da Operação Cidade Segura, o major citou ainda as operações Paraíba Unida Pela
Paz, Operação Nômade, Operação Check Point.
Orientação –
A orientação é que as pessoas que estiverem nos ônibus devem usar o mínimo
possível de pertences, sem cordões de ouro ou relógios de marcas e andar com
pouco dinheiro. De preferência portar apenas o com cartão de passagem. As
pessoas não devem reagir. A vítima deve ligar para o Centro Integrado de
Operações Policiais, número 190, para identificar a linha do ônibus que foi
assaltada e prestar queixa na delegacia.
Segundo
o major, o passageiro não deve reagir nos assaltos. “O importante é manter a vida”. 

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