Após incêndio, ônibus articulados do BRT/Move podem passar por recall

Fonte:
O Estado de Minas
Matéria / Texto: Guilherme Paranaíba / Bruno Freitas
Fotos:
Divulgação

O
exemplar de prefixo 10701 que pegou fogo tem carroceria Marcopolo Viale BRT,
chassi Mercedes-Benz O-500 MA e estava nas ruas desde o primeiro dia de
operação do Move, em 8 de março. Desde então, rodou em diversas linhas, como a
82 (Estação São Gabriel/Savassi via Hospitais), 83D (São Gabriel/Centro –
Direta) e 83P (São Gabriel/Centro – Paradora), sendo utilizado, depois da
inauguração das estações Pampulha e Vilarinho, na linha 51 (Estação
Pampulha/Centro/Hospitais) e, por último, na 61 (Estação Venda Nova/Centro –
Direta). Marcopolo e Mercedes-Benz disseram que só irão se posicionar a
respeito depois da conclusão de laudo técnico.

Embora
o incêndio tenha começado no centro da carroceria, o ônibus sofreu perda total,
segundo a Saritur. A BHTrans apontou a obrigatoriedade de vistoria em toda a
frota e a exigência de pelo menos um extintor de incêndio com fácil acesso a
motorista e passageiros. O órgão ressaltou que aguarda a perícia para analisar
se se tratar de uma ocorrência pontual, e, caso seja necessário, no papel de
gestora e fiscalizadora do sistema, irá cobrar das concessionárias a realização
do recall.
Fabricante
do chassi do coletivo, a Mercedes-Benz informou que uma equipe técnica da
fábrica foi enviada para Belo Horizonte para entender o ocorrido. “Uma análise
já foi iniciada para ser apurado o que de fato ocorreu. Só iremos nos
manifestar sobre o caso após a conclusão dessa análise técnica”, disse, em
nota. Já a Marcopolo garantiu que não há histórico de casos semelhantes
envolvendo BRTs da marca, sediada em Caxias do Sul (RS).

Incêndio começou na articulação do veículo

O
incêndio no BRT da Viação Jardins, empresa do Grupo Saritur, aconteceu por
volta das 18h de segunda-feira, na Avenida Pedro I, próximo ao Parque Municipal
Fazenda Lagoa do Nado, Bairro Planalto, Região Norte da capital. O motorista
Maurício Ferreira de Lima contou que percebeu uma fumaça estranha e parou o
ônibus. Sete passageiros desceram e embarcaram em outro coletivo da linha 61. O
motorista foi até a sanfona e observou que havia chamas na parte de baixo.
Funcionários de um posto de gasolina ficaram assustados com o fogo. “Dava para
sentir o calor aqui no posto, a 35 metros de distância. O fogo apagou antes que
os bombeiros chegassem. Explodiu o que tinha que explodir e com cinco minutos o
ônibus já estava todo queimado”, afirmou o frentista Flávio Vieira da
Silva. 
TESTES
Em 7 de março – um dia antes do início da operação do BRT da capital –, o
Estado de Minas apontou a realização de testes de refrigeração em um ônibus
articulado Mercedes-Benz O-500 MA do Move, ainda na fábrica da Marcopolo, para
evitar casos de superaquecimento. A falha paralisou parte da frota do
Transoeste, primeiro corredor do Rio de Janeiro. A explicação dada pelo
fabricante de chassi na época foi de que o corte da grama ao longo da margem do
BRT e o compressor do ar-condicionado levavam ao aquecimento do radiador e do
compartimento do motor, respectivamente. 

Dos
428 ônibus previstos até a implantação total do novo sistema –192 articulados e
236 do tipo padron (com motor dianteiro e também usado em linhas mistas) –, 248
já estão em operação. A frota presente nas ruas é distribuída entre 145 ônibus
articulados e 103 padrons. (colaborou Pedro Ferreira).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.