Férias coletivas na Marcopolo durarão 20 dias no fim do ano

Fonte:
Exame
Foto: Germano Luders
A Marcopolo vai interromper suas
atividades e dar férias coletivas aos funcionários por 20 dias, de 22 de
dezembro a 12 de janeiro. A informação foi anunciada pelo diretor-presidente da
empresa, José Rubens de la Rosa, ao comentar os resultados do terceiro
trimestre de 2014 na semana passada. No ano passado, esta paralisação sazonal
foi um pouco menor – começou em 20 de dezembro e terminou em 5 de janeiro.

O
objetivo, de acordo com a companhia, é acompanhar o calendário das fabricantes
de chassis de ônibus. “Se elas param, temos que parar também, não há
jeito”, confirmou ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado
uma fonte ligada à direção da Marcopolo.
 
O
Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul, onde está localizada a maior
planta da Marcopolo, já foi notificado da interrupção das operações. “O
procedimento é considerado normal e irá ocorrer com outras empresas da
região”, afirmou o presidente da entidade, Assis Flávio da Silva Melo.
 
Apesar
do enfraquecimento da demanda e da queda das vendas em 2014, a Marcopolo
garante que não há perspectiva de demissões, pois acredita em uma retomada no
mercado de ônibus ainda no primeiro semestre de 2015.
 
A
projeção positiva se baseia em parte na lei que substitui o sistema de
licitação das linhas rodoviárias interestaduais por um mecanismo de
autorização, menos burocrático. A nova regra, que só está pendente de
regulamentação por parte da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT),
deve desafogar uma demanda reprimida e permitir a renovação da frota nacional.
A Marcopolo deve ser uma das principais beneficiadas. Além disso, a companhia
conta com o avanço do programa Caminho da Escola.
 
O
sindicato endossa o discurso e diz que espera um reaquecimento do setor em
2015. “Não somos saudosistas com a crise. Queremos que haja trabalho e por
enquanto não vislumbramos ameaças de demissões”, disse Melo.
De
julho a setembro de 2014, a Marcopolo registrou lucro líquido de R$ 56,7
milhões, queda de 34,8% ante o mesmo período do ano passado.

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