Mossoró: Transporte público circula com 37,5% do previsto pelo Plano de Mobilidade Urbana

Fonte: O MossoroenseFoto: Helckton Fernandes Mais de quatro anos após a aprovação do Plano de Mobilidade Urbana de Mossoró (PMUM), o município está ainda muito aquém de cumprir as projeções para o ano …

Fonte: O Mossoroense
Foto: Helckton Fernandes

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Mais de quatro anos após a aprovação do Plano de Mobilidade Urbana de Mossoró (PMUM), o município está ainda muito aquém de cumprir as projeções para o ano de 2015. Ao contrário do que previa o Plano, a cidade chegou a apresentar piora em relação à disponibilidade de ônibus e linhas após a redução da atuação da empresa Cidade do Sol. Hoje, os mossoroenses dispõem de somente 18 ônibus, o que equivale a 37,5% dos 48 veículos propostos para este ano.

De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), atualmente há nove linhas em circulação na cidade, deixando muitas áreas sem o serviço de transporte público, sobretudo as periferias. No PMUM, o cenário proposto para o ano de 2015 era de que houvesse 17 linhas em circulação, incluindo rotas como a Universitária e via Shopping.

“Infelizmente, nós que dependemos do transporte público para vir à
Universidade acabamos ficando reféns do péssimo transporte público desta
cidade. Muitos alunos têm de sair mais cedo das aulas porque os ônibus chegam mais cedo e, se você perdê-los, não tem outra opção que não a carona ou o caro e inseguro serviço de mototáxi”, disse o estudante Roberto Carvalho.

Na contramão do que previa o Plano e da crescente população urbana, o número de linhas e ônibus da cidade foi reduzido sem que houvesse qualquer consulta à população, penalidade imposta à Cidade do Sol. O motivo da falta de controle da Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) em relação ao transporte público na cidade se deve ao fato de não haver contrato formalizado com nenhuma das empresas que atuam no município.

A PMM chegou a lançar duas licitações para contratação de empresas de transportes para atuarem na cidade. No entanto, em ambos os processos, nenhuma companhia demonstrou interesse em circular no município. Hoje, a administração prepara uma terceira licitação, que deve ser lançada em agosto deste ano. Porém, até agora, ainda não foram divulgados quantos ônibus deverão ser contratados de forma definitiva para o sistema municipal.

“Estamos traçando perfil do deslocamento dos mossoroenses, mapeando as
áreas e horários de maior demanda. Queremos saber como as pessoas têm se deslocado. Somente após esse processo é que poderemos elaborar nova
licitação”, disse o diretor de transportes da PMM, Ramon Nascimento Moura.

Licitação emergencial garante frota de ônibus por 180 dias

Como medida paliativa para a mobilidade no município, a PMM abriu chamamento público de emergência para que uma nova empresa passe a atuar na cidade. A previsão é que, até o dia 10 de junho, 35 ônibus cheguem para integrar as linhas municipais, mas somente por 180 dias.

A atuação da nova empresa contratada implica a retirada dos 18 ônibus já em circulação na cidade, não correspondendo às expectativas de que a cidade, enfim, atingisse a frota proposta pelo PMUM.

Em reunião realizada com integrantes do Movimento Pau de Arara, que protestavam contra a suspensão das linhas da empresa Sideral nos domingos e feriados, a secretária municipal de Administração, Glaudionora da Silveira, reforçou que o município não possui contrato formalizado com nenhuma empresa de ônibus. Com ajuda da pressão popular, a mudança nos itinerários foi cancelada, mas os mossoroenses seguem sem garantias pela ausência de contrato.

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