Grupo Itapemirim esclarece fatos narrados por ex-funcionário da empresa

Por Ônibus Paraibanos
Imagem Rodrigo Gomes


Em nota enviada pelo Grupo Itapemirim, com exclusividade ao Ônibus Paraibanos, a empresa esclarece os fatos narrados por Paulo Marcos Adame em comentário publicado na matéria “Itapemirim confirma negociação para patrocinar o Flamengo” que foi ao ar no dia 26 de março de 2021.

No comentário, Paulo Adame, que assina como Presidente da Associação de Ex-funcionários e Credores do Grupo Itapemirim, diz que “O atual presidente do Grupo Itapemirim, Sidnei Piva, mente. Em primeiro lugar, o faturamento do Grupo Itapemirim em 2020 foi de R$ 176 milhões (fonte: Relatório Mensal do Administrador Judicial do Grupo Itapemirim – 17/03/2021). Ou seja, valor muito inferior aos R$ 400 milhões informados.”

Ele informa ainda em seu comentário que “A recuperação judicial do Grupo Itapemirim, ao contrário do que diz Piva, além de pagamentos em atraso, apresenta diversos pedidos de falência por inadimplência pedida por credores. A dívida atualizada em 2021 do Grupo Itapemirim é de R$ 255 milhões apenas com credores, e mais de R$ 2,2 bilhões em tributos, inclusive as rescisões e o FGTS dos ex-empregados do grupo.

Segundo Paulo, são várias as exigências de destituição do atual presidente, investigado pela Receita Federal por possuir quatro CPFs e nomes diferentes, que de acordo com a nota enviada pelo Grupo Itapemirim, é causada por um erro dos Correios que é responsável pela emissão do documento. Diz a nota da Itapemirim que “Já existe Procedimento Administrativo instaurado na Receita Federal de Ribeirão Preto (SP), o que resultou na anulação e cancelamento dos documentos adicionais.

Paulo Adame diz ainda que “Não é eticamente nem juridicamente concebível que empresas com esse passivo possa cogitar patrocinar o futebol ou qualquer outra atividade, sem antes cumprir suas obrigações legais.”

Segue abaixo a nota de esclarecimento do Grupo Itapemirim

O Grupo Itapemirim informa que o patrocínio do Flamengo está em análise e negociação, mas, de forma alguma, está relacionado ao plano de Recuperação Judicial. Este, segue em pleno vigor, com cumprimento fiel de todos os pagamentos dos credores habilitados no quadro geral. Nas falsas manifestações de Paulo Marcos Adame, os credores que ele supostamente representa, em sua grande maioria, e seu próprio débito, já foram quitados após tramites legais.
 
O fato mencionado sobre a suposta falsidade ideológica de Sidnei Piva de Jesus foi esclarecido às autoridades competentes em seu depoimento no dia 22 de outubro de 2020. Seu CPF, utilizado inclusive na aquisição da Viação Itapemirim, está regular na Receita Federal, e a existência de outros dois CPFs neste nome é derivada de erro dos Correios, órgão responsável pela emissão. Já existe Procedimento Administrativo instaurado na Receita Federal de Ribeirão Preto (SP), o que resultou na anulação e cancelamento dos documentos adicionais.
 
Por fim, o Grupo Itapemirim reitera que Paulo Marcos Adame, muitas vezes, atua em nome da família Cola, no intuito de causar tumultos e obstruir o prosseguimento da Recuperação Judicial. Diante de suas falsas afirmações nos autos do processo, Paulo Marcos Adame foi advertido pelo Juiz da Recuperação Judicial no final do ano 2020 de que qualquer nova manifestação, visando exclusivamente perturbar os processos, será penalizada por litigância de má-fé, podendo ser condenado com o pagamento de multa, bem como em indenização a favor do Grupo Itapemirim no percentual a ser arbitrado pelo Juiz, nos termos do artigo 81 e §3º, do CPC.