Passagem de ônibus no Rio poderá ser paga com cartão, QR Code, celular e Pix em 2022

Prefeitura do Rio lançou nesta quarta-feira (21) o modelo do novo sistema de bilhetagem de ônibus que está previsto para entrar em vigor em março de 2022.
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Por Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro
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JC Barboza / Beth Santos/Prefeitura do Rio

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, e a secretária municipal de Transportes, Maína Celidonio, apresentaram nesta quarta-feira (21/07) o novo modelo de bilhetagem digital, no Palácio da Cidade, em Botafogo. O objetivo é garantir maior transparência financeira, planejamento com dados confiáveis e melhoria dos serviços das linhas de ônibus.

Inédita nas capitais brasileiras e já adotada em diversos países, a bilhetagem tem seu edital de licitação previsto para ser publicado no dia 30 de agosto. Esse modelo dará ao município o controle da arrecadação tarifária e o monitoramento da demanda de passageiros em todas as linhas, por meio dos dados de GPS instalados nos novos validadores.

– Tenho certeza que estamos dando um passo fantástico hoje, o mais importante na história do transporte do Rio de Janeiro. A reformulação completa desse sistema, mais do que necessária e urgente, é o principal desafio da nossa gestão. Vamos passar a premiar aqueles que transportam com qualidade, que colocam o serviço à disposição da população e não aqueles que entulham os ônibus – afirmou Paes, que agradeceu a todos os funcionários da Prefeitura que, nos últimos seis meses, se dedicaram intensamente para formular um novo sistema de bilhetagem.

O prefeito lembrou que a mudança no sistema de transporte público da cidade começou em 2009, primeiro ano de sua primeira gestão, com a implantação do Bilhete Único, regras claras para o reajuste tarifário anual, entre outras medidas.

– O sistema de transporte tem que ser totalmente regulado pelo poder público. Quando lá atrás nós consorciamos as empresas de ônibus, evitamos a concorrência predatória nas áreas mais nobres da cidade, enquanto o usuário da Zona Oeste só tinha à sua disposição ônibus com tarifas mais caras, ou seja, a integração era zero – disse Paes.

A operação do novo sistema está prevista para começar três meses após a assinatura do contrato com o concessionário vencedor, o que deve ocorrer até o primeiro trimestre do próximo ano. Entre as vantagens para os usuários, serão aceitos diversos meios de pagamento, como cartão bancário, QR Code, celular e pix. Há também a possibilidade de utilização de todos os cartões na integração com qualquer outro tipo de transporte, cuja integração será ampliada gradualmente, incluindo Bike Rio e Taxi Rio. Haverá ainda facilidade na recarga e na troca de cartões e também na recuperação de créditos. O usuário poderá controlar a sua conta por meio de aplicativo e receberá o primeiro cartão gratuitamente.

– A Prefeitura vai usar a tecnologia a favor da eficiência e do interesse público. Esse é um passo fundamental para as mudanças necessárias no transporte público no Rio de Janeiro, que vai garantir o fim da caixa preta e um serviço de melhor qualidade para a população – afirmou a secretária Maína Celidonio.

Para facilitar o atendimento, a Prefeitura vai disponibilizar 15 pontos presenciais comerciais para de venda de cartões, que representam uma quantidade três vezes maior de postos da Riocard em funcionamento hoje. O usuário poderá ainda fazer recarga de cartões em máquinas de autoatendimento (ATM) ou online, por meio de um site ou de um aplicativo. Isso vai permitir que o crédito entre no momento da recarga e não mais em 48h, como acontece atualmente.

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Imagem: Beth Santos/Prefeitura do Rio

Entre as receitas previstas para o município, está a da publicidade nos aplicativos e no cartão. A concessão vai durar dez anos e a Prefeitura ficará responsável também pelo pagamento aos operadores. Faz parte ainda do planejamento a redução gradativa do uso de dinheiro nos meios de transporte e nos pontos de venda físicos.

Em relação aos operadores de transportes, todos pagarão a mesma taxa de administração ao concessionário da bilhetagem digital, que será de 3%. Atualmente há diferenças nas cobranças.

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