Quatro mulheres foram presas nesta ontem (10) durante a fiscalização de um ônibus clandestino no posto da Receita Federal de Corumbá (MS), na fronteira com a Bolívia. Elas transportavam cocaína dentro do estômago e também escondida em palmilhas de tênis, garrafas de energético, cremes de cabelo e até mesmo em um sutiã. Ao todo, foram apreendidos 9 kg do entorpecente, e outras duas pessoas também foram detidas.
Duas das suspeitas, que engoliram cápsulas de cocaína, foram encaminhadas ao hospital para expelir a substância sob acompanhamento médico. As demais foram presas em flagrante.
![Passageiras de ônibus clandestino são presas transportando cocaína no estômago 1 image](https://i0.wp.com/controle.onibusetransporte.com/wp-content/uploads/2025/02/image-957x1024.png?resize=957%2C1024&ssl=1)
A ação faz parte da Operação Ágata, uma iniciativa conjunta entre a Receita Federal, o Exército Brasileiro e a Polícia Militar do Mato Grosso do Sul para intensificar o combate ao tráfico de drogas na região de fronteira.
Na mesma segunda-feira (10), noticiamos aqui no Ônibus & Transporte outro crime envolvendo ônibus clandestinos. Uma motocicleta roubada em São Paulo foi apreendida dentro do bagageiro de um ônibus realizando o transporte irregular de passageiros em Minas Gerais. O caso reforça a preocupação com a utilização desse tipo de transporte para o deslocamento de produtos ilícitos e atividades criminosas.
O uso de ônibus clandestinos para o crime organizado não é uma novidade no Brasil. Com a falta de regulamentação e fiscalização precária, esses veículos se tornam uma alternativa viável para traficantes e contrabandistas que buscam evitar controles rígidos em rodoviárias e empresas regulares de transporte.
Sem um cadastro formal, muitas dessas operações não registram passageiros nem conferem documentos, facilitando o deslocamento de criminosos e o transporte de drogas, armas, produtos contrabandeados e até veículos roubados, como no caso da moto apreendida em Minas Gerais. Além disso, esses ônibus frequentemente não cumprem normas de segurança, colocando em risco a vida de passageiros que, muitas vezes, desconhecem a irregularidade da viagem.
A atuação das forças de segurança, como a Operação Ágata, é essencial para coibir essas práticas, mas a solução definitiva passa por medidas mais rígidas de fiscalização, campanhas de conscientização da população e investimentos em transporte regular acessível e seguro. Enquanto houver demanda e brechas na legislação, o transporte clandestino continuará sendo um facilitador para o crime, comprometendo a segurança pública e a integridade das fronteiras brasileiras.
Imagem: Divulgação/Receita Federal
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