Terreno da massa falida da Itapemirim é ocupado irregularmente em Cachoeiro de Itapemirim (ES)

Associação de ex-funcionários e credores denuncia uso comercial do imóvel avaliado em R$ 14,3 milhões sem autorização da Justiça.
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Uma área pertencente à massa falida da Viação Itapemirim, avaliada em R$ 14,3 milhões, foi ocupada e está sendo utilizada comercialmente sem qualquer autorização ou comunicação da administradora judicial responsável pela gestão do espólio. A denúncia foi apresentada à Justiça pela associação de ex-funcionários e credores da empresa.

No passado, o local abrigou a Gráfica e Editora Itabira, criada para atender à necessidade da Corporação Itapemirim em produzir complexos e variados sistemas de controles de impressos, exigidos pela diversidade de operações do Grupo e que acabou sendo referência no setor, atendendo outras empresas de transporte de passageiros no país. Apesar de atualmente não estar mais em operação, a gráfica permanece como propriedade da família Cola. Já o terreno, que fazia parte do patrimônio da Viação Itapemirim, integra a massa falida. A área fica em Cachoeiro de Itapemirim (ES), em frente à antiga sede da viação, do outro lado da avenida que dá acesso à portaria principal.

De acordo com documentos protocolados na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo (SP), onde tramita o processo da massa falida, fotos anexadas mostram caminhões e tratores em atividade, além de montanhas de areia e uma placa que identifica o espaço como “Areial do Valmir”. O valor arrecadado com eventual aluguel do terreno deveria ser destinado à massa falida, mas não houve repasse ou notificação oficial por parte da administradora judicial, a EXM Partners.

Na petição, os credores afirmam que “informações de terceiros” indicam que a empresa Invictus, que arrematou um imóvel vizinho, teria assumido posse da área e a locado a outra companhia para uso como depósito de areia. O documento também critica a “ausência de medidas efetivas por parte da administradora judicial diante da ocupação indevida do bem” e pede investigação sobre uma possível “omissão, conivência e/ou gestão temerária”.

A denúncia foi revelada pelo portal Metrópoles, que informou não ter conseguido contato com a Invictus nem com a EXM Partners. O espaço permanece aberto para eventuais posicionamentos.

Imagens: Google e Reprodução/Metrópoles

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Avatar de Luís Guilherme Campos Correa