A Semove marcou presença no Fórum de Transição Energética no Transporte Público do Estado do Rio de Janeiro, realizado nos dias 3 e 4 de fevereiro, no Espaço Costa Hall, no Centro do Rio. O evento foi promovido pelo Detro-RJ e reuniu autoridades públicas, especialistas e representantes do setor para debater alternativas sustentáveis e a viabilidade da eletrificação das frotas de ônibus no estado.
A participação da Semove reforçou seu papel técnico e consultivo na construção de soluções que conciliem sustentabilidade ambiental, eficiência operacional e viabilidade econômica para o transporte público coletivo.
Papel institucional e visão estratégica
O presidente da entidade, Armando Guerra, integrou a solenidade de abertura do fórum, ao lado de secretários de Estado e lideranças do setor de transportes. Em sua fala, Armando destacou que a transição energética deve estar inserida em um contexto mais amplo de políticas públicas.
“A transição energética deve ser o meio, e não o único fim. Precisamos de soluções que caibam no orçamento público e na realidade das operadoras hoje. Um ônibus a diesel moderno em corredor exclusivo retira dezenas de carros das ruas, gerando um ganho ambiental imediato superior a um ônibus elétrico preso no trânsito”, afirmou.
Diversificação da matriz energética e eficiência ambiental
Durante o primeiro dia do evento, Guilherme Wilson, gerente de planejamento e controle da Semove, participou como palestrante do Painel 1: Alternativas de fontes de energia limpa para descarbonização das frotas do transporte público coletivo. O debate abordou a necessidade de diversificar a matriz energética, indo além do diesel tradicional.
Segundo Guilherme, políticas públicas voltadas à recuperação da demanda do transporte público têm impacto ambiental mais expressivo do que a simples substituição tecnológica da frota.
“A emissão gerada apenas pelos passageiros que deixaram o transporte público no Rio de Janeiro nos últimos 10 anos, cerca de 8,7 milhões de toneladas de CO₂, equivale à redução de emissões que seria obtida se toda a frota de 100 mil ônibus do Brasil fosse eletrificada”, destacou.
Requalificação do serviço como eixo central
No segundo dia do fórum, Richele Cabral, diretora de mobilidade urbana da Semove, apresentou soluções voltadas à requalificação do transporte público coletivo. A apresentação abordou como a modernização do sistema pode melhorar a experiência do passageiro, ampliar a atratividade do ônibus e fortalecer a sustentabilidade do setor.
A diretora lembrou que o Rio de Janeiro perdeu cerca de 50% dos passageiros do transporte público nos últimos 10 anos, o que compromete tanto a eficiência ambiental quanto a sustentabilidade econômica do sistema.
“O transporte público não é apenas uma opção mais barata, é um modal sustentável com a descarbonização já em curso no Brasil. A simples troca de ônibus a diesel por modelos elétricos ou a gás não resolve os problemas se o sistema não conseguir atrair mais passageiros. Se garantirmos ganhos de tempo, como viagens mais rápidas e pontuais, quase 80% dos usuários de moto estariam dispostos a migrar para o ônibus”, afirmou Richele.
Compromisso com uma mobilidade mais limpa
Com as contribuições técnicas apresentadas ao longo do fórum, a Semove reiterou seu compromisso com a agenda de descarbonização do transporte público, defendendo soluções integradas que combinem tecnologia, planejamento urbano, eficiência operacional e políticas de incentivo à retomada da demanda. A entidade segue colaborando diretamente com o poder público no planejamento de uma mobilidade urbana mais limpa, eficiente e socialmente sustentável para o Rio de Janeiro.
Imagem: Divulgação Semove













