Foram tornadas públicas as imagens do primeiro ônibus articulado movido a biometano e/ou Gás Natural Veicular (GNV) destinado ao sistema metropolitano de transporte coletivo de Goiânia. O veículo integra o primeiro lote de 32 unidades do modelo Viale/BRT, da Marcopolo, montado sobre chassi Scania K340C, produzido em São Bernardo do Campo (SP).

A iniciativa faz parte de um programa estruturado pelo Governo de Goiás para ampliar a presença de ônibus movidos a combustíveis de menor impacto ambiental na Região Metropolitana de Goiânia. A autorização foi formalizada por meio de deliberação da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC), estabelecendo a incorporação de 501 ônibus a biometano e/ou GNV até dezembro de 2027.
Frota diversificada com foco em descarbonização
Segundo o site, Goiás em Alta, o plano prevê veículos de diferentes configurações, todos equipados com ar-condicionado, distribuídos entre corredores estruturais e linhas alimentadoras. A composição inclui:
- 79 ônibus articulados de 19,2 metros, com piso alto, destinados aos corredores BRT;
- 22 ônibus padron (4º lote), com motor traseiro e piso baixo;
- 110 ônibus padron (5º lote);
- 168 ônibus padron (6º lote);
- 122 ônibus padron (7º lote).
Os modelos padron variam entre dois e três eixos, com comprimentos entre 12 e 15 metros, adequados às diferentes demandas operacionais da rede.

Entregas escalonadas até 2027
O cronograma de fornecimento foi estruturado de forma progressiva. Entre os prazos estabelecidos estão:
- 8 articulados até março de 2026;
- 71 articulados até setembro de 2026;
- 22 padron do 4º lote até setembro de 2026;
- 110 padron do 5º lote até junho de 2027;
- 168 padron do 6º lote até dezembro de 2027;
- 122 padron do 7º lote até dezembro de 2027.
A maior parte dos articulados será direcionada ao BRT Leste-Oeste, conhecido como “Eixão”, eixo de alta capacidade que concentra a maior demanda da capital e municípios vizinhos.
Tecnologia a gás ganha escala no Centro-Oeste
De acordo com o Governo estadual, a meta é posicionar Goiânia e sua região metropolitana como o maior sistema brasileiro — e um dos principais da América Latina — a operar ônibus movidos a biometano e GNV.

O abastecimento com biometano pode proporcionar reduções expressivas nas emissões de poluentes, alcançando índices significativamente inferiores aos observados em veículos movidos exclusivamente a diesel, especialmente quando combinados com tecnologias modernas de pós-tratamento.

A política de renovação também contempla outras matrizes energéticas. Atualmente, o sistema já opera com ônibus elétricos de fabricantes como BYD e Volvo, além de modelos Euro 6 da Mercedes-Benz e da Volkswagen Caminhões e Ônibus.
Impacto tarifário e modelo de financiamento
O investimento será viabilizado por meio do subsídio estadual e das prefeituras da Região Metropolitana, com ajustes na remuneração das concessionárias. Segundo o governo, o modelo foi estruturado para sustentar a transição energética sem implicar, necessariamente, aumento da tarifa ao usuário.

Além do ganho ambiental, a estratégia busca fomentar uma cadeia produtiva local voltada ao fornecimento de biometano e gás natural, ampliando o impacto econômico do projeto.
Com a entrada gradual dos novos veículos, o sistema metropolitano caminha para uma renovação estrutural da frota, combinando conforto, climatização integral e redução da pegada de carbono.
Imagens: Paulo W. Sanchez
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