Em 1996, o mercado brasileiro de ônibus rodoviários viveu um de seus capítulos mais emblemáticos com o lançamento das séries Flecha Azul V, VI e VII, modelos que integraram a frota da tradicional Viação Cometa. Três décadas depois, os modelos seguem lembrados como referência em conforto, inovação tecnológica e desempenho mecânico, consolidando uma fase histórica no transporte rodoviário de longa distância.
Aquele ano foi particularmente marcante para a família Flecha Azul. Além de incorporar avanços das gerações anteriores, a linha apresentou soluções inéditas para a época, elevando o padrão do segmento executivo e leito no país.
Flecha Azul V e VI: consolidação e salto tecnológico
O Flecha Azul V incorporou avanços estruturais e refinamentos herdados das versões anteriores, consolidando a identidade visual e operacional da Cometa nas principais rotas interestaduais do país.

Na sequência, o Flecha Azul VI trouxe um dos grandes diferenciais técnicos do período: ar-condicionado com controle eletrônico de temperatura, tecnologia ainda pouco difundida no segmento na metade da década de 1990. A versão Leito foi equipada com o sistema ecológico Thermo King Super D-3, de 110.000 BTUs, garantindo climatização eficiente em viagens de longa distância.

A primeira leva contou com 10 veículos numerados entre 9000 e 9009 da Viação Cometa. Posteriormente, a série VI B Leito ampliou a produção com 15 unidades adicionais, reforçando o posicionamento do modelo como opção de alto padrão para operações interestaduais.

Flecha Azul VII: ergonomia e potência como diferenciais
Ainda em 1996, a linha ganhou um salto conceitual com o lançamento do Flecha Azul VII, considerado evolução direta do modelo anterior. O objetivo central era elevar o nível de conforto em viagens longas, com interior mais moderno e soluções voltadas à ergonomia tanto para passageiros quanto para motoristas.
O modelo passou a contar com novas poltronas ergonômicas reclináveis com pistão a gás, braços móveis e acabamento superior, fornecidas pela tradicional Teperman de Estofamentos — posteriormente incorporada pela multinacional Grammer.

No conjunto mecânico, destacava-se o motor Scania DSC11, entregando 360 cavalos de potência e torque de 165 kgfm. Reconhecido pela alta durabilidade, o propulsor consolidou a reputação da frota da Cometa em desempenho e confiabilidade operacional nas rotas de longa distância.
Um marco na história da Viação Cometa e do transporte rodoviário
A incorporação das séries Flecha Azul V, VI e VII à frota da Viação Cometa representou mais do que renovação operacional: simbolizou uma fase de protagonismo tecnológico no setor.
O ano de 1996 ficou registrado como um dos mais ricos em inovação para a série Flecha Azul. A combinação de potência, climatização eletrônica, design interno modernizado e atenção à ergonomia consolidou a geração V, VI e VII como símbolo de uma era de transformação no transporte rodoviário brasileiro.
Trinta anos depois, os Flecha Azul continuam sendo lembrados não apenas como ônibus, mas como ícones de uma fase em que o setor buscava elevar padrões técnicos e oferecer uma experiência superior ao passageiro.
Imagens: Rodrigo Gomes / Adaíton Cruz / Diego Henrique Silva Nascimento / Rodrigo Correa Graça
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