A Prefeitura do Rio, através da Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro publicou uma nova resolução que atualiza a lista de linhas de ônibus com integração tarifária ao metrô na cidade do Rio de Janeiro. A medida foi oficializada no Diário Oficial nesta quarta-feira e entra em vigor a partir de sexta-feira, com o objetivo de restabelecer o funcionamento do sistema de conexão entre ônibus municipais e o MetrôRio.
A mudança ocorre após alterações operacionais no transporte municipal que impactaram a integração entre o metrô e bairros como Humaitá, Jardim Botânico e Gávea, regiões tradicionalmente atendidas pelo antigo serviço conhecido como Metrô na Superfície, encerrado em julho de 2024.
Novas linhas passam a integrar o sistema com o metrô
Com a nova resolução, as linhas 319 (Alvorada–Central via Túnel Santa Bárbara), SV319 (Alvorada–Central via Praia do Flamengo) e 536 (Rocinha–Leme) passam a integrar oficialmente o sistema de integração ônibus-metrô na estação Estação Botafogo.

Essas linhas foram criadas para substituir serviços que deixaram de operar no início deste ano e agora passam a garantir novamente o benefício tarifário aos usuários do sistema.

Além delas, a linha 583 (Cosme Velho–Leblon), que já fazia parte da lista original de integrações, permanece conectando a estação de Botafogo com bairros da Zona Sul.
Os pontos de embarque e desembarque dessas linhas ficam nas ruas São Clemente e Voluntários da Pátria, próximas à estação de metrô, permitindo conexão direta com destinos como Hospital da Lagoa, Humaitá, Jardim Botânico e Gávea.
Integração na estação Antero de Quental continua ativa
Na Estação Antero de Quental, no Leblon, continuam operando as integrações com as linhas 539 (Rocinha–Leme) e 584 (Cosme Velho–Leblon), que conectam passageiros ao Leblon e à Gávea.
De acordo com o MetrôRio, cerca de 3 mil passageiros utilizam diariamente esse sistema de integração, que permite a continuidade da viagem entre ônibus e metrô pagando apenas a tarifa metroviária.
Benefício tarifário é mantido para os passageiros
O modelo de integração funciona por meio de um acordo entre o MetrôRio e a prefeitura. Com ele, o passageiro pode utilizar o metrô e embarcar em uma das linhas autorizadas — ou fazer o percurso inverso — pagando apenas o valor da tarifa do metrô, atualmente em R$ 7,90, desde que utilize os cartões Jaé ou Riocard.
A oficialização das novas linhas garante a manutenção desse benefício tarifário após um período de incerteza para os usuários.
Mudanças ocorreram após crise no sistema de ônibus
A atualização da lista de linhas foi necessária após a interrupção de serviços operados pelas empresas Real Auto Ônibus e Transportes Vila Isabel, que tiveram suas garagens lacradas pela prefeitura no início do ano devido a problemas operacionais.
Essas empresas eram responsáveis pelas linhas 309 (Central–Alvorada), 538 (Leme–Rocinha) e 548 (Metrô Botafogo–Terminal Alvorada), que até então integravam o sistema de conexão com o metrô.

Com a paralisação dessas rotas, passageiros que dependiam da integração passaram a arcar com o custo adicional da passagem de ônibus, já que as linhas substitutas ainda não estavam incluídas no programa de integração tarifária.
Integração substitui antigo serviço Metrô na Superfície
Entre 2002 e 2024, o MetrôRio operou um serviço próprio de ônibus para conectar as estações de Botafogo e Antero de Quental ao bairro da Gávea, conhecido como Metrô na Superfície.
Após o encerramento dessa operação, o modelo foi substituído por um sistema de integração com linhas municipais, no qual a concessionária do metrô subsidia parte da operação para manter o benefício tarifário aos passageiros.

Segundo a concessionária, a decisão sobre quais linhas participam do sistema ocorre em diálogo com o poder público, embora a gestão e operação das linhas de ônibus seja responsabilidade da prefeitura e dos consórcios operadores.
Sistema busca manter mobilidade na Zona Sul
Com a inclusão das novas linhas no sistema, a expectativa é normalizar a integração entre ônibus e metrô em importantes corredores de mobilidade da Zona Sul e da Zona Norte da cidade.
A atualização também busca garantir que moradores e trabalhadores que dependem dessas conexões continuem utilizando o transporte público de forma integrada, reduzindo custos e facilitando deslocamentos entre diferentes regiões da cidade.
Imagens: Rodrigo Gomes / Renan Vieira / Saulo Scoponi
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