A Região Metropolitana de Goiânia iniciou a incorporação de ônibus movidos a biometano ao sistema de transporte coletivo com a chegada das primeiras unidades neste sábado (21). Os veículos serão destinados ao BRT Leste-Oeste, no tradicional Eixo Anhanguera, considerado o principal corredor de alta demanda da capital.

Ao todo, o projeto prevê a entrada de 32 ônibus articulados com essa tecnologia, sendo que as primeiras oito unidades já foram entregues, enquanto as demais seguem em produção. A iniciativa representa um avanço importante na modernização da RMTC Goiânia e na adoção de soluções voltadas à sustentabilidade no transporte público.
Nova frota integra projeto de modernização da RMTC
Os veículos são equipados com chassi SCANIA K340CA GNC Biometano e carroceria Marcopolo Viale Express articulado, reunindo alta capacidade de transporte com menor impacto ambiental.
A chegada dos ônibus faz parte do projeto Nova Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (Nova RMTC), que contempla a renovação total da frota, a modernização da infraestrutura e a ampliação dos corredores estruturais.



Além dos novos veículos, o plano inclui a aquisição de mais 300 ônibus adicionais, reforma de terminais e estações do BRT Leste-Oeste, implantação do BRT Norte-Sul e revitalização dos pontos de parada.
Meta prevê até 500 ônibus com tecnologia sustentável
De acordo com o Governo de Goiás, os veículos a biometano integram um plano mais amplo de transição energética, que prevê a incorporação de até 500 ônibus com essa tecnologia até o final de 2026.
A estratégia envolve a utilização de três tipos de motorização:
- Ônibus a diesel padrão Euro 6, com menor emissão de poluentes
- Ônibus elétricos, com emissão zero local
- Ônibus a biometano, considerados os menos poluentes entre as opções
Essa diversificação busca reduzir significativamente a emissão de gases de efeito estufa no sistema de transporte coletivo.
Biometano impulsiona economia circular e redução de emissões
O biometano utilizado nos veículos é produzido a partir da purificação do biogás gerado pela decomposição de resíduos orgânicos em biodigestores.
Entre as matérias-primas utilizadas estão:
- Resíduos da cana-de-açúcar
- Esterco animal
- Restos agrícolas
- Lodo de esgoto
- Lixo orgânico
O uso dessa tecnologia permite:
- Produção de energia 100% renovável
- Redução da emissão de gases poluentes
- Menor dependência de combustíveis fósseis
- Aproveitamento de resíduos orgânicos
O Governo de Goiás também pretende fomentar uma cadeia produtiva local de biometano, aproveitando o potencial agrícola do estado.
Composição da nova frota da RMTC
O plano de renovação prevê uma frota diversificada para atender diferentes demandas operacionais:
- 79 ônibus articulados (19,2 metros) para corredores BRT
- 22 ônibus padron (4º lote) com motor traseiro e piso baixo
- 110 ônibus padron (5º lote)
- 168 ônibus padron (6º lote)
- 122 ônibus padron (7º lote)
Os veículos padron terão entre 12 e 15 metros, com configurações adaptadas às linhas alimentadoras e estruturais.
Cronograma de entregas até 2027
A entrega dos novos veículos ocorrerá de forma progressiva:
- 8 articulados até março de 2026
- 71 articulados até setembro de 2026
- 22 padron (4º lote) até setembro de 2026
- 110 padron (5º lote) até junho de 2027
- 168 padron (6º lote) até dezembro de 2027
- 122 padron (7º lote) até dezembro de 2027
A maior parte dos articulados será destinada ao BRT Leste-Oeste, eixo central do sistema metropolitano.
Modelo de financiamento mantém tarifa estável
Os investimentos na Nova RMTC são viabilizados por meio de subsídios públicos, permitindo manter a tarifa em R$ 4,30 desde 2019.





O modelo conta com aporte do Governo de Goiás e das prefeituras da Região Metropolitana, além da participação do Consórcio BRT, responsável pela operação do sistema.
Nova etapa do transporte coletivo em Goiânia
A chegada dos ônibus a biometano marca o início de uma nova fase para o transporte coletivo na Grande Goiânia, com foco em inovação, eficiência e sustentabilidade.

Com a renovação da frota e a diversificação tecnológica, o sistema se prepara para oferecer um serviço mais moderno, confortável e alinhado às exigências ambientais.
Imagens: Carlos Junior
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