Uma nova ação voltada ao enfrentamento do assédio no transporte público será implementada nos ônibus urbanos do Rio de Janeiro. A iniciativa reúne o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o Rio Ônibus e a Secretaria de Estado da Mulher, com foco na capacitação de rodoviários e no fortalecimento da rede de proteção às passageiras.
O projeto prevê o treinamento de mais de 18 mil profissionais do setor, incluindo motoristas e cobradores, que passarão a receber orientação específica para identificar situações de violência contra a mulher, prestar acolhimento inicial e direcionar vítimas para os canais de denúncia.
Capacitação busca transformar atuação dos rodoviários
A proposta vai além da conscientização. O objetivo é estruturar um protocolo prático de atuação, permitindo que os profissionais deixem de ser apenas observadores e passem a atuar como agentes de apoio em casos de assédio dentro dos ônibus.
A capacitação inclui orientações sobre como reconhecer comportamentos abusivos, como agir diante de uma ocorrência e quais medidas devem ser adotadas para garantir a segurança da vítima, incluindo a possibilidade de acionar autoridades ou conduzir o veículo até um ponto seguro.
Cartazes informativos estarão presentes nos veículos
Além do treinamento, a iniciativa prevê a instalação de cartazes orientativos nos ônibus, posicionados em locais visíveis. O material terá informações claras para as passageiras sobre como identificar situações de assédio e quais canais podem ser utilizados para denunciar.
A medida busca ampliar o alcance da campanha diretamente no ambiente onde as ocorrências podem acontecer, promovendo maior sensação de segurança e acesso à informação.
Integração de campanhas amplia alcance da iniciativa
A ação integra duas importantes frentes já existentes no estado: o “Pacto Ninguém Se Cala”, coordenado pelo MPRJ, e a campanha “Não é Não! Respeite a decisão”, conduzida pela Secretaria de Estado da Mulher.
A união das iniciativas permite ampliar o impacto das ações, consolidando um esforço conjunto entre poder público e operadores do transporte para enfrentar o problema de forma estruturada.
Plano de ação inclui monitoramento e padronização
Durante as discussões, também foi definida a criação de um comitê gestor, responsável por acompanhar a implementação das medidas e garantir a padronização das ações em toda a cidade.
Entre os pontos previstos estão a elaboração de um fluxo de atendimento em casos de assédio, definição de indicadores para monitoramento das ocorrências e realização de reuniões periódicas entre os envolvidos.

Esse acompanhamento permitirá identificar padrões, como horários e linhas com maior incidência, contribuindo para o direcionamento de ações mais eficazes de prevenção e fiscalização.
Transporte público como espaço estratégico de proteção
A iniciativa reconhece o transporte coletivo como um dos espaços mais sensíveis quando se trata de segurança feminina, especialmente devido ao grande volume de passageiros e à dinâmica operacional dos serviços.
Ao estruturar um protocolo de atuação e ampliar o acesso à informação, o projeto busca tornar o sistema mais seguro, promovendo cidadania, respeito e proteção às mulheres que utilizam o transporte diariamente.
Imagens: Rodrigo Gomes
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