A Prefeitura do Rio, através da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) divulgou os resultados do Índice de Qualidade de Transportes (IQT) referentes ao primeiro trimestre de 2026, revelando quais empresas de ônibus apresentaram os melhores e os piores desempenhos operacionais no Sistema de Transporte Público por Ônibus (SPPO) do Rio de Janeiro.
O levantamento aponta a Novacap como a empresa mais bem avaliada do período, alcançando nota 0,89, seguida por Ideal e Matias, ambas com índice de 0,88. Logo atrás aparecem Jabour, com 0,85, e as empresas Alpha e SOU, empatadas com 0,84.

Na outra ponta da tabela, as menores avaliações ficaram com as empresas Vila Isabel, que registrou nota 0,31, e Real, com 0,38, índices significativamente inferiores à média do sistema. Ambas as empresas não integram mais o sistema desde o início do ano.
Os resultados fazem parte do relatório oficial da Prefeitura do Rio de Janeiro referente ao período entre janeiro e março de 2026. O documento considera a operação de 27 empresas responsáveis por mais de 500 serviços de ônibus na capital fluminense.
O que é o IQT
O Índice de Qualidade de Transportes foi criado pela Secretaria Municipal de Transportes para acompanhar de forma contínua a qualidade dos serviços prestados pelas empresas que operam o sistema municipal de ônibus.
O indicador passou a ter papel ainda mais relevante após o acordo judicial firmado entre a Prefeitura do Rio de Janeiro e os consórcios operadores em abril de 2025. Desde então, o IQT tornou-se um dos principais instrumentos técnicos utilizados para monitorar o desempenho das empresas e orientar a futura substituição de operadores durante o processo de reestruturação do sistema.
A metodologia considera sete indicadores operacionais relacionados a aspectos como regularidade das viagens, atendimento, renovação da frota, climatização dos veículos e satisfação dos usuários.
Ranking das empresas de ônibus do Rio de Janeiro – 1º trimestre de 2026
De acordo com os dados consolidados pela SMTR, o ranking ficou da seguinte forma:
1º – Novacap – 0,89
2º – Ideal – 0,88
2º – Matias – 0,88
4º – Jabour – 0,85
5º – Alpha – 0,84
5º – SOU – 0,84
7º – Graças – 0,83
8º – Futuro – 0,80
8º – Vila Real – 0,80
10º – Transurb – 0,79
11º – Caprichosa – 0,78
11º – Verdun – 0,78
13º – Braso Lisboa – 0,77
13º – Gire – 0,77
15º – Pavunense – 0,76
16º – Tijuca – 0,75
17º – Barra – 0,73
17º – Redentor – 0,73
19º – Recreio – 0,72
20º – Campo Grande – 0,69
20º – Lourdes – 0,69
20º – Três Amigos – 0,69
23º – VG – 0,68
24º – Palmares – 0,66
25º – Paranapuan – 0,64
26º – Real – 0,38
27º – Vila Isabel – 0,31
Os números divulgados pela Prefeitura confirmam a liderança da Novacap e evidenciam uma diferença expressiva entre as empresas mais bem avaliadas e aquelas que ocupam as últimas posições do ranking.
Consórcio Santa Cruz obtém melhor desempenho entre os grupos operadores
Além da avaliação individual das empresas, a SMTR também divulgou os resultados por consórcio.

Entre os quatro grupos que operam o sistema carioca, o Consórcio Santa Cruz apresentou o melhor desempenho, alcançando índice de 0,80. Em seguida aparecem o Internorte, com 0,78, enquanto Intersul e Transcarioca registraram nota 0,75.
Mais de 500 linhas foram avaliadas
O levantamento contemplou um total de 510 serviços operantes durante o trimestre, incluindo linhas regulares, especiais, serviços noturnos e linhas experimentais (LECDs).
Segundo a SMTR, o IQT médio do sistema foi de 0,75, com nota máxima de 0,97 e mínima de 0,12, demonstrando diferenças relevantes de desempenho entre os operadores.
Os dados utilizados no cálculo são provenientes de bases públicas da Prefeitura do Rio de Janeiro e dos relatórios operacionais enviados pelos consórcios, permitindo acompanhamento permanente da qualidade do serviço prestado aos passageiros.
Índice terá papel estratégico na reorganização do sistema
A divulgação dos resultados ganha importância adicional porque o IQT passou a ser um dos critérios utilizados pela Prefeitura para acompanhar a transição prevista no acordo firmado com os consórcios de ônibus.
A avaliação periódica permite identificar operadores com melhor desempenho operacional e também empresas que necessitam de melhorias, contribuindo para a tomada de decisões sobre o futuro da rede municipal de transporte coletivo.
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