Brasil registra 4.961 ônibus incendiados desde 1987, aponta levantamento da NTU

Documento atualizado em junho de 2026 mostra que o Sudeste concentra 71% das ocorrências desde 2004, com São Paulo e Rio de Janeiro liderando os registros
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Um levantamento da NTU revela a dimensão da violência contra o transporte público por ônibus no Brasil. Entre 1987 e 2026, foram registrados 4.961 ônibus incendiados, além de 23 vítimas fatais e 80 feridos graves. Somente no período de 2004 a 2026, quando a entidade passou a acompanhar os casos junto às empresas filiadas e à mídia, foram contabilizados 2.938 veículos totalmente destruídos pelo fogo.

Sudeste concentra maior parte dos ataques

O dado mais expressivo do documento está na distribuição regional. O Sudeste responde por 2.088 ocorrências, o equivalente a 71% dos casos registrados entre 2004 e 2026. Em seguida aparecem o Nordeste, com 483 registros, o Sul, com 151, o Centro-Oeste, com 124, e o Norte, com 92 ocorrências.

grafico regioes

O recorte por estados também evidencia a concentração dos casos. São Paulo lidera o ranking, com 810 ônibus incendiados, seguido pelo Rio de Janeiro, com 694, e Minas Gerais, com 459. Na sequência aparecem Bahia, Espírito Santo, Ceará, Distrito Federal e Rio Grande do Norte, entre os estados mais afetados.

Rio de Janeiro e São Paulo lideram entre as cidades

Entre os municípios com mais ocorrências, a cidade do Rio de Janeiro aparece na liderança, com 534 ônibus totalmente incendiados no período analisado. A capital paulista vem em seguida, com 480 registros.

grafico estados

Os números mostram que os ataques aos coletivos se concentram principalmente em grandes centros urbanos e regiões metropolitanas, onde o ônibus é essencial para o deslocamento diário da população e qualquer interrupção no serviço provoca impacto direto na mobilidade.

Ano de 2014 teve o maior número de ônibus incendiados

A série histórica mostra que 2014 foi o ano mais crítico, com 660 ônibus incendiados. Depois vieram 2017, com 345 casos, 2015, com 313, 2016, com 259, e 2018, com 225 registros. Em 2026, até a atualização de junho, o levantamento apontava 21 ocorrências.

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Ataques atingem diretamente passageiros, trabalhadores e empresas

Mais do que prejuízo patrimonial, os incêndios a ônibus representam uma ameaça direta à segurança dos passageiros, motoristas, cobradores e demais profissionais do setor. Cada veículo destruído também reduz a oferta de transporte, aumenta custos operacionais e dificulta a renovação das frotas.

Para o setor de transporte coletivo urbano, os dados reforçam a necessidade de políticas públicas de segurança, prevenção e resposta rápida a episódios de vandalismo, violência urbana e ataques coordenados contra o serviço essencial.

Levantamento reforça alerta sobre a proteção ao transporte público

O documento da NTU mostra que a queima de ônibus segue como um problema recorrente no Brasil, com impactos sociais, econômicos e operacionais. Em quase quatro décadas, milhares de veículos foram destruídos, afetando diretamente a população que depende do transporte público para trabalhar, estudar e acessar serviços básicos.

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A análise dos dados indica que proteger os ônibus significa proteger a própria mobilidade urbana. Quando um coletivo é incendiado, o prejuízo vai além da empresa operadora: toda a cidade perde capacidade de deslocamento, segurança e qualidade no serviço prestado.

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