IVECO BUS entra no segmento de 17 toneladas com novo chassi de quatro cilindros na LAT.BUS 2026

Novo chassi de 17 toneladas estreia com motor FPT de 720 Nm, opções de suspensão metálica ou pneumática Full Air e foco em economia, robustez e menor custo operacional; vendas começam em 2027
IVECO BUS

A IVECO BUS amplia sua presença no mercado brasileiro de ônibus com o lançamento do BUS 17-210, novo chassi de 17 toneladas apresentado durante a LAT.BUS 2026, no São Paulo Expo. A novidade marca a entrada da fabricante no segmento de quatro cilindros nessa faixa de peso e foi desenvolvida para atender principalmente às demandas das operações urbanas e metropolitanas que buscam combinar desempenho, disponibilidade e redução dos custos da frota.

Equipado com o motor FPT N45 de 210 cv e 720 Nm de torque, o novo modelo foi desenvolvido no Centro de Desenvolvimento de Produtos (CDP) de Sete Lagoas (MG). Antes de chegar à feira, o projeto passou por um amplo programa de validação, que incluiu mais de dez ciclos completos de durabilidade e mais de 80 mil quilômetros de testes somente no conjunto motriz.

Com o lançamento, a IVECO BUS passa a disputar uma das categorias mais importantes do mercado brasileiro de chassis urbanos com uma configuração posicionada abaixo do BUS 17-280, modelo de seis cilindros que já integra seu portfólio.

A estratégia, porém, não consiste simplesmente em oferecer uma opção de menor potência. A fabricante trabalhou para desenvolver uma combinação específica entre motor, transmissão e relação de diferencial, buscando entregar força adequada às condições brasileiras sem comprometer a economia de combustível e o custo total de propriedade (TCO).

BUS 17-210 nasceu a partir das demandas dos operadores

A concepção do IVECO BUS 17-210 teve participação direta de empresas que utilizam ônibus diariamente. A fabricante afirma ter adotado um processo de escuta dos operadores para identificar quais características deveriam receber prioridade durante o desenvolvimento.

Entre os pontos considerados essenciais apareceram robustez estrutural, disponibilidade da frota, facilidade de manutenção, desempenho e eficiência operacional.

Segundo Mauricio Yamamoto, head da IVECO BUS para a América Latina, o novo produto permite à fabricante ampliar sua competitividade em uma categoria relevante no Brasil e atender diferentes perfis de clientes.

“O BUS 17-210 representa um passo muito importante na estratégia da IVECO BUS. Com esse lançamento passamos a atuar de forma ainda mais competitiva em um dos segmentos mais relevantes do mercado brasileiro”, afirma o executivo.

A fabricante utilizou ainda a experiência acumulada com o BUS 17-280 como uma das referências para o desenvolvimento da nova configuração.

Para Allison Carvalho, gerente de Desenvolvimento de Produto Ônibus da IVECO BUS, a intenção foi chegar a um veículo equilibrado. Segundo ele, desempenho, economia e disponibilidade estiveram entre os atributos mais valorizados pelos operadores consultados durante o projeto.

Motor FPT N45 entrega 210 cv e 720 Nm de torque

Sob o ponto de vista mecânico, a principal novidade está justamente no FPT N45, propulsor pertencente à família NEF e responsável pela entrada da IVECO BUS no segmento de chassis de 17 toneladas com motor de quatro cilindros.

O conjunto entrega 210 cv de potência e torque máximo de 720 Nm.

A calibração foi desenvolvida para manter uma entrega consistente de torque em diferentes condições de utilização, inclusive em serviços urbanos considerados severos, nos quais o ônibus trabalha com elevada lotação e sistema de ar-condicionado continuamente acionado.

A engenharia atuou também na integração entre motor, transmissão e relação do diferencial, buscando disponibilizar força adequada nas rodas para proporcionar respostas eficientes nas retomadas e permitir a utilização do ônibus em cidades com diferentes características topográficas.

De acordo com Allison Carvalho, o comportamento nas retomadas esteve entre os aspectos mais elogiados pelos clientes durante o desenvolvimento.

A proposta é oferecer um conjunto capaz de atender operações nas quais potência e torque precisam ser suficientes para enfrentar tráfego intenso, paradas frequentes, aclives e variações de lotação, sem recorrer necessariamente a uma motorização de seis cilindros.

IVECO BUS aposta no menor custo total de propriedade

A engenharia do BUS 17-210 também colocou o TCO — Total Cost of Ownership, ou custo total de propriedade — entre os pontos centrais do projeto.

Para uma empresa de transporte, o custo de um ônibus não termina no momento da compra. Consumo de combustível, manutenção, disponibilidade, substituição de componentes e períodos de imobilização na garagem influenciam diretamente a rentabilidade durante toda a vida operacional do veículo.

Por isso, a IVECO BUS buscou combinar boa relação peso-potência, facilidade de manutenção e elevada disponibilidade operacional.

A utilização do quatro cilindros surge dentro dessa estratégia como uma alternativa para operações nas quais é possível alcançar o desempenho necessário com uma arquitetura mecânica dimensionada para privilegiar eficiência e economia.

Paulo Kazuto, especialista de Marketing Produto da IVECO BUS, destaca que esses elementos interferem diretamente tanto na rentabilidade das empresas quanto na própria decisão de aquisição de um novo veículo.

Mais de 80 mil quilômetros foram percorridos em testes do conjunto motriz

Antes da apresentação oficial durante a LAT.BUS 2026, o novo chassi passou por um extenso processo de desenvolvimento e validação realizado pela engenharia da fabricante.

Foram executados mais de dez ciclos completos de durabilidade, além de mais de 80 mil quilômetros dedicados aos testes de validação do conjunto motriz.

O programa incluiu avaliações específicas de calibração do motor, consumo de combustível e desempenho.

A IVECO BUS também levou os protótipos para diferentes regiões brasileiras. Dessa maneira, o BUS 17-210 foi submetido a condições distintas de relevo e utilização, incluindo cenários considerados severos.

O objetivo foi verificar antecipadamente o comportamento do conjunto em situações próximas àquelas que serão encontradas quando os veículos começarem a operar comercialmente.

Esse processo ganha importância em um produto direcionado a aplicações urbanas, nas quais os ônibus permanecem muitas horas em circulação e enfrentam ciclos constantes de aceleração, frenagem, embarques e desembarques.

Suspensão Full Air é uma das opções do novo BUS 17-210

Outra característica importante é a possibilidade de escolha entre suspensão metálica e suspensão pneumática Full Air.

A estratégia amplia o campo de aplicação do BUS 17-210 para além do transporte coletivo convencional. Segundo a fabricante, o chassi poderá ser utilizado em serviços urbanos, fretamento e transporte rodoviário de curta e média distância.

Na configuração Full Air, o sistema utiliza a arquitetura já empregada no BUS 17-280.

São dois bolsões pneumáticos no eixo dianteiro e quatro na traseira, associados a amortecedores telescópicos de dupla ação, barras estabilizadoras e batentes auxiliares.

Além de proporcionar maior conforto aos passageiros, a suspensão pneumática pode contribuir para o comportamento dinâmico do veículo e ampliar as possibilidades de configuração das carrocerias.

A oferta das duas alternativas permite ao operador escolher a especificação mais adequada ao perfil de serviço, condições das vias, exigências de conforto e estrutura de custos da operação.

Novo chassi amplia atuação da IVECO BUS no mercado brasileiro

Com o BUS 17-210, a fabricante passa a ocupar uma faixa estratégica do mercado nacional, ampliando as possibilidades para empresas que procuram chassis de 17 toneladas voltados principalmente aos serviços urbanos e metropolitanos.

A chegada da novidade complementa a atuação do BUS 17-280, permitindo que a marca ofereça configurações diferentes conforme as exigências de cada aplicação.

O lançamento também evidencia a estratégia de desenvolvimento local da fabricante. O projeto foi conduzido no Brasil e recebeu validações específicas para as características encontradas nas operações nacionais.

A produção nacional integra uma estrutura industrial que tem em Sete Lagoas, Minas Gerais, um dos principais centros da IVECO BUS na América Latina.

Vendas do IVECO BUS 17-210 começam em 2027

Embora seja uma das novidades apresentadas ao mercado durante a LAT.BUS 2026, os operadores ainda terão de aguardar alguns meses para adquirir o novo chassi.

A previsão da fabricante é iniciar as vendas do BUS 17-210 em 2027.

Até lá, a apresentação na principal feira latino-americana dedicada ao mercado de ônibus funciona como uma oportunidade para aproximar o produto dos operadores e apresentar sua proposta técnica.

A novidade chega em um momento no qual empresas de transporte buscam maior eficiência para enfrentar custos crescentes de operação. Nesse cenário, disponibilidade, consumo e manutenção assumem peso cada vez maior na decisão de renovação de frota.

Ao entrar no segmento de quatro cilindros com o BUS 17-210, a IVECO BUS procura justamente atender essa demanda, oferecendo um chassi desenvolvido no Brasil e dimensionado para combinar 210 cv de potência, 720 Nm de torque, robustez e eficiência operacional.

IVECO BUS mantém estrutura global e produção no Brasil

A IVECO BUS integra o Iveco Group e atua no desenvolvimento e fabricação de veículos destinados aos segmentos urbano, intermunicipal, escolar, rodoviário, fretamento e turismo.

Globalmente, a empresa trabalha com diferentes tecnologias para a transição energética, incluindo biocombustíveis, biometano, veículos elétricos a bateria e células a combustível.

A fabricante também disponibiliza os serviços conectados IVECO ON, voltados ao acompanhamento, manutenção e otimização das operações das frotas.

Atualmente, a companhia emprega mais de 6.550 profissionais e mantém sete unidades industriais na Europa e na América Latina, localizadas em Annonay e Rorthais, na França; Vysoké Myto, na República Tcheca; Brescia e Foggia, na Itália; Sete Lagoas, no Brasil; e Córdoba, na Argentina.

No mercado brasileiro, a operação de Sete Lagoas desempenha papel estratégico tanto na produção quanto no desenvolvimento de novos produtos, como demonstra a chegada do BUS 17-210.

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