O primeiro trem da futura Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo já está em solo paulistano. A composição chegou ao Pátio Morro Grande, zona norte da capital, e integra a frota de 22 trens de seis carros que irão operar no novo ramal, ligando o bairro da Brasilândia à Estação São Joaquim, no centro. A operação da linha será realizada pela Concessionária Linha Universidade (Linha Uni), dentro de um contrato de concessão de 19 anos.
Fabricados pela Alstom em sua unidade industrial de Taubaté (SP), os trens são feitos em aço inoxidável — material que garante maior leveza, eficiência energética e durabilidade superior a 40 anos. Com velocidade máxima de 90 km/h, cada composição poderá transportar até 2.044 passageiros, contribuindo para uma estimativa de atendimento diário de 633 mil usuários.
A nova frota foi projetada com foco em sustentabilidade e experiência do passageiro. Entre as inovações tecnológicas, destaca-se o uso do Lab 4.0 da Alstom, um laboratório de realidade virtual que permite simular a operação dos trens em ambiente digital, antecipando eventuais ajustes técnicos antes da produção em larga escala.
A Linha 6-Laranja terá 15 estações ao longo de 15,3 km e está com entrega parcial prevista para o final de 2026. O trajeto completo, que hoje leva até 1h30 de ônibus, será reduzido para apenas 23 minutos com o novo ramal metroviário.

Conhecida como a “linha das universidades”, a nova linha atravessará regiões que abrigam sete instituições de ensino superior, com potencial de facilitar o acesso a outras 11 universidades. Pesquisa do Governo do Estado aponta que mais de 40% das viagens previstas terão como origem ou destino universidades, principalmente com passageiros entre 18 e 24 anos.
Com investimento estimado em mais de R$ 19 bilhões, a Linha 6-Laranja é fruto de uma Parceria Público-Privada (PPP) entre o Governo do Estado de São Paulo e a Linha Uni. As obras estão a cargo da empresa espanhola ACCIONA e já geraram cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos.
O início da operação da Linha 6 representará um marco importante na ampliação da rede metroviária paulistana e na promoção de mobilidade urbana mais eficiente, moderna e sustentável.
Imagens: Divulgação
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