A operadora aeroportuária espanhola Aena foi declarada vencedora do processo de concessão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Galeão, consolidando um movimento estratégico de expansão no Brasil. O leilão, realizado na B3, em São Paulo, definiu o valor da operação em R$ 2,9 bilhões, garantindo à empresa o controle total da concessionária responsável pelo principal aeroporto da capital fluminense.
A expectativa é que a Aena assuma oficialmente a operação no segundo semestre de 2026, após a conclusão dos trâmites regulatórios e a formalização do contrato com os atuais acionistas.
Galeão é ativo estratégico na aviação brasileira
Com movimentação de 17,8 milhões de passageiros em 2025, o Aeroporto Internacional do Galeão ocupa posição de destaque no cenário nacional, sendo o terceiro mais movimentado do Brasil e uma das principais portas de entrada internacional do país.
Do total de passageiros registrados no último ano, aproximadamente 5,7 milhões foram em voos internacionais, reforçando a relevância do terminal para o turismo e os negócios. No segmento de cargas, o aeroporto também se destaca, com cerca de 68 mil toneladas movimentadas, consolidando-se entre os principais hubs logísticos do país.
A infraestrutura atual é considerada suficiente para atender à demanda projetada até o fim da concessão, prevista para maio de 2039, sem exigência contratual imediata de novos investimentos em expansão.
Operação reforça estratégia global da Aena
A aquisição do Galeão marca mais um passo na estratégia internacional da Aena, que busca ampliar sua atuação em mercados estratégicos. Com a operação, a empresa fortalece sua presença no Brasil e avança na consolidação de sua liderança global em número de passageiros.
A estrutura financeira da operação envolve recursos próprios e financiamento obtido junto a instituição financeira local, sem necessidade de aporte da matriz espanhola.
A entrada no Rio de Janeiro também amplia a capilaridade da Aena no país, permitindo ganhos operacionais e integração com sua rede já estabelecida.
Aena Brasil se consolida como maior rede aeroportuária concedida
Com a incorporação do Galeão, a Aena Brasil passa a administrar 18 aeroportos no país, movimentando mais de 62 milhões de passageiros por ano. A empresa já opera terminais estratégicos em diferentes regiões, incluindo o Aeroporto de Congonhas (SP) e o Aeroporto do Recife (PE).
A atuação da companhia no Brasil começou em 2020, com a concessão de aeroportos no Nordeste, e foi ampliada em 2022 com novos ativos em estados como São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará.
O modelo adotado pela Aena é baseado na gestão integrada de uma rede diversificada de aeroportos, que inclui desde grandes hubs internacionais até terminais regionais. Essa estratégia permite ganhos de eficiência, padronização de processos e melhoria na qualidade dos serviços prestados.
Sinergias operacionais e expansão da conectividade
A gestão em rede possibilita à Aena compartilhar boas práticas, otimizar custos operacionais e ampliar a conectividade aérea entre diferentes regiões do país.
A empresa já trabalha em planos de expansão e melhoria dos serviços, com foco em aumento da oferta de voos, modernização de processos e fortalecimento da experiência do passageiro.
A presença consolidada no Brasil também permite à operadora adaptar suas estratégias às características específicas do mercado nacional, potencializando resultados e ampliando sua competitividade.
Aena reforça protagonismo global no setor aeroportuário
Além da forte atuação no Brasil, a Aena administra dezenas de aeroportos na Europa e nas Américas, incluindo ativos na Espanha, Reino Unido, México e Caribe. A empresa é reconhecida como a maior operadora aeroportuária do mundo em volume de passageiros.
Recentemente, a companhia também anunciou novos investimentos internacionais, reforçando sua estratégia de crescimento e diversificação de ativos.
Impacto para o Rio de Janeiro
A entrada da Aena no Galeão representa uma nova fase para o principal aeroporto do Rio de Janeiro, com expectativa de melhorias operacionais, aumento da competitividade e fortalecimento da conectividade internacional.
A operação também pode impulsionar o turismo, os negócios e a logística no estado, ampliando o papel do aeroporto como hub estratégico no cenário nacional e internacional.
Imagem: Divulgação
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