A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) deu mais um passo na modernização do sistema de transporte intermunicipal ao avançar com um projeto de lei que amplia a cobertura do Bilhete Único Intermunicipal (BUI). A proposta prevê a inclusão dos municípios de Cachoeiras de Macacu, Rio Bonito e Petrópolis na área de abrangência do benefício tarifário.
De autoria do deputado e presidente em exercício da Casa, Guilherme Delaroli, o texto já recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e segue agora para votação em plenário. Caso aprovado, o projeto será encaminhado para sanção do Governo do Estado.
Atualização corrige defasagem na legislação
A iniciativa busca alinhar a legislação do Bilhete Único à atual configuração da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, definida pela Lei Complementar nº 184/2018. Apesar da atualização territorial ter ocorrido há alguns anos, a lei que regulamenta o benefício, vigente desde 2009, não incorporou essas mudanças.
Essa defasagem acabou excluindo milhares de passageiros residentes nesses municípios, que, mesmo integrando a dinâmica metropolitana, permanecem sem acesso ao desconto tarifário.
Com a proposta, o objetivo é corrigir essa distorção e ampliar o alcance de uma das principais políticas públicas de incentivo à mobilidade urbana no estado.
Ampliação pode reduzir custos para usuários
O Bilhete Único Intermunicipal permite a integração entre diferentes modais e linhas com tarifa reduzida, beneficiando principalmente trabalhadores e estudantes que realizam deslocamentos diários entre cidades.

Atualmente, o sistema atende municípios como Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, entre outros polos importantes da região metropolitana.
A inclusão de Petrópolis, Rio Bonito e Cachoeiras de Macacu tende a ampliar significativamente o número de beneficiários, reduzindo o custo do deslocamento e incentivando o uso do transporte público coletivo.
Impactos diretos na mobilidade e no acesso a oportunidades
A ampliação do benefício deve impactar diretamente a rotina de milhares de passageiros que dependem do transporte intermunicipal para acessar emprego, educação e serviços em outras cidades.
Especialistas do setor apontam que políticas de integração tarifária são fundamentais para promover inclusão social, reduzir desigualdades regionais e estimular a utilização de sistemas de transporte coletivo mais eficientes.
Além disso, a medida pode contribuir para diminuir a pressão sobre o transporte individual, favorecendo a sustentabilidade e a fluidez urbana.
Próximos passos do projeto
Com a aprovação na CCJ, o projeto segue agora para análise dos deputados em plenário. Caso seja aprovado, caberá ao governador sancionar a proposta para que ela entre em vigor.
A expectativa é de que o tema avance com prioridade, diante do impacto direto na mobilidade urbana do estado do Rio de Janeiro e da demanda crescente por políticas que tornem o transporte mais acessível.
Transporte público como eixo de integração regional
A proposta reforça o papel do transporte público intermunicipal como elemento central na integração econômica e social das cidades fluminenses.
Ao ampliar o alcance do Bilhete Único, o estado avança na construção de um sistema mais inclusivo, eficiente e alinhado às transformações territoriais e demográficas da Região Metropolitana.
Imagens: Rafael da Silva Xarão / Leonardo Lopes
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