Aena assume gestão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Galeão até 2039

Concessionária assinou nesta terça-feira (6) contrato de compra e venda de ações do aeroporto; Galeão passa a integrar rede global de 81 terminais e Aena chega a 18 aeroportos administrados no Brasil
Aena

A Aena assumiu nesta terça-feira, 6 de outubro de 2026, a gestão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Galeão Antônio Carlos Jobim. A transferência foi formalizada com a assinatura do contrato de compra e venda de ações, conhecido pela sigla SPA, consolidando a entrada do terminal carioca na rede administrada pela companhia.

Com a incorporação do Galeão, a concessionária passa a administrar 18 aeroportos no Brasil, distribuídos por dez estados e responsáveis, segundo a empresa, por um fluxo superior a 63 milhões de passageiros por ano.

A administração do aeroporto carioca ficará sob responsabilidade da Aena até 2039.

Aena venceu leilão do Galeão com proposta de R$ 2,9 bilhões

A chegada da nova concessionária ao Galeão é resultado do processo de venda assistida realizado no fim de março.

Na ocasião, a Aena venceu o leilão com uma proposta de R$ 2,9 bilhões, garantindo o direito de assumir a gestão do aeroporto até o encerramento do atual período contratual, previsto para 2039.

A partir da conclusão da operação societária, a companhia passa a responder diretamente pela administração do terminal, que tem papel estratégico na conectividade aérea do Rio de Janeiro e do país.

Gestão terá foco em eficiência, passageiros e transporte de cargas

Segundo a Aena, a nova fase do Aeroporto do Galeão terá como prioridades a melhoria da eficiência operacional, o aprimoramento da experiência dos passageiros e o fortalecimento das atividades de transporte de cargas.

A empresa também afirma que pretende ampliar a geração de valor para a cidade e para o estado do Rio de Janeiro, aproveitando a infraestrutura já instalada e o potencial de expansão das operações nacionais e internacionais.

O terminal também deverá ganhar maior integração com outras unidades administradas pela companhia no Brasil.

Presidente da Aena destaca potencial internacional do Galeão

O presidente e CEO da Aena, Maurici Lucena, classificou a incorporação do Galeão como um marco para a estratégia internacional da companhia.

“O Galeão é um aeroporto fundamental para a conectividade do país e, portanto, crítico para o Rio de Janeiro e para o Brasil, com potencial para ampliar suas conexões nacionais e internacionais.”

Segundo Lucena, a aquisição também reforça a posição global da companhia e integra a estratégia seletiva de expansão internacional da Aena.

O executivo destacou ainda a atuação da operação brasileira da empresa nos sete anos em que está presente no país.

Galeão passa a fazer parte de rede com 81 aeroportos em cinco países

Com a mudança de controle, o Galeão passa a integrar a rede global da Aena, formada por 81 aeroportos em cinco países.

Na avaliação da concessionária, a integração permitirá ao terminal carioca acessar uma estrutura global com maior escala, experiência operacional e capacidade de negociação com companhias aéreas, parceiros comerciais e poder público.

Para a Aena, o Galeão passa a representar um ativo estratégico dentro do portfólio da empresa por reunir vocação internacional, infraestrutura consolidada e potencial logístico.

Integração com Congonhas é apontada como oportunidade

Um dos pontos destacados pela companhia é a possibilidade de maior coordenação entre o Galeão e o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que também está sob administração da Aena.

Segundo a empresa, essa integração poderá abrir novas oportunidades de conectividade e contribuir para fortalecer a posição do aeroporto carioca como hub internacional.

A combinação dos dois terminais amplia a presença da concessionária nos dois principais mercados aéreos do país e adiciona ao portfólio brasileiro um aeroporto com forte vocação para operações de longa distância.

Aena passa a administrar 18 aeroportos no Brasil

Com a entrada do Galeão, a Aena passa a controlar 18 aeroportos em dez estados brasileiros.

A companhia já administra terminais em diferentes regiões do país. Desde 2020, estão sob sua gestão os aeroportos de Recife, Maceió, João Pessoa, Aracaju, Juazeiro do Norte e Campina Grande.

Em 2023, a concessionária também assumiu Congonhas, Campo Grande, Uberlândia, Santarém, Marabá, Montes Claros, Parauapebas, Uberaba, Altamira, Ponta Porã e Corumbá.

Agora, em 2026, o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Galeão Antônio Carlos Jobim passa a integrar oficialmente a operação brasileira da empresa.

Rede brasileira responde por 28% da malha aérea nacional, segundo a empresa

De acordo com a Aena, os aeroportos administrados pela companhia representam aproximadamente 28% da malha aérea nacional.

Entre os principais terminais sob sua gestão estão Congonhas e Galeão, apontados pela empresa como o segundo e o terceiro maiores aeroportos brasileiros em embarques e desembarques, além do Aeroporto do Recife, destacado como o maior da Região Nordeste.

Em 2025, os terminais da rede Aena movimentaram, segundo a companhia, mais de 467 milhões de passageiros, dos quais 321,6 milhões na Espanha e 63 milhões no Brasil.

Aena mantém presença em aeroportos da Europa, América Latina e Caribe

Fundada na Espanha, a Aena administra 46 aeroportos e dois heliportos no mercado espanhol.

A companhia também é acionista controladora de três aeroportos no Reino Unido e participa da gestão de terminais no México, onde está presente em 12 aeroportos, e na Jamaica, com dois.

Com a entrada do Galeão, a concessionária reforça sua posição no mercado brasileiro e passa a contar com um ativo de perfil internacional em uma das principais portas de entrada do país.

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