Ônibus que poluir será multado a partir de junho

Fonte: Portal Correio
Fotos: Thiago Sione

A
partir de junho, os caminhões e ônibus que poluem demais serão multados no
Brasil. É o que prevê uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran),
que regulamenta uma determinação do Código de Trânsito Brasileiro. A infração
será considerada grave (R$ 127,69 e 5 pontos na carteira) quando a emissão de
determinados poluentes ultrapassar os limites previstos pelo Conselho Nacional
do Meio Ambiente (Conama). A medida afeta diretamente o bolso de milhares de
transportadores em todo o país. Para se ter uma ideia, de acordo com dados da
Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), 870 mil veículos da frota de
caminhões do país pertencem a profissionais autônomos, contando com idade média
de 16,4 anos. Só em São Paulo, segundo o Departamento de Trânsito (Detran-SP),
mais de 186 mil caminhões em circulação têm mais de 30 anos de idade. 

Para
o gerente de Qualidade do Ar do Ministério do Meio Ambiente, Rudolf Noronha,
caminhão antigo não é sinônimo de poluição excessiva. “A gente não exige que um
caminhão velho emita o mesmo que um caminhão novo, cada índice depende do ano
de fabricação do veículo. Não precisa fazer uma restauração completa do
caminhão, os níveis que o Conama exige são facilmente atingidos se forem feitas
manutenções periódicas regulares”, explicou à Agência CNT de Notícias.

A
fiscalização, segundo o superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no
Rio Grande do Sul, inspetor Jerry Adriane Dias Rodrigues, poderá ser feita por
qualquer órgão de trânsito, como os Detrans e a própria PRF. Para ele, que
também é conselheiro do Contran, representando o Ministério da Justiça, a
fiscalização ficará mais eficiente.

“Precisávamos
de algo mais efetivo para ter condições de fazer uma fiscalização mais segura.
Com o opacímetro, [aparelho que mede a emissão de gases], teremos essa maior
eficiência. Inclusive vamos utilizar aparelhos portáteis, muito práticos e que
precisam ser homologados pelo Inmetro. Estamos adotando os procedimentos para
fazer esse trabalho da melhor forma, agora, acho que a sociedade tem que fazer
a parte dele também, e não esperar só a punição para começar a mudar o
comportamento”, completa o inspetor Dias. Segundo ele, as aferições poderão ser
feitas em blitze comuns.
Redução
O
objetivo da medida é reduzir os índices de poluição, tão prejudicial à saúde.
“A questão da qualidade do ar nas grandes cidades é muito grave, temos que
atacar de todos os lados. Essa resolução é extremamente importante, porque tira
a sensação de que quem não mora na cidade em que existe inspeção veicular, não
precisa cuidar do veículo”, ressalta Noronha. Ele lembra ainda que, atualmente,
apenas os estados de São Paulo e Rio de Janeiro contam com programas de
inspeção veicular e de manutenção periódica.

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