Linha de ônibus rodoviário seguirá modelo da aviação

Fonte: Folha de São Paulo

Matéria
/ Texto: Dimmi Amora


Fotos:
JC Barboza / Folha de São Paulo 

O
novo modelo de operação dos ônibus interestaduais mudará a configuração das
linhas que existem hoje e poderá resultar em queda da oferta e alta das tarifas
para cidades pequenas e médias.

Ele
foi aprovado no Congresso e sancionado pela presidente Dilma Rousseff na semana
passada. Passará a valer após sua regulamentação, no prazo máximo de um ano.
Pelas
novas regras, as empresas de ônibus rodoviários vão poder escolher quais linhas vão operar,
a condição é que haja possibilidade de os veículos transitarem e pararem no
local solicitado. 
Pelo
modelo em vigor até hoje é o governo, por meio da ANTT (Agência Nacional de
Transporte Terrestre), que define quantas linhas devem passar em cada local.
Outra
mudança atingirá as tarifas.
No modelo atual, a agência fixa o valor máximo que pode ser cobrado dos
usuários. No novo, esse limite para o preço teto das tarifas deixará de existir
dentro de cinco anos, período de adaptação às novas regras.
 
Os
ônibus rodoviários interestaduais transportam hoje 65 milhões de passageiros
por ano, com 2.000 linhas e uma frota de 14 mil veículos. O novo modelo é
semelhante ao da aviação civil.
Os
preços das passagens aéreas
passaram a ser bastante voláteis, com tarifas muito altas em determinados
momentos de pico.
 
Além
disso, várias cidades de menor porte deixaram de ser atendidas por aviões
comerciais ou passaram a receber apenas voos com longas e cansativas escalas.

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