Rodoviários entregam carta aberta à população explicando sobre paralisação em Pernambuco

Fonte:
JC online
Foto:
Paulo Rafael Viana


Representantes
do Sindicato dos Rodoviários (Serpe) distribuem uma carta aberta à população na
tarde desta sexta-feira (25), no Centro do Recife, explicando os motivos da
deflagração da greve por tempo indeterminado. A categoria vai paralisar as
atividades a partir da meia-noite do domingo para a esta segunda-feira
(28).

A
decisão da greve foi realizada depois de mais uma rodada de negociação sem
sucesso entre representantes dos Rodoviários e do Sindicato das Empresas
de Transportes (Urbana/PE), na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT),
nessa quinta-feira (24).

Os
rodoviários vão acatar determinação do vice-presidente do Tribunal Regional do
Trabalho da 6ª Região (TRT-PE), desembargador Pedro Paulo Pereira Nóbrega, de
garantir 100% do transporte coletivo nos horários de pico (das 5h30 às 9h e das
17h às 20h), durante a greve de ônibus marcada para acontecer a partir da 0h
desta segunda.

A
informação foi dada, na noite deste domingo (27), por Aldo Lima, representante
dos trabalhadores. “É uma determinação que fere a Constituição federal e o
direito de greve”, afirmou. De acordo com ele, os grevistas vão recorrer
da decisão do desembargador, nesta segunda (28), no próprio TRT.

A
categoria pede reajuste salarial de 10%, além de um reajuste no valor do
tíquete refeição, para que ele alcance a média paga no Nordeste de R$ 320. A categoria recebe R$ 5,70 para alimentação, o equivalente a R$ 171. A
classe patronal só aceita pagar um reajuste de 5% no salário e no tíquete
alimentação.
Atualmente,
o salário pago a motoristas é de R$ 1.605 e a cobradores, R$ 783,30. O
aumento proposto pelo MPT elevaria os valores, em média, para R$ 1.765,50 e R$
861,63, respectivamente. Já os fiscais, que recebem R$ 1.037, passariam a
ganhar R$ 1.140,70.
Confira
a carta:
Somente
quem precisa utilizar o transporte público sabe o que é aperto! Enquanto a
população sofre com a péssima qualidade do serviço, os mega empresários riem à
toa com lucros cada vez maiores.
Assim
como você, somos trabalhadores. Somos pais e mães de família Depois de
esgotarmos todas as possibilidades de negociação, nossos patrões querem que
nosso reajuste anual seja apenas de 5%. Como se já não bastasse, nosso ticket
refeição é de apenas R$ 171,00. Ou seja: R$ 5,70 por dia. Esse valor mal paga
uma coxinha com guaraná! Exigimos pelo menos o direito de podermos fazer uma
refeição decente por dia!
Não
podemos nos calar diante de tantas injustiças! Não somos arruaceiros. Também
dependemos do transporte e sabemos dos transtornos que representam uma Greve.
Mas, os patrões não nos deram outra alternativa.
Por isso
a partir do dia 28 de julho ás zero hora estaremos em greve!

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