“Tarifas são insuficientes para custear sistema de transportes”, adverte Federação

Fonte:
Cândido Nóbrega
Foto: Paulo Rafael Viana



O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do
Nordeste, Eudo Laranjeiras declarou que não apenas os insumos, como o
combustível, sofreram aumento este ano, mas também os salários dos funcionários
do setor,  a partir da cidade de Maceió até as demais cidades do Nordeste,
além de pneus, peças, energia e água, dentre outros, que recaem inevitavelmente
no custeio do serviço que é remunerado única e exclusivamente pela tarifa.

“O
aumento de qualquer insumo enseja impreterivelmente no aumento da tarifa. O que
sempre defendemos não é o aumento das tarifas, mas sim o custeio do sistema
pelo poder público ou por outros meios que não sobrecarreguem o já
sobrecarregado usuário pagante”, esclareceu, lembrando que mesmo sendo
considerado alto esse valor, ele tem sido insuficiente para custear o sistema.
Eudo
exemplificou que somente na Região Metropolitana de Natal (RN), há uma
defasagem tarifária na ordem de 18%, e os reajustes qua são dados não alcançam
o realinhamento do custeio. Ou seja, o Poder Público concede benefícios a
idosos, estudantes, deficientes, dentre outros, mas quem o paga não é quem o
concedeu, mas sim os passageiros pagantes, aqueles que não possuem benefício
algum. “Isso é injusto e torna alto o valor da tarifa. Nossa mobilização
em nível nacional é pela busca de subsídios e fonte de custeio dos benefícios e
da tarifa’, concluiu.

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