Texto: Claudio Loetz
Fotos: Kristofer Oliveira
Fundo de investimento com matriz em São Paulo, o escritório Sá & Lima, também de São Paulo, e o Sindicato dos Mecânicos de Joinville estão estruturando documento para apresentar possível plano de aquisição das instalações fabris da Busscar. O modelo jurídico a ser sugerido é o de adjudicação aos ex-trabalhadores e que são atuais credores da companhia. Significa dizer que os ex-funcionários passariam a deter parcela minoritária do controle, garantindo cadeira no futuro conselho de administração, a ser criado oportunamente. Se os trabalhadores não quiserem ser sócios minoritários – e isto é o mais provável –, os mentores do plano vão avaliar outras formas.
A ideia central é um aporte inicial de R$ 120 milhões – dinheiro do fundo – e, à medida que a produção evolua, outros R$ 120 milhões serão colocados na empresa no prazo de quatro anos, explica Dias. A expectativa preliminar é obter retorno do investimento entre quatro e sete anos após o início das operações. Prazo em que, possivelmente, o fundo considere sua saída do empreendimento, na hipótese de ter garantido ganhos com a operação feita. Aí, hipoteticamente, viria uma chamada de capital (IPO) a ser feita junto ao mercado. A intenção é começar a produção com 1.400 ônibus, já a partir de 2017. Claro que esta perspectiva favorável depende de alguns fatores. O primeiro: vencer a disputa pelos bens colocados à venda. Segundo: precisa haver significativa melhora no cenário dos negócios do setor de ônibus e da própria economia. No entendimento de Dias e depois de várias consultas feitas a potenciais clientes, o primeiro veículo a ser fabricado é o double deck (DD). E com foco no exterior, especialmente países da América Latina e África. No primeiro ano – em 2017 –, a participação no mercado será pequena – nitidamente inferior a 5%. Segundo Ronaldo Dias, a empresa começaria a trabalhar com mil funcionários.












