Fábricas de carrocerias para ônibus reclamam de ‘guerra fiscal’ em Botucatu

Fonte: JC Net
Foto: Divulgação

camurujipe_irizar.jpg

O deputado estadual Fernando Cury (PPS) participou na semana passada de reunião entre representantes da Caio Induscar, fabricante de ônibus de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), e da Secretaria Estadual da Fazenda para cobrar a adoção de medidas que garantam a livre concorrência com empresas do ramo sediadas em outros estados.

Em Botucatu, a Caio Induscar, que fabrica ônibus urbanos, e a Irizar, que produz ônibus rodoviários, vêm sofrendo há anos com a concorrência desleal em relação à empresas do Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro.

De acordo com a assessoria de imprensa do deputado, na “guerra fiscal” entre os estados, as fábricas localizadas em São Paulo ocupam posição desfavorável, o que vem gerando prejuízos à produção dessas indústrias e demissões.

No Rio de Janeiro, por exemplo, as empresas do ramo contam com três importantes benefícios. Um deles é o crédito presumido do ICMS de 3%, ou seja, desconto de 3% do imposto sobre o valor do produto final.

Além disso, as fábricas com sede no Rio de Janeiro “ganham” descontos de 100% do ICMS quando adquirem matéria-prima de empresas situadas no estado e quando o produto importado entra no Brasil pelo Rio.

Na reunião, que contou com a presença do diretor da Caio Induscar, Luciano José Calonego, o deputado Fernando Cury (PPS) cobrou do assessor da Secretaria da Fazenda Alexandre Roger Rodrigues de Almeida mudanças na lei.

Um dos pedidos é que o Estado de São Paulo tome providências contrárias ao Rio de Janeiro ou garanta igualdade de condições para as fábricas, com os descontos do ICMS, mesmo que seja em caráter provisório.

“Pedimos que o Alexandre encaminhe essas reivindicações para a assessoria técnica da Secretaria da Fazenda, que fará um estudo e passará as possibilidades ao secretário Renato Villela”, explica Fernando Cury.

Preocupação

O parlamentar disse que está preocupado com a situação das fábricas, com a queda da produção e com o aumento das demissões. “Essas duas empresas são muito importantes para toda a nossa região e estão sofrendo com a atual crise”, declara. Segundo ele, em 2014, a Caio Induscar tinha 4.200 funcionários, número que caiu para 2.900. O deputado conta que, na mesma época, a empresa produzia 40 carros por dia. “Hoje, são produzidos 11 ônibus apenas”, diz.

O JC entrou em contato com a assessoria de imprensa da Caio, mas não houve resposta até o final dessa segunda-feira (7).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.