Scania prevê crescimento no mercado de ônibus em 2021

Por Scania
Imagens Divulgação
/ Gerson Oliveira

Se 2020 foi um dos anos mais duros para o mercado de ônibus, tanto em vendas quanto para as empresas e clientes, a expectativa da Scania é manter a confiança para um desempenho melhor em 2021. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) haverá alta de 13% nas vendas da indústria em comparação ao período anterior. A fabricante ainda anuncia o primeiro ônibus rodoviário movido a gás para o fretamento.

“O ano de 2020 não será esquecido, infelizmente, pelo forte impacto negativo que a pandemia da Covid-19 causou no mercado de ônibus. As restrições de circulação  e viagens, a própria crise econômica trazida e a diminuição dos passageiros, principalmente, nas linhas rodoviárias levaram a um cenário de demissões e fechamento de empresas. Mas, em nenhum momento deixamos de estar ao lado dos clientes com nossa rede e apoio das Soluções Financeiras Scania, do Banco e do Consórcio”, conta Fábio D´Angelo,  gerente de Vendas de Soluções para Mobilidade da Scania no Brasil.

Para 2021, a visão ainda é prejudicada pela falta de clareza do plano nacional de vacinação da covid-19. “Temos um potencial maior de retomada do mercado, mas muitos segmentos só irão andar depois da imunização mais ampla. Por exemplo, o Turismo. A população vai esperar mais para viajar sem preocupação. As empresas estão investindo em medidas seguras de higienização e distanciamento de poltronas, estão fazendo sua parte. Por outro lado, o fretamento já voltou a demandar. Nos urbanos, a expectativa é de alta de vendas e maior busca pelas opções sustentáveis. Vamos continuar ao lado do cliente com o suporte do Banco e Consório Scania.” 

D´Angelo também avalia que a crescente atuação dos aplicativos de passagens está e continuará levando o mercado para uma nova realidade de concorrência. “O passageiro vai em busca de facilidades, agilidade, e quer ter uma experiência eficiente do começo ao fim da viagem. A disputa cresce e quem tiver a melhor frota, mais nova e confortável, vai se destacando. Por isso, será ainda maior a procura por soluções que aumentem a eficiência e reduzam os custos operacionais. E, a linha Scania oferece as melhores soluções ao cliente”, reforça o gerente.

2020: Vendas consolidam modelo de solução completa

No acumulado de 2020, na faixa de atuação da Scania (acima de 8 toneladas de capacidade de carga) a indústria emplacou 11.173 unidades contra as 17.517 de 2019. A fabricante sueca teve 394 ônibus registrados versus 901 do exercício anterior. “Além do grande impacto negativo da pandemia, houve um movimento de compras nos rodoviários de motor dianteiro, categoria que não temos produtos. O que é um sinal de busca por alternativas menos atrativas e de menor custo de aquisição”, explica o gerente. A participação de mercado foi de 3,5%.

Do volume de 394 chassis emplacados, 383 foram de rodoviários. A participação foi de 12,1%. O mercado total de rodoviários emplacou 3.162 unidades contra as 3.994 de 2019. Nos urbanos acima de 8t, a Scania emplacou 11 unidades, contra 56 de 2019. Foi a primeira venda de articulados da Scania para São Paulo. A operadora é a Express Transportes Urbanos e a versão K 310 6×2/2.

No ranking de vendas Scania por modelo, o K 400 6×2 foi o campeão com 30% do volume de retiradas. Um dos clientes foi a Real Maia, que adquiriu 19 unidades, além de outras 12 do K 360 6×2. O segundo colocado foi o K 440 8×2 com 25% de participação, e que continua em evidência na categoria de 15m e dois pisos (DD ou double decker). O destaque do ano nesta categoria foi a primeira aquisição de veículos DD 8×2 da Viação Gontijo, tradicional operadora de 6×2. A empresa comprou quatro unidades e mais uma para a Viação São Cristovão, de seu grupo. No total, a Gontijo obteve 22 chassis no ano passado (outros 17 K 400 6×2). O terceiro produto mais comercializado da Scania foi o K 310 4×2 com 14% das retiradas.

Diversas vendas consolidaram a solução completa da marca. “Continuamos oferecendo ao cliente a melhor solução que engloba produto, serviços, gestão de frota, conectividade e modalidade financeira via Banco ou Consórcio”, reforça D´Angelo. As vendas com a participação dos serviços financeiros comprovam a parceria com o cliente num ano tão difícil. Em 2020, 50% das unidades vendidas contaram com as soluções financeiras Scania. “Inseridas nesse contexto, empresas como a Viação Boa Esperança e Viação Cetro, também optaram pelo plano de manutenção e o pacote de conectividade para todos os veículos adquiridos no ano passado, reconhecendo as vantagens em adotar nossas soluções para a rentabilidade de seus negócios.”

Primeiro ônibus GNV e/ou biometano de fretamento do Brasil

A dependência 100% ao diesel fica cada dia mais difícil de ser defendida do ponto de vista da sustentabilidade para melhorar o planeta. As emissões de CO2 contribuem para o aumento da poluição global. A Scania, parceira líder na transição para um setor de transporte mais sustentável, faz parte do problema e trabalha para ser parte da solução na busca por alternativas ao diesel. Neste momento, o ideal para o ‘Aqui e Agora’ no Brasil é o ônibus movido a gás, que se enquadra nos três pilares sustentáveis: econômico, social e ambiental. 

Neste momento, a Scania anuncia o primeiro ônibus rodoviário movido a gás natural veicular (GNV) e/ou biometano da história do Brasil para o fretamento contínuo. O modelo K 320 4×2 será operado pela Turis Silva no transporte de colaboradores da usina de aços especiais da Gerdau, localizada em Charqueadas (RS), ainda neste primeiro quadrimestre. O veículo está em fase final de certificação e homologação.

Além do lançamento, a Scania também dispõe em seu portfólio da linha urbana a gás que oferece três modelos: K 280 4×2 (de 12,5 a 13,20 metros e capacidade de 86 a 100 passageiros), K 280 6×2 (15 metros, terceiro eixo direcional e capacidade para até 130 passageiros) e o articulado K 320 6×2/2, de 18,6 metros e capacidade para 160 ocupantes. Na nova linha não são necessárias alterações significativas nos projetos das carrocerias. As instalações dos cilindros de gás podem ser feitas entre as longarinas do chassi (abaixo do assoalho) ou sobre o teto. Os motores já serão Euro 6 (o Brasil está no Euro 5). A autonomia será de 300 km. Caso seja necessária uma autonomia maior, é possível avaliar a colocação de mais cilindros. 

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