O Governo do Rio de Janeiro anunciou que não haverá reajuste na tarifa do metrô em 2026. O valor da passagem permanecerá em R$ 7,90, apesar de a Agetransp ter homologado, em sessão regulatória, o aumento contratual para R$ 8,20.
A decisão foi confirmada pelo governador Cláudio Castro, que determinou à Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana do Rio de Janeiro (Setram) a adoção de medidas para absorver o impacto financeiro. O investimento estadual estimado para manter a tarifa congelada será de R$ 37 milhões.
Estado absorve reajuste previsto em contrato
O reajuste anual está previsto no contrato de concessão do sistema metroviário. No entanto, o governo optou por não repassar o aumento aos usuários, assumindo o custo adicional para preservar o valor atual da passagem.
Segundo o governador, a medida prioriza o interesse do passageiro diante das restrições orçamentárias e do cenário econômico.
A Setram informou que a manutenção do valor resulta de um esforço técnico e financeiro para equilibrar as contas públicas sem impactar diretamente o orçamento das famílias que utilizam diariamente o sistema.
Tarifa Social do BUI permanece em R$ 5
Os beneficiários do programa Bilhete Único Intermunicipal (BUI) continuarão pagando R$ 5,00 por viagem. O desconto, que teria validade até abril, será renovado.
A Tarifa Social é destinada a pessoas entre 5 e 64 anos com renda mensal de até R$ 3.205,20, conforme determinação judicial, além de trabalhadores informais ou sem renda formal, desde que possuam cartão Riocard Mais habilitado e vinculado ao CPF.

De acordo com estimativas oficiais, a economia pode chegar a cerca de R$ 127 por mês, considerando 22 dias úteis de deslocamento (ida e volta).
Sustentabilidade financeira e mobilidade urbana
Mesmo com a decisão de congelar o valor, a Setram informou que estuda alternativas para reduzir impactos futuros e garantir a sustentabilidade econômica do sistema metroviário.
O debate sobre política tarifária, equilíbrio financeiro das concessões e proteção social dos usuários tem ganhado relevância no cenário nacional, especialmente diante da alta nos custos operacionais do transporte público.
A manutenção da tarifa reforça o papel do Estado como agente financiador parcial da mobilidade urbana, estratégia adotada em diversas unidades da federação para mitigar reajustes ao usuário final.
Imagens: Divulgação MetrôRio
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