Uma nova onda de vandalismo contra ônibus do transporte público tem preocupado empresas operadoras e passageiros da Região Metropolitana do Recife. O alvo da vez são os cabos dos controles responsáveis pelo funcionamento das plataformas elevatórias utilizadas no embarque de cadeirantes nos veículos do sistema.
O caso mais recente foi registrado nesta segunda-feira em um ônibus da linha 1076 – TI Pelópidas (PCR), operada pelo Consórcio Conorte. Conforme mostram as imagens, criminosos cortaram o cabo do controle que aciona a plataforma de acessibilidade instalada no veículo.
Veículo precisou retornar para a garagem
Com o dano provocado no equipamento, o ônibus precisou ser retirado imediatamente de operação e encaminhado para a garagem do consórcio para manutenção corretiva e substituição dos cabos danificados.
A situação afeta diretamente a operação do transporte coletivo, já que um veículo deixa temporariamente de circular até que o reparo seja concluído, reduzindo a oferta de ônibus em circulação e impactando centenas de passageiros que dependem diariamente da linha.

Além do prejuízo operacional, o problema atinge especialmente usuários com deficiência ou mobilidade reduzida, que dependem das plataformas elevatórias para embarque e desembarque com segurança.
Ataques atingem equipamentos de acessibilidade
Segundo relatos do setor, os casos de vandalismo envolvendo equipamentos de acessibilidade vêm se tornando cada vez mais frequentes na capital pernambucana e cidades da região metropolitana.
O corte proposital dos cabos impede o acionamento da plataforma elevatória, inutilizando temporariamente o sistema de acessibilidade do ônibus.
Na prática, além de gerar custos adicionais de manutenção para as empresas operadoras, o vandalismo compromete diretamente a inclusão e o direito de deslocamento de passageiros cadeirantes.
Especialistas do setor alertam que os danos causados aos equipamentos elevam o tempo de indisponibilidade dos veículos, aumentam os custos operacionais e dificultam ainda mais a manutenção da frota em circulação.
Prejuízo operacional afeta toda a população
Embora o ataque tenha como alvo um equipamento específico, os impactos acabam atingindo todos os usuários do sistema.
Cada ônibus retirado de circulação representa redução de oferta em linhas já pressionadas pela alta demanda diária, especialmente nos corredores metropolitanos de Recife.

Além disso, a substituição de peças, cabos e controles eletrônicos possui custo elevado e exige mão de obra especializada para garantir o correto funcionamento do sistema de acessibilidade.
Empresas do setor também demonstram preocupação com a recorrência dos episódios e defendem ações mais rígidas de fiscalização, monitoramento e conscientização para combater o vandalismo dentro do transporte coletivo.
Acessibilidade é obrigação prevista em lei
As plataformas elevatórias são equipamentos obrigatórios nos ônibus urbanos e metropolitanos destinados ao transporte de passageiros com deficiência ou mobilidade reduzida.
A legislação brasileira determina que os veículos do transporte público coletivo ofereçam condições adequadas de acessibilidade, garantindo inclusão e autonomia aos usuários.
Quando esses sistemas são danificados, passageiros cadeirantes acabam enfrentando dificuldades adicionais para utilizar o transporte público, especialmente em linhas com alta demanda e poucos veículos reserva.
Sistema enfrenta desafios operacionais
O transporte público da Região Metropolitana do Recife já enfrenta desafios relacionados à renovação de frota, custos operacionais, congestionamentos e atos de vandalismo.
Nos últimos anos, empresas e consórcios vêm registrando aumento de ocorrências envolvendo depredação de veículos, furtos de equipamentos e danos a sistemas internos dos ônibus.

A nova prática de corte dos cabos das plataformas elevatórias acende um alerta por atingir diretamente equipamentos essenciais de acessibilidade.
Até o momento, não há informações sobre suspeitos envolvidos no caso registrado na linha 1076 – TI Pelópidas (PCR).
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