Greve na TURP segue em Petrópolis e empresa pede apoio policial para retomada da operação

Empresa afirma que ex-funcionários estariam intimidando trabalhadores e impedindo retorno seguro do transporte público na cidade serrana
Turp

A paralisação dos motoristas da TURP Transporte segue afetando o sistema de transporte público de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. Em nota divulgada na manhã desta terça-feira (19), a empresa informou que ainda enfrenta dificuldades para retomar integralmente as operações devido a episódios de hostilidade e intimidação contra profissionais contratados para o serviço.

Segundo a transportadora, pessoas que já não fazem mais parte do quadro funcional da empresa estariam promovendo ações para impedir o retorno dos trabalhadores aos postos de trabalho, o que estaria dificultando a normalização da circulação dos ônibus na cidade.

A empresa informou que está solicitando apoio das forças de segurança para garantir a retomada segura das operações do sistema de transporte coletivo.

Empresa afirma que pagamentos estão regularizados

Na nota oficial divulgada às 6h50 desta terça-feira, a TURP destacou que os salários dos funcionários estão devidamente quitados e afirmou que as negociações envolvendo questões relacionadas ao FGTS seguem em andamento.

De acordo com a empresa, não haveria motivos para a continuidade da paralisação.

A transportadora também ressaltou os impactos financeiros provocados pela greve, apontando prejuízos econômicos que, segundo a companhia, acabam agravando ainda mais a situação operacional e financeira da empresa.

Paralisação afeta passageiros em Petrópolis

A continuidade da greve vem provocando transtornos para milhares de passageiros que dependem diariamente do transporte público em Petrópolis.

Entre os principais afetados estão estudantes, profissionais da saúde, trabalhadores em geral e passageiros beneficiados pela gratuidade, como idosos e pacientes que realizam tratamentos médicos contínuos.

A empresa destacou que a interrupção do serviço prejudica diretamente o deslocamento da população e compromete atividades essenciais na cidade serrana.

TURP pede reforço na segurança

Diante do cenário, a TURP informou que busca apoio policial para evitar atos de desordem e garantir condições seguras para o funcionamento do transporte coletivo.

Segundo a empresa, a intenção é assegurar que os ônibus possam voltar a circular normalmente e que os trabalhadores consigam exercer suas atividades sem sofrer intimidações.

Turp

Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre previsão para normalização total das linhas operadas pela empresa em Petrópolis.

Transporte público enfrenta cenário delicado no estado

A situação em Petrópolis ocorre em meio a um cenário desafiador enfrentado pelo setor de transporte coletivo urbano em diversas cidades brasileiras, marcado por aumento de custos operacionais, dificuldades financeiras das empresas e conflitos trabalhistas.

Nos últimos anos, empresas de ônibus têm enfrentado pressão causada por elevação no preço dos combustíveis, manutenção da frota, redução da demanda em determinados períodos e necessidade crescente de subsídios públicos para manter a operação.

Enquanto isso, passageiros seguem enfrentando impactos diretos sempre que paralisações atingem o sistema de mobilidade urbana.

Confira a nota da TURP Transporte na íntegra

NOTA | TURP TRANSPORTE

19 de maio de 2026 – 6h50

A Turp Transporte informa que, embora faça convocações de retomada imediata dos rodoviários aos postos de trabalho, pessoas que já não trabalham mais na empresa continuam hostilizando os profissionais contratados, intimidando o retorno seguro da operação. Por esse motivo, a paralisação continua nesta terça-feira (19).

A Turp Transporte está pedindo o auxílio de força policial para que qualquer pessoa que esteja promovendo desordem e impedindo a retomada do serviço de transporte público, essencial para toda a sociedade, ocorra de forma segura.

A empresa destaca os graves prejuízos econômicos e financeiros, que geram ainda mais dificuldades para os próprios pagamentos e aponta também os prejuízos de deslocamento dos passageiros, em especial, estudantes, profissionais da saúde, trabalhadores em geral e todas as outras pessoas que dependem da gratuidade, como: pessoas que fazem tratamento regular com risco de morte e idosos, por exemplo.

Por fim, a empresa destaca que todos os pagamentos estão devidamente quitados, e as negociações do FGTS em absoluto em andamento, sem qualquer motivo para a continuidade da paralisação.

Imagens: Rafael da Silva Xarão

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