Ônibus é incendiado em Duque de Caxias e Semove alerta para impacto dos ataques ao transporte público no Rio

Entidade denuncia novo episódio de violência em Jardim Gramacho e destaca prejuízos milionários provocados pela destruição de coletivos no estado
Semove

Mais um episódio de violência contra o transporte coletivo foi registrado na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Um ônibus da empresa Limousine Carioca foi incendiado na madrugada desta terça-feira (23), em Jardim Gramacho, no município de Duque de Caxias, após ser utilizado como barricada por criminosos.

O caso provocou a interrupção temporária da circulação na região e voltou a acender o alerta das empresas operadoras sobre os impactos dos ataques ao sistema de transporte público. Em nota, a Semove manifestou repúdio ao ocorrido e destacou os prejuízos operacionais, econômicos e sociais provocados pela destruição de ônibus.

Ataque ocorreu em Jardim Gramacho

De acordo com as informações divulgadas pela entidade que representa as empresas de ônibus do Estado do Rio de Janeiro, o veículo da Limousine Carioca foi interceptado e incendiado durante a madrugada.

O coletivo foi utilizado como barricada em uma das vias da região, prática que tem sido registrada em diversas comunidades durante ações criminosas e confrontos urbanos.

Além dos danos materiais, a ocorrência afeta diretamente a mobilidade dos moradores, já que a retirada de circulação de um veículo reduz a oferta de viagens e compromete o atendimento aos passageiros.

Prejuízo acumulado ultrapassa R$ 373 milhões

Segundo levantamento da Semove, os ataques contra ônibus no Estado do Rio de Janeiro já provocaram a destruição de 439 veículos desde 2014.

O custo estimado para reposição dessa frota supera R$ 373 milhões, valor que considera a aquisição de novos ônibus e os processos de regularização necessários para a entrada dos veículos em operação.

O setor destaca que a reposição de um coletivo pode levar cerca de seis meses, período necessário para fabricação, documentação, emplacamento e adequação operacional.

Passageiros são os principais prejudicados

A entidade ressalta que o maior impacto dos ataques recai diretamente sobre os usuários do transporte coletivo.

Cada ônibus retirado de circulação deixa de transportar aproximadamente 70 mil passageiros durante o período necessário para sua substituição. A redução da frota disponível provoca aumento dos intervalos, maior lotação e dificuldades operacionais nas linhas afetadas.

Em regiões de elevada dependência do transporte público, a perda de veículos compromete a mobilidade da população e dificulta o deslocamento diário para trabalho, estudo e acesso a serviços essenciais.

Setor reforça cooperação com as forças de segurança

A Semove informou que mantém colaboração permanente com os órgãos de segurança pública em ações voltadas à prevenção e repressão dos ataques ao transporte coletivo.

A entidade também reforçou a importância da participação da sociedade na identificação dos responsáveis pelos atos criminosos.

Informações que possam auxiliar as investigações podem ser encaminhadas ao Disque Denúncia, pelo telefone 2253-1177, além dos canais digitais de denúncias anônimas.

Ataques aos ônibus seguem sendo desafio para o setor

Os episódios de incêndio e vandalismo contra coletivos representam um dos principais desafios enfrentados pelo transporte público fluminense nos últimos anos.

Além dos elevados prejuízos financeiros, a destruição dos veículos afeta diretamente a qualidade do serviço prestado à população, reduzindo a oferta operacional e ampliando os custos do sistema.

Entidades do setor defendem o fortalecimento das políticas de segurança pública e a adoção de medidas permanentes de proteção ao transporte coletivo, considerado um serviço essencial para milhões de passageiros no estado.

Semove emite nota de repúdio

A Semove – Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio de Janeiro emitiu uma nota de repúdio sobre o ataque criminoso. Veja na íntegra.

A Semove repudia mais um ataque criminoso ao transporte público no Rio de Janeiro. Um ônibus da Limousine Carioca foi utilizado como barricada e incendiado na madrugada desta terça-feira (23), em Jardim Gramacho, em Duque de Caxias.

É importante destacar que o custo de reposição dos ônibus incendiados é estimado em mais de R$ 373 milhões, referentes a 439 casos registrados desde 2014. Além disso, cada veículo destruído deixa de transportar cerca de 70 mil passageiros ao longo dos seis meses necessários para a aquisição e regularização de um novo coletivo. O maior prejudicado é o passageiro que depende do transporte público.

A Semove reforça que mantém colaboração permanente com as autoridades de segurança em ações de prevenção e repressão e pede o apoio da população na identificação dos responsáveis. Informações podem ser repassadas ao Disque Denúncia, pelo telefone 2253-1177, ou de forma anônima pelo WhatsApp.

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