IVECO BUS aposta em estratégia multienergia e apresenta chassi a gás e biometano na Lat.Bus 2026

Fabricante defende que a descarbonização do transporte coletivo na América Latina deve considerar a realidade operacional da região e destaca o BUS 17-210 G como alternativa para reduzir emissões
IVECO BUS

A transição para uma mobilidade mais sustentável será um dos principais temas da Lat.Bus 2026, e a IVECO BUS chega ao evento defendendo uma estratégia baseada na diversidade de tecnologias como forma de acelerar a descarbonização do transporte coletivo na América Latina. Em vez de apostar em uma única fonte de energia, a fabricante acredita que a transformação do setor deve levar em conta fatores como infraestrutura disponível, custos operacionais e características de cada mercado.

Como demonstração dessa visão, a empresa apresentará ao público o BUS 17-210 G, chassi desenvolvido para operar com gás natural veicular (GNV) e biometano, combustível renovável considerado uma das principais alternativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no transporte urbano.

Segundo a fabricante, o modelo representa uma solução capaz de combinar desempenho, viabilidade econômica e benefícios ambientais, contribuindo para uma transição energética mais acessível aos operadores latino-americanos.

Estratégia multienergia busca acelerar a descarbonização

A proposta defendida pela IVECO BUS parte do princípio de que não existe uma única tecnologia capaz de atender todas as necessidades do transporte coletivo.

Por isso, a empresa adota uma estratégia multienergia, oferecendo diferentes alternativas de propulsão para que cada operador escolha a solução mais adequada ao seu perfil de operação.

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Na avaliação da fabricante, a adoção de tecnologias de baixa emissão precisa ocorrer de forma gradual e compatível com a infraestrutura existente, permitindo que a redução das emissões aconteça sem comprometer a sustentabilidade financeira das empresas de transporte.

Experiência consolidada no mercado europeu

Embora a presença da IVECO BUS no mercado brasileiro seja relativamente recente, a fabricante possui uma longa trajetória no desenvolvimento de veículos movidos a gás.

Há mais de três décadas, a empresa investe nessa tecnologia na Europa, onde ocupa posição de destaque no segmento.

Atualmente, a marca responde por cerca de 57% do mercado europeu de ônibus movidos a gás e alcança aproximadamente 85% de participação no segmento intermunicipal, números que demonstram a maturidade da tecnologia e sua ampla aceitação entre os operadores.

Essa experiência internacional serve de base para a expansão das soluções a gás na América Latina.

Gás natural e biometano ganham espaço na mobilidade urbana

Na visão da fabricante, o gás natural e, principalmente, o biometano, apresentam condições favoráveis para impulsionar a descarbonização do transporte coletivo na região.

Além de proporcionarem redução significativa das emissões de poluentes e menores níveis de ruído durante a operação, ambos permitem desempenho semelhante ao de veículos movidos a diesel.

Outro fator considerado estratégico é a existência de infraestrutura de abastecimento já disponível em diversas cidades latino-americanas, o que reduz a necessidade de elevados investimentos para implantação da tecnologia.

Biometano fortalece economia circular e segurança energética

Entre os combustíveis alternativos, o biometano recebe atenção especial da IVECO BUS.

Produzido a partir de resíduos da agroindústria, do saneamento básico e de aterros sanitários, o combustível renovável apresenta grande potencial de expansão em países como o Brasil.

Além da redução das emissões de carbono, sua utilização favorece a economia circular, estimula o aproveitamento de resíduos orgânicos e fortalece a produção local de energia, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.

Na avaliação da fabricante, essas características tornam o biometano uma solução estratégica para a realidade latino-americana.

BUS 17-210 G representa a aposta da marca para a região

Como principal novidade apresentada na Lat.Bus 2026, o IVECO BUS 17-210 G foi desenvolvido especificamente para atender às necessidades dos operadores da América Latina.

O chassi utiliza o motor FPT N60 CNG, de Ciclo Otto, projetado exclusivamente para aplicações movidas a gás.

O conjunto mecânico entrega 210 cavalos de potência e 760 Nm de torque, desempenho considerado equivalente ao de modelos movidos a diesel em aplicações urbanas.

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Mauricio Yamamoto, head da IVECO BUS para a América Latina

Dependendo da configuração dos cilindros de armazenamento, a autonomia pode chegar a 350 quilômetros, permitindo sua utilização em diferentes perfis operacionais.

Tecnologia reduz emissões e melhora a qualidade do ar

Além do desempenho operacional, o novo chassi apresenta ganhos importantes do ponto de vista ambiental.

Quando abastecido com biometano, o modelo pode reduzir em até 95% as emissões de material particulado, contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade do ar nos centros urbanos.

Outro benefício destacado pela fabricante é a redução dos níveis de ruído durante a operação, característica que favorece corredores urbanos e regiões com grande concentração de pessoas.

Chegada ao mercado brasileiro está prevista para 2027

O BUS 17-210 G ainda passa pelas etapas finais de validação para o mercado nacional.

Segundo a IVECO BUS, o modelo deverá iniciar sua comercialização no Brasil ao longo de 2027, ampliando o portfólio da fabricante voltado às soluções de baixa emissão.

A expectativa é atender operadores interessados em reduzir o impacto ambiental de suas frotas sem abrir mão da autonomia, da confiabilidade mecânica e da viabilidade econômica.

Transição energética exige soluções adaptadas à realidade regional

Ao apresentar sua estratégia durante a Lat.Bus 2026, a IVECO BUS reforça que a descarbonização do transporte coletivo não depende exclusivamente da eletrificação.

Para a empresa, tecnologias como GNV e biometano representam alternativas capazes de acelerar a redução das emissões na América Latina, aproveitando a infraestrutura existente e respeitando as características operacionais de cada mercado.

A fabricante defende que a diversidade tecnológica permitirá aos operadores escolher a solução mais adequada para suas necessidades, tornando a transição energética mais eficiente, sustentável e economicamente viável para o setor de transporte de passageiros.

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Avatar de Júlio Barboza