Volare inicia vendas do Attack 10 Híbrido com tração elétrica, etanol e autonomia de até 650 km

Modelo com tecnologia Range Extender combina motor elétrico WEG, bateria de até 120 kWh e gerador a etanol da Horse Powertrain; solução mira fretamento, agronegócio e operações que buscam ...
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A Volare inicia a comercialização do Attack 10 Híbrido, ampliando seu portfólio de veículos de baixa emissão com uma solução desenvolvida para operações que precisam conciliar descarbonização, elevada autonomia e disponibilidade da frota. O modelo utiliza uma arquitetura do tipo Range Extender (REX), na qual a tração é integralmente elétrica, enquanto um motor movido a etanol trabalha exclusivamente como gerador de energia.

Com autonomia estimada entre 500 e 650 quilômetros, o novo veículo foi concebido especialmente para operações de longa jornada diária e utilização intensiva, como fretamento corporativo, transporte de funcionários, agronegócio, operações industriais e setor sucroenergético.

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Diferentemente de um híbrido convencional no qual o motor a combustão também pode movimentar as rodas, no Attack 10 Híbrido a propulsão é sempre realizada pelo motor elétrico da WEG. O propulsor HORSE H10 1.0 Turbo, alimentado por etanol, não possui conexão mecânica com as rodas e funciona apenas para gerar eletricidade e ampliar a autonomia disponível.

A estratégia permite que empresas iniciem uma transição para a eletrificação sem depender exclusivamente de uma rede dedicada de carregadores, ao mesmo tempo em que preserva a possibilidade de conectar o veículo à tomada quando houver infraestrutura disponível.

Attack 10 Híbrido chega após programa de desenvolvimento e validação

O início das vendas acontece depois de etapas de desenvolvimento, validação técnica e testes em condições reais de utilização.

A Volare direcionou o projeto para operações nas quais a indisponibilidade de infraestrutura de recarga ainda representa uma barreira à adoção de veículos exclusivamente elétricos.

Nesse cenário, o Attack 10 Híbrido procura ocupar um espaço intermediário entre os modelos convencionais e os elétricos puros. O veículo preserva características importantes da propulsão elétrica, como menor nível de ruído e vibração, mas amplia significativamente o alcance por meio da geração embarcada de energia.

Segundo Sidnei Vargas, gerente executivo da Volare, o projeto foi pensado para empresas que precisam reduzir emissões sem comprometer autonomia ou disponibilidade operacional.

O executivo aponta o setor sucroenergético como uma das aplicações particularmente adequadas ao conceito. Essas operações costumam envolver grandes deslocamentos diários, utilização intensa dos veículos e, ao mesmo tempo, estão inseridas em regiões onde o etanol possui ampla disponibilidade.

Tração é 100% elétrica mesmo quando o etanol está sendo utilizado

A arquitetura adotada é um dos principais diferenciais técnicos do novo modelo.

No sistema Range Extender, as rodas são movimentadas exclusivamente pelo conjunto elétrico. O motor a combustão não funciona como propulsor direto e não está mecanicamente conectado ao eixo de tração.

O Attack 10 utiliza um motor elétrico desenvolvido pela WEG, alimentado por uma bateria de alta tensão que pode atingir 120 kWh de capacidade.

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Quando é necessário prolongar a autonomia, entra em funcionamento o HORSE H10 1.0 Turbo, abastecido com etanol. Sua única função é produzir eletricidade para alimentar o sistema e contribuir para manter o nível energético das baterias.

Por não precisar acompanhar diretamente as acelerações e variações de velocidade do veículo, o motor gerador pode trabalhar em uma faixa otimizada de eficiência.

Esse funcionamento diferencia o projeto dos híbridos nos quais motor elétrico e motor a combustão compartilham diretamente a tarefa de movimentar as rodas.

Autonomia pode chegar a 650 quilômetros

A combinação das duas tecnologias permite ao Attack 10 Híbrido alcançar entre 500 e 650 quilômetros de autonomia, dependendo das condições da operação.

Esse alcance amplia significativamente as possibilidades de utilização em relação a determinados veículos exclusivamente elétricos e foi pensado para operações nas quais o ônibus precisa permanecer muitas horas fora da garagem.

O conceito é especialmente relevante para serviços realizados em regiões rurais, complexos industriais, usinas e deslocamentos corporativos, nos quais a infraestrutura elétrica pode estar distante dos locais por onde o veículo circula.

Ao utilizar o etanol como fonte para a geração embarcada, a Volare procura aproveitar um combustível renovável amplamente disponível no Brasil.

Veículo também pode ser carregado na tomada

Apesar da presença do gerador, o novo Volare Attack 10 Híbrido também admite recarga externa.

Quando o operador possui infraestrutura, as baterias podem receber energia diretamente da rede elétrica. Isso permite realizar parte ainda maior da jornada utilizando eletricidade proveniente da recarga e reduzir a necessidade de acionamento do gerador.

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Essa flexibilidade cria diferentes estratégias de utilização.

Uma empresa pode, por exemplo, recarregar o veículo durante a noite e utilizar a energia armazenada no início da operação. Quando a bateria atinge determinado nível durante o trajeto, o gerador a etanol entra em funcionamento para prolongar a jornada.

Em operações que instalem gradualmente mais pontos de recarga, a participação da eletricidade da rede pode aumentar ao longo do tempo sem necessidade de substituir o veículo.

Primeira unidade já é avaliada pela Sertran em operação da bp bioenergy

O primeiro cliente do Attack 10 Híbrido é a Sertran Transportes, que participa de uma operação assistida na unidade Monteverde da bp bioenergy, em Ponta Porã (MS).

Desde o segundo trimestre de 2026, o veículo é utilizado em um programa de validação voltado à análise de desempenho, autonomia, eficiência energética e confiabilidade operacional.

A aplicação é particularmente representativa para o desenvolvimento do projeto porque reproduz condições associadas ao público que a Volare pretende alcançar: trajetos extensos, utilização intensiva e necessidade de elevada disponibilidade.

Os resultados obtidos na operação ajudam a validar o comportamento da tecnologia em condições reais e complementam os testes realizados durante o desenvolvimento.

Marcopolo coordena projeto com Horse Powertrain e WEG

O desenvolvimento reúne diferentes empresas especializadas.

A Marcopolo responde pela tecnologia e pela coordenação técnica do projeto, enquanto Horse Powertrain e WEG fornecem os principais sistemas relacionados à propulsão e geração de energia.

A Horse é responsável pelo H10 1.0 Turbo utilizado como gerador, enquanto a WEG participa com a tecnologia elétrica responsável pela tração.

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Sertran Transportes e bp bioenergy colaboram com a validação operacional em ambiente real.

Essa configuração permite combinar competências relacionadas a carroceria, eletrificação, propulsão e operação de transporte dentro de um único projeto.

Menor CAPEX busca tornar eletrificação mais acessível

A Volare posiciona o Attack 10 Híbrido também como uma solução para empresas que enfrentam dificuldades para absorver o investimento inicial de uma frota inteiramente elétrica e da respectiva infraestrutura.

Segundo a fabricante, o modelo possui elevado índice de nacionalização e requer um investimento inicial menor quando comparado a veículos movidos exclusivamente por grandes pacotes de baterias.

A estratégia busca reduzir o CAPEX — investimento necessário para aquisição e implantação da solução — e permitir uma entrada mais gradual na descarbonização.

Ao mesmo tempo, o operador pode evitar, inicialmente, investimentos elevados em carregadores, ampliação da capacidade elétrica das garagens e outras adaptações estruturais.

Tração elétrica reduz ruído, vibração e desgaste dos freios

Apesar do gerador a etanol, a utilização de tração exclusivamente elétrica preserva vários dos benefícios associados aos veículos elétricos.

O Attack 10 Híbrido apresenta menor nível de ruído e vibração durante a movimentação, melhorando o conforto dos passageiros e as condições de trabalho do motorista.

A arquitetura também pode reduzir o desgaste do sistema convencional de frenagem, aproveitando características da propulsão elétrica durante as desacelerações.

Esses fatores podem contribuir para diminuir custos de manutenção ao longo do ciclo de utilização do veículo, compondo a análise de custo total de propriedade.

Foco inicial está no agronegócio, fretamento e operações industriais

A comercialização começa com atenção especial a segmentos que possuem jornadas operacionais extensas e não podem depender de longos períodos de imobilização.

Entre as principais aplicações estão transporte de colaboradores, fretamento corporativo, mineração, operações industriais, agronegócio e setor sucroenergético.

O etanol torna-se particularmente interessante em regiões produtoras, nas quais existe facilidade de abastecimento e uma cadeia consolidada do combustível.

Para essas empresas, a possibilidade de utilizar uma solução de tração elétrica sem depender integralmente da infraestrutura pública de recarga pode facilitar a implantação.

Attack 10 Híbrido integra estratégia multitecnologia da Volare

A fabricante não aposta em uma única matriz energética para a descarbonização.

Com o novo modelo, a Volare amplia uma estratégia que inclui diferentes soluções conforme as características da operação.

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O portfólio de baixa emissão também contempla o Fly 10 GV, desenvolvido para trabalhar com GNV e biometano, além das soluções elétricas da marca.

Segundo Sidnei Vargas, a intenção é permitir que cada operador escolha a tecnologia mais adequada à disponibilidade energética, às rotas e ao perfil operacional de sua frota.

Nesse contexto, o Attack 10 Híbrido passa a ocupar uma posição própria: combina tração elétrica, bateria, possibilidade de recarga externa e geração embarcada a etanol.

Nova solução amplia caminhos para descarbonização do transporte de passageiros

O início da comercialização mostra como a transição energética no transporte brasileiro começa a gerar tecnologias destinadas a situações bastante específicas.

Enquanto determinadas operações urbanas conseguem estruturar garagens para ônibus elétricos e jornadas compatíveis com recargas programadas, outros segmentos enfrentam distâncias maiores e infraestrutura energética limitada.

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É justamente nesses cenários que o conceito Range Extender procura criar uma alternativa.

Em vez de exigir que o operador escolha imediatamente entre o veículo convencional e o elétrico puro, o Attack 10 Híbrido propõe uma etapa intermediária, mantendo as rodas impulsionadas exclusivamente por eletricidade e utilizando um combustível renovável brasileiro para ampliar o alcance.

Com autonomia de até 650 quilômetros, bateria de até 120 kWh, motorização elétrica WEG e gerador HORSE abastecido com etanol, o modelo passa a integrar comercialmente o portfólio da Volare como mais uma opção para empresas que pretendem reduzir suas emissões sem comprometer a disponibilidade necessária à operação.

Sobre a Volare

A Volare atua há 28 anos no mercado brasileiro de micro-ônibus e desenvolve veículos destinados aos segmentos escolar, fretamento, turismo, urbano, rural e mineração.

Sua linha contempla modelos com PBT entre 6 e 12 toneladas, desenvolvidos em diferentes configurações conforme as necessidades de capacidade, robustez e aplicação.

A empresa mantém unidades industriais em Caxias do Sul (RS) e São Mateus (ES) e possui uma rede com mais de 40 pontos de atendimento no Brasil e 20 no exterior, além de assistência técnica especializada.

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