A indústria brasileira de carrocerias de ônibus encerrou agosto de 2026 com 2.390 unidades produzidas, registrando o segundo mês consecutivo de retração. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (FABUS), foram fabricadas 14 carrocerias a menos que em julho deste ano. Na comparação anual, entretanto, o desempenho permaneceu ligeiramente positivo, com 43 unidades a mais que em agosto de 2025.
Os números abrangem os segmentos de ônibus urbanos, rodoviários, micro-ônibus e miniônibus. Os urbanos permaneceram como a principal categoria da indústria no mês, com 774 unidades, seguidos pelos rodoviários, com 692. Micro-ônibus e miniônibus registraram volumes próximos, com 464 e 460 unidades, respectivamente.
Entre as fabricantes, a Marcopolo liderou a produção de agosto, com 645 carrocerias, seguida pela Caio, com 583. No acumulado de janeiro a agosto, porém, a Caio permanece na primeira colocação individual, enquanto o Grupo Marcopolo assume a liderança quando consideradas conjuntamente as marcas Marcopolo, Volare e Neobus/Ciferal.
Com o resultado de agosto, a produção brasileira de carrocerias de ônibus em 2026 alcançou 18.705 unidades nos primeiros oito meses do ano.
Marcopolo lidera produção de agosto, seguida pela Caio
A disputa pela liderança da produção mensal ficou concentrada entre Marcopolo e Caio, que juntas responderam por 1.228 das 2.390 carrocerias fabricadas em agosto.
A Marcopolo encerrou o mês na primeira posição, com 645 unidades, enquanto a Caio produziu 583 carrocerias.
A Mascarello ficou na terceira colocação, com 320 unidades, seguida pela Volare, com 295, e pela Busscar, que encerrou agosto com 292 carrocerias.
Na sequência aparecem Comil, com 171 unidades; Irizar, com 63; e Neobus/Ciferal, com 21 carrocerias.
Somados, os resultados das oito fabricantes correspondem às 2.390 unidades produzidas pela indústria brasileira em agosto.
Ônibus urbanos lideram produção nacional no mês
Os ônibus urbanos continuaram sendo a categoria de maior participação na fabricação brasileira. Em agosto, foram produzidas 774 carrocerias, correspondentes a 32,38% da produção nacional.
A Caio manteve ampla liderança nesse segmento, com 457 unidades produzidas.

A Marcopolo aparece na segunda posição, com 187 carrocerias, enquanto a Mascarello produziu 100 unidades.
O desempenho mensal mantém os urbanos como o segmento de maior participação também no acumulado dos oito primeiros meses de 2026.
Entre janeiro e agosto, foram fabricadas 5.596 carrocerias de ônibus urbanos, equivalentes a 29,92% de toda a produção nacional no período.
Marcopolo permanece na liderança entre os ônibus rodoviários
O segmento de ônibus rodoviários encerrou agosto com 692 carrocerias produzidas, o equivalente a aproximadamente 28,95% da produção brasileira do mês.
A Marcopolo liderou a categoria ao fabricar 328 unidades, praticamente metade de todo o volume registrado no segmento.

A Comil ficou na segunda posição, com 168 ônibus rodoviários, enquanto a Busscar produziu 77 carrocerias.
Na sequência aparecem a Irizar, com 63 unidades; a Volare, com 47; e a Mascarello, com nove.
No acumulado de janeiro a agosto, a indústria brasileira já fabricou 4.571 carrocerias rodoviárias, que representam 24,44% do volume nacional produzido em 2026.
Micro-ônibus chegam a 464 unidades em agosto
O segmento de micro-ônibus respondeu por 464 carrocerias produzidas em agosto, participação equivalente a 19,41% da fabricação nacional no mês.
A Busscar liderou a categoria com 215 unidades, concentrando a maior parcela da produção mensal.
A Caio aparece na sequência, com 126 micro-ônibus, enquanto a Marcopolo registrou 102 carrocerias.
A Neobus/Ciferal completou o resultado do segmento com 21 unidades.
O desempenho acumulado chama atenção pela participação alcançada pelos micro-ônibus na indústria nacional. Entre janeiro e agosto, foram fabricadas 4.984 carrocerias, fazendo da categoria a segunda maior da produção brasileira em 2026.
Os micro-ônibus representam atualmente 26,65% de todas as carrocerias produzidas no país no acumulado do ano.
Miniônibus ficam próximos dos micro-ônibus na produção mensal
A diferença entre micro-ônibus e miniônibus foi de apenas quatro unidades em agosto.
Enquanto os micro-ônibus alcançaram 464 carrocerias, a fabricação de miniônibus terminou o mês com 460 unidades, correspondentes a 19,25% da produção nacional.

A Volare liderou a categoria, com 247 veículos, seguida de perto pela Mascarello, responsável por 211 unidades.
A Comil completou o resultado com dois miniônibus produzidos.
No acumulado de janeiro a agosto, a categoria soma 3.554 veículos, participação de 19% na produção brasileira de carrocerias de ônibus.
Exportações chegam a 338 carrocerias em agosto
O mercado internacional respondeu por 338 carrocerias exportadas em agosto pelas fabricantes brasileiras, mantendo participação importante no desempenho da indústria nacional.
A Marcopolo liderou os embarques para o exterior, com 183 unidades, respondendo por mais da metade do total exportado no mês.
A Irizar aparece na segunda posição, com 60 veículos, enquanto a Volare registrou 34 carrocerias destinadas ao mercado internacional.
Na sequência estão a Comil, com 25 unidades; Caio, com 18; Mascarello, com 11; e Busscar, com sete ônibus exportados.
Entre os segmentos, os ônibus rodoviários mantiveram a liderança das exportações em agosto, com 230 unidades, seguidos pelos miniônibus, com 42, ônibus urbanos, com 38, e microônibus, com 28 unidades.
Brasil supera 2 mil carrocerias exportadas em 2026
No acumulado entre janeiro e agosto, a indústria brasileira contabiliza 2.049 carrocerias exportadas, reforçando a presença das fabricantes nacionais no mercado internacional.
Os ônibus rodoviários concentram a maior parcela desse volume, com 1.575 unidades exportadas nos oito primeiros meses do ano.
Na sequência aparecem os miniônibus, com 198 unidades, os ônibus urbanos, com 179, e os micro-ônibus, com 97 carrocerias destinadas ao exterior.
Produção nacional supera 18,7 mil carrocerias em 2026
A indústria brasileira de carrocerias de ônibus chegou ao final de agosto com 18.705 unidades fabricadas no acumulado do ano.
Individualmente, a Caio permanece como líder nacional, com 5.126 carrocerias produzidas entre janeiro e agosto.
A Marcopolo aparece na segunda colocação, acumulando 3.635 veículos, enquanto a Neobus/Ciferal ocupa a terceira posição, com 2.481 unidades.
A Mascarello soma 2.330 carrocerias, seguida pela Volare, com 2.258.
Na sequência aparecem a Comil, com 1.220 unidades; Busscar, com 1.208; e Irizar, com 447.
A soma dos resultados individuais corresponde às 18.705 carrocerias produzidas no Brasil entre janeiro e agosto de 2026.
Grupo Marcopolo lidera quando marcas são consideradas conjuntamente
A classificação muda quando a produção é analisada por grupos empresariais, em vez de considerar individualmente cada fabricante.
O Grupo Marcopolo, formado no levantamento pelas marcas Marcopolo, Volare e Neobus/Ciferal, soma 8.374 carrocerias produzidas em 2026.
Já o Grupo Caio, considerando Caio e Busscar, alcança 6.334 unidades no mesmo período.
Dessa forma, a Caio mantém a liderança individual entre as fabricantes, enquanto o Grupo Marcopolo ocupa a primeira posição na análise consolidada das marcas que integram o grupo.
A distinção é importante para a leitura dos dados, já que comparar diretamente o resultado de uma única fabricante com a soma de diferentes marcas poderia produzir uma interpretação incorreta do desempenho de cada empresa.
Urbanos lideram o ano, mas micro-ônibus se aproximam
A distribuição das 18.705 carrocerias produzidas no Brasil entre janeiro e agosto de 2026 mostra uma indústria com participação relevante das quatro principais categorias.
Os ônibus urbanos continuam na primeira posição, com 5.596 unidades e participação de 29,92% na produção nacional.
Logo atrás aparecem os micro-ônibus, que já acumulam 4.984 carrocerias, equivalentes a 26,65% do mercado.
A diferença entre as duas categorias é de apenas 612 unidades.
Os ônibus rodoviários ocupam a terceira posição, com 4.571 carrocerias e participação de 24,44%, enquanto os miniônibus somam 3.554 unidades, representando 19% da produção.
Os números da FABUS mostram, portanto, uma fabricação distribuída entre diferentes perfis de veículos. Nenhum dos quatro segmentos responde sozinho por um terço da produção nacional, enquanto urbanos, micro-ônibus e rodoviários apresentam participações superiores a 24% no acumulado de 2026.
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