Busscar completa 80 anos: de Nielson à família NB1, uma história de inovação e renascimento

Fabricante de Joinville celebra oito décadas nesta quinta-feira, 17 de setembro, com uma trajetória que atravessa gerações do transporte brasileiro, marcou a evolução dos ônibus rodoviários e hoje ...
Busscar

A Busscar completa 80 anos nesta quinta-feira, 17 de setembro de 2026, celebrando uma das trajetórias mais emblemáticas da indústria brasileira de ônibus. Das primeiras carrocerias produzidas em Joinville (SC) aos atuais modelos da família NB1, oito décadas separam diferentes gerações de veículos que ajudaram a escrever parte da história do transporte de passageiros no Brasil e em mercados internacionais.

A trajetória reúne períodos de forte crescimento, desenvolvimento de produtos que se tornaram referências, expansão internacional, mudanças profundas de identidade e tecnologia, uma grave crise financeira que levou à interrupção da produção e, posteriormente, um recomeço que colocou novamente o nome Busscar nas estradas.

Ao longo dessas oito décadas, modelos como Diplomata, Jum Buss, Vissta Buss, Panorâmico DD, El Buss, Urbanuss e Micruss fizeram parte de diferentes momentos do transporte brasileiro. Atualmente, a fabricante escreve outro capítulo dessa história com uma geração renovada de rodoviários e a expansão da família NB1.

Uma história que começou em Joinville em 1946

A trajetória que resultaria na Busscar começou em 1946, em Joinville, Santa Catarina. Nas décadas seguintes, a então Nielson conquistou espaço na indústria brasileira de carrocerias e passou a ter forte presença especialmente no segmento rodoviário.

Um dos nomes mais importantes dessa primeira fase foi o Diplomata, cuja primeira versão surgiu em 1961. A família atravessaria diferentes gerações e ajudaria a construir a identidade da fabricante nas estradas brasileiras.

Mas uma das transformações mais importantes de toda essa história ocorreria no final da década de 1980.

Em 1989, a tradicional Nielson passou a utilizar Busscar como marca de fantasia de seus produtos, adotando também um novo logotipo. A razão social seria alterada somente em 1998.

A mudança de identidade coincidiu com uma profunda renovação dos ônibus produzidos em Joinville.

Era o começo da era Jum Buss.

Jum Buss inaugura uma nova geração de rodoviários

Apresentadas durante a Brasil Transpo 89, as famílias Jum Buss e El Buss romperam com parte da linguagem estética que havia caracterizado os produtos anteriores.

As novas carrocerias passaram a apresentar linhas com maior influência do design europeu e trouxeram mudanças que iam além da aparência.

O primeiro modelo lançado foi o Jum Buss 380, cuja denominação estava relacionada aos seus 3,8 metros de altura. Em 1991, a família seria ampliada com os Jum Buss 360 e 340. Já o El Buss chegou nas versões 320, 340 e 360.

Busscar

A nova geração recebeu estrutura com tubos galvanizados, tratamento anticorrosivo nos pontos de solda e partes inferiores, maior utilização de fibra de vidro e novos sistemas de calefação e circulação de ar.

Também houve mudanças no sanitário e nas poltronas, que passaram a oferecer maior inclinação.

A Busscar começava, assim, a construir uma identidade própria que ficaria fortemente associada aos ônibus rodoviários brasileiros durante as décadas seguintes.

Urbanus fortalece presença da Busscar nas cidades

Enquanto os rodoviários ganhavam uma nova geração, a fabricante também avançava no transporte urbano.

O Urbanus, lançado em 1987, passou por alterações externas no início da era Busscar. Naquele período, a empresa já produzia aproximadamente 2 mil unidades por ano, sendo cerca de 30% destinadas ao segmento urbano.

O crescimento também estava relacionado à modernização dos processos industriais, com adoção de tecnologias e conceitos como CAD, CAM e just-in-time, além da ampliação das exportações.

Poucos anos depois, o volume produzido alcançaria um patamar ainda maior.

Busscar bate recorde de produção em 1992

Em 1992, a fabricante atingiu um recorde histórico de 3.385 unidades produzidas, crescimento de 33% sobre o ano anterior.

Mais da metade do volume correspondia às carrocerias urbanas, mostrando a importância que esse segmento havia adquirido para a companhia.

No ano seguinte, quando a empresa completava a produção de seu 20.000º ônibus rodoviário, surgiu uma nova evolução do Jum Buss.

A chamada Série T passou a reunir os modelos 340T, 360T e 380T.

Entre suas principais novidades estava a utilização de vidros laterais colados, solução até então inédita no país segundo o levantamento histórico que serve de base para esta matéria.

A atualização também trouxe mudanças na dianteira e traseira e uma série de melhorias internas, incluindo novos revestimentos, porta-copos, mesinhas escamoteáveis, maior quantidade de luminárias e reforços na fixação das poltronas.

Busscar começa a ampliar presença internacional

O crescimento da fabricante também começou a ultrapassar as fronteiras brasileiras.

Em 1993, a Busscar anunciou uma associação com a Mexicana de Autobuses (MASA), envolvendo participação societária, exportação de veículos e transferência de tecnologia.

Paralelamente, a empresa decidiu utilizar plataformas próprias desenvolvidas pela HVR em veículos destinados ao mercado externo.

Uma das aplicações previstas era o Jum Buss 340 sobre plataforma HVR, com motorização traseira, para exportação ao México.

Era o início de uma estratégia de internacionalização que ganharia proporções muito maiores nos anos seguintes.

Jum Buss 400 Panoramico eleva sofisticação da linha

Em 1995, a Busscar ampliou sua família rodoviária com um produto que se destacava pela concepção diferenciada: o Jum Buss 400 Panoramico.

O veículo adotava o conceito low driver, também conhecido como “piso e meio”, no qual a cabine do motorista e a área destinada à tripulação ficavam posicionadas abaixo do salão principal de passageiros.

O modelo podia utilizar três ou quatro eixos e, devido à elevada altura da carroceria, recebeu soluções específicas para a instalação do sistema de ar-condicionado e desenho da traseira.

A cabine ganhou atenção especial, com ar-condicionado próprio, monitores para visualização do salão e da traseira, poltrona reclinável para o auxiliar e espaço destinado ao descanso da tripulação.

O Panoramic’o antecipava a busca por maior sofisticação que marcaria outros produtos da fabricante.

1998 consolida oficialmente o nome Busscar

O ano de 1998 tornou-se um divisor de águas.

A companhia passou oficialmente a utilizar a razão social Busscar Ônibus S.A., consolidando o nome que já aparecia nos produtos desde 1989.

Naquele período, a fabricante preparava um novo ciclo de expansão. Desenvolvia o Maxi Micro, redesenhava completamente sua linha urbana, avançava para o segmento de micro-ônibus e trabalhava em seu primeiro Double Decker.

Mas 1998 também ficaria marcado por uma perda importante.

Em 30 de outubro, Harold Nielson morreu em um acidente aéreo, poucos dias depois da apresentação de uma nova geração de produtos durante a Expobus.

A fabricante perdia uma figura central de sua trajetória justamente durante um período de grande expansão.

Panorâmico DD coloca Busscar no segmento Double Decker

Entre os produtos surgidos naquele período estava o Panorâmico DD, primeiro Double Decker da Busscar.

O ônibus apresentava uma linguagem visual completamente renovada e oferecia diversas possibilidades de configuração.

O piso inferior poderia receber desde poltronas-leito até espaços para jogos ou reuniões, enquanto diferentes materiais de acabamento e equipamentos eletrônicos poderiam ser especificados de acordo com as necessidades dos clientes.

Também nesse período, antigos Jum Buss 360 de três eixos evoluíram e passaram a utilizar outro nome que se tornaria tradicional na marca: Vissta Buss.

O Panorâmico DD e o Vissta Buss passariam a representar uma nova geração da Busscar nas estradas.

Micruss e Urbanuss Pluss ampliam o portfólio

A entrada da Busscar no mercado de micro-ônibus ocorreu no final da década de 1990.

Depois do protótipo Nicho, a fabricante apresentou em 1999 o MicroBuss e o Micruss.

O Micruss chegou em diferentes configurações para aplicações executivas, turísticas, urbanas, escolares e de lotação, além de versões destinadas aos mercados chileno e argentino.

No segmento urbano, a empresa também desenvolveu a linha Urbanuss Pluss, concebida para ocupar uma posição superior no portfólio e oferecida em diferentes configurações.

A diversidade de produtos refletia uma empresa que buscava atender praticamente todos os segmentos do transporte de passageiros.

Busscar ganha espaço em mercados internacionais

A internacionalização avançou rapidamente.

Em 1999, a empresa conquistou um contrato para fornecimento de 1.400 ônibus para Cuba ao longo de cinco anos. No mesmo período, fechou o fornecimento de 200 unidades do Vissta Buss para a Itapemirim.

No ano seguinte, foram fornecidos 200 ônibus articulados para a Cidade do México e 160 para o sistema TransMilenio, em Bogotá.

A expansão chegou também à Europa por meio de uma operação envolvendo a norueguesa Vest Karosseri.

Naquele momento, segundo o levantamento histórico, a Busscar havia se tornado a quinta maior encarroçadora do mundo e a segunda maior do Brasil, com 32% de participação no mercado interno. As operações internacionais respondiam por quase metade do faturamento da empresa.

Era um dos pontos mais altos da trajetória da fabricante.

Expansão acelerada antecede grave crise financeira

A rápida internacionalização, entretanto, veio acompanhada de investimentos elevados.

Em um período relativamente curto, a Busscar participou de operações e investimentos envolvendo México, Cuba, Venezuela, Colômbia e Noruega, além de estabelecer acordos de cooperação internacional.

Segundo a fonte histórica utilizada nesta matéria, a dimensão desses investimentos em relação à estrutura financeira da companhia contribuiu para problemas de liquidez, somando-se a outros fatores de gestão e política comercial.

Em 2002, a crise se aprofundou.

A produção caiu mais de 60%, fornecedores passaram a enfrentar atrasos nos pagamentos e ocorreram demissões.

No início de 2004, a empresa conseguiu estruturar um financiamento junto ao BNDES condicionado a uma profunda reorganização financeira. Naquele momento, suas dívidas já se aproximavam de R$ 500 milhões, conforme o levantamento histórico.

Mesmo durante a crise, novos projetos chegam às ruas

Apesar das dificuldades, a Busscar continuou desenvolvendo produtos.

Em 2002, foi preparado um trólebus Urbanuss Pluss de piso baixo para a Metra, operadora do corredor metropolitano do ABC Paulista.

A empresa também desenvolveu o Urbanuss Pluss Tour, destinado às operações turísticas em ônibus de dois andares com piso superior aberto.

Em 2004, chegaram os modelos InterBuss e Miduss.

O Miduss apresentava uma proposta particularmente diferente: um rodoviário de porte intermediário, com 32 lugares, projeto monobloco próprio, motor Cummins eletrônico traseiro de seis cilindros e 250 cv, suspensão pneumática e ar-condicionado.

Produção volta a superar 4 mil unidades antes de nova crise

Depois de fabricar apenas 951 carrocerias em 2003, contra 5.538 dois anos antes, a Busscar conseguiu recuperar parte de sua produção nos anos seguintes.

Em 2006, foram apresentados o Urbanuss Ecoss e uma nova geração do Micruss.

No ano seguinte, a empresa trouxe ao Brasil o Vissta Buss Elegance, até então produzido para o mercado mexicano.

A produção de 2007 terminou com 4.381 unidades, colocando novamente a Busscar entre as principais encarroçadoras brasileiras.

A recuperação, contudo, não conseguiu solucionar definitivamente os problemas financeiros.

Crise retorna e produção da antiga Busscar chega ao fim

Em 2009, as dificuldades voltaram com intensidade.

A empresa enfrentou novas paralisações, redução do quadro de funcionários e agravamento dos problemas financeiros e trabalhistas.

Em 2011, a operação já funcionava de maneira parcial, com produção reduzida e atrasos salariais.

Depois de diferentes decisões judiciais, em setembro de 2012 a fábrica foi lacrada e a produção definitivamente interrompida.

O processo ainda se estenderia por anos.

Após a rejeição pelos credores do plano de recuperação apresentado pela companhia, a falência da antiga Busscar foi decretada definitivamente em 2014.

Parecia ser o encerramento de uma marca que havia ocupado posição de destaque na indústria mundial de ônibus.

Mas o nome Busscar ainda voltaria às linhas de produção.

Venda dos ativos prepara o renascimento da Busscar

Depois de três tentativas de leilão sem sucesso, em 2017 a Justiça autorizou a venda da Busscar para a Carbuss – Indústria Catarinense de Carrocerias Ltda., empresa criada por um grupo de investidores entre os quais estavam os controladores da Caio.

A operação abriu caminho para uma nova etapa industrial em Joinville.

Em maio de 2018, a produção foi retomada e começaram investimentos na modernização da fábrica e na atualização dos processos de engenharia.

Dois meses depois foram apresentados os três primeiros produtos dessa nova fase: Vissta Buss 340, Vissta Buss 360 e Vissta Buss DD.

Os modelos partiram de produtos anteriormente conhecidos, mas passaram por revisões técnicas e estéticas, ganharam novos faróis e lanternas, interior redesenhado e redução de peso.

Em setembro daquele mesmo ano, chegaram o Vissta Buss 400 e o novo El Buss 320.

A Busscar estava novamente produzindo ônibus.

Grupo JCA faz encomenda de 253 ônibus Busscar

A nova fase começou a ganhar escala comercial nos anos seguintes.

Em 2020, a fabricante lançou o El Buss 340 e, em 2021, apresentou o El Buss FT, direcionado principalmente às operações de fretamento com chassis de motor dianteiro.

Ainda em 2021, um importante movimento comercial envolveu o Grupo JCA, com uma renovação de frota de 253 ônibus Busscar de diferentes modelos e sobre diferentes chassis, destinados às empresas do grupo.

A produção das carrocerias Busscar também passou a ser realizada na unidade da Caio em Barra Bonita, no interior de São Paulo, ampliando a capacidade industrial disponível para a marca.

Família NB1 inicia nova geração da Busscar

Em 2023, começou uma das maiores renovações de produto desde o retorno da marca.

A Busscar apresentou os primeiros integrantes da família NB1: os Vissta Buss 345 e Vissta Buss 365, desenvolvidos para chassis com motor traseiro de dois e três eixos, respectivamente.

Os novos ônibus ganharam uma identidade completamente renovada, incluindo faróis de LED, alterações no posto do motorista e um interior redesenhado, com novas poltronas, revestimentos, comandos individuais, sistema de iluminação e bagageiros.

O projeto ganhou reconhecimento internacional no ano seguinte.

A família NB1 conquistou o iF Design Award 2024, com destaque para os componentes modulares, aumento do espaço destinado ao motorista, soluções internas e redução do arrasto aerodinâmico na traseira.

Panorâmico DD retorna completamente renovado

A família NB1 cresceu novamente em 2024 com a chegada de um nome histórico.

Durante a Lat.Bus daquele ano, a fabricante apresentou o Panorâmico DD NB1, levando a nova identidade ao segmento de ônibus Double Decker.

O modelo trouxe soluções como indicador de destino instalado entre os para-brisas, faróis auxiliares superiores, central elétrica com acesso externo e 1,8 metro de altura interna nos dois salões.

A Busscar também desenvolveu novas poltronas-leito e realizou alterações na cabine para aumentar conforto, visibilidade e espaço destinado ao motorista.

O retorno do nome Panorâmico em uma geração completamente nova criou uma ligação entre diferentes capítulos da história da fabricante.

Busscar volta a superar mil carrocerias produzidas por ano

A recuperação passou a aparecer também nos números de produção.

Em 2024, a Busscar encerrou o ano com 889 carrocerias produzidas, crescimento de quase 51% na comparação com o ano anterior.

Foram 766 ônibus rodoviários e 123 micro-ônibus.

Em 2025, a produção avançou para 1.147 carrocerias, formada por 847 rodoviários e 300 micro-ônibus.

Segundo os números reunidos no levantamento histórico, a participação da Busscar no mercado total passou de 3,65% para 4,58%, com a fabricante ocupando a terceira posição entre os produtores de rodoviários naquele período.

Panorâmico 410 amplia família NB1 no ano dos 80 anos

Em 2026, justamente no ano em que completa oito décadas de história, a Busscar ampliou novamente sua geração de rodoviários com o Panorâmico 410.

O modelo de piso alto foi desenvolvido com 26,5 m³ de capacidade nos bagageiros e salão de passageiros com assoalho totalmente plano.

O posicionamento traseiro do ar-condicionado permite reduzir a altura total do ônibus.

Entre os equipamentos estão ainda faróis auxiliares superiores com alcance informado de 400 metros e retrovisores digitais.

A cabine do motorista também passou por reformulação, ganhando poltrona-leito destinada ao acompanhante, desembaçador e novos recursos de conectividade e controle remoto.

A chegada do Panorâmico 410 amplia uma família que representa a atual identidade da Busscar e mostra a distância tecnológica percorrida desde os primeiros ônibus fabricados oito décadas atrás.

80 anos ligando diferentes gerações do transporte brasileiro

A celebração dos 80 anos da Busscar possui um significado particular diante de tudo o que aconteceu durante essa trajetória.

Poucas marcas brasileiras do setor atravessaram tantos momentos distintos.

A empresa acompanhou a evolução das carrocerias construídas em uma indústria ainda jovem, participou da modernização dos ônibus rodoviários, desenvolveu modelos que se tornaram referências, chegou a diferentes países e viveu um período em que esteve entre as maiores encarroçadoras do mundo.

Também enfrentou uma crise capaz de interromper completamente sua produção.

O retorno iniciado em 2018 representa um capítulo empresarial diferente daquele vivido pela antiga Busscar, sob novo controle, mas preservando uma marca profundamente ligada à história do transporte de passageiros.

Nesta quinta-feira, 17 de setembro de 2026, são 80 anos de uma trajetória iniciada em Joinville em 1946 e que atravessou diferentes gerações de produtos e passageiros.

Dos históricos Diplomata e Jum Buss, passando por Vissta Buss e Panorâmico DD, até chegar aos atuais integrantes da família NB1, os ônibus produzidos em Joinville fizeram parte da rotina de inúmeras empresas, motoristas e passageiros.

Alguns dos veículos das gerações anteriores permanecem preservados e despertam a memória de quem acompanhou diferentes períodos do transporte brasileiro. Outros continuam trabalhando diariamente pelas estradas. E novos Busscar seguem deixando as linhas de montagem.

Depois de oito décadas, a história da Busscar reúne inovação, expansão, dificuldades e recomeços — e chega aos 80 anos novamente com ônibus sendo produzidos e uma nova geração de produtos circulando pelas estradas do Brasil e do exterior.

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