Fonte: Ministério Público da
Paraíba
A 4a Vara de Bayeux concedeu,nesta terça-feira (8), a tutela antecipada requerida pelo Ministério Público
estadual e determinou uma série de medidas que devem ser adotadas pelos órgãos
públicos e empresas para corrigir as irregularidades no transporte coletivo
municipal e intermunicipal na cidadeDe acordo com a sentença, o
Município de Bayeux deve iniciar no prazo de até 30 dias o processo licitatório
de permissão de transportes públicos das linhas internas.
deverão ser apresentados à Justiça as empresas licitantes vencedoras. Já o
Departamento de Trânsito da Paraíba (Detran) deve realizar no prazo máximo de
até 30 dias inspeções em todos os ônibus das três empresas que fazem o
transporte coletivo em Bayeux: Almeida, Das Graças e Wilson Ltda. O órgão
também deve verificar quais veículos não têm licenciamento e adotar as medidas
cabíveis sobre o assunto.
Rodagem (DER), por sua vez, foi dado prazo de até 60 dias para que fiscalize
todos os ônibus da frota municipal e intermunicipal das três empresas e
averigue as condições físicas de funcionamento, tirando de circulação os
veículos quebrados, sem bancos e com pisos danificados, além de aplicar as
sanções administrativas pertinentes.
Antunes Batista também determinou que o DER apresente estudo sobre a atual
necessidade das linhas e a previsão de novas linhas de ônibus para funcionarem
a partir de maio de 2014 e que o órgão só permita o serviço de transporte coletivo
intermunicipal de Bayeux mediante a concessão precedida de licitação.
judicial, Município, Detran e DER podem ser responsabilizados por improbidade
administrativa.
devem apresentar no prazo de 20 dias o licenciamento de todos os ônibus das
suas frotas, fazendo a substituição dos veículos que não estiverem licenciados
por outros licenciados para não prejudicar os usuários. Se descumprir a
decisão, as empresas serão punidas com multa diária de R$ 1 mil por cada
veículo que for apreendido irregularmente.
de usuários de ônibus sobre a má qualidade do serviço prestado pelas empresas,
a promotoria de Justiça instaurou inquérito civil público para averiguar a
situação do transporte coletivo em Bayeux. Foram realizadas audiências com os
responsáveis para tentar uma solução administrativa e requisitadas vistorias
por parte do DER e do órgão de trânsito municipal, mas nada foi feito para
mudar a situação.
às empresas o número da frota, as placas, rotas diárias e ano de cada veículo.
“Em resposta, verifica-se a existência de ônibus com inacreditáveis 22 anos de
circulação, fato este que por si só dispensa maior dilação probatória sobre a
qualidade do sistema de transporte público aqui ofertado”, diz o texto da ação.
a, no prazo de 60 dias, apresentar ao Ministério Público um estudo completo
sobre o sistema de transporte público local, mas, após o prazo não se
manifestou.
Durante a investigação, foi
realizada uma pesquisa no site do Detran, com base nas placas dos veículos, e
foi constatado que praticamente nenhum ônibus possui licenciamento em dia pelo
referido órgão estatal para circulação de seus veículos. “Portanto, conclui-se
que quase todos os ônibus das empresas Das Graças, Wilson e Antônio Almeida,
colocados à disposição do transporte coletivo de Bayeux, encontram-se sem
condições legais de trafegar nas vias públicas!!!”, destaca a promotora na
ação.
de todas as formas, a resolução administrativa dos problemas envolvendo o
transporte coletivo do município, mas não conseguiu, o que resultou na ação
civil pública.
os ônibus mais novos, apenas 05, são do ano de 2003;
– presença de insetos dentro
dos veículos;
– vidros quebrados deixando
passageiros vulneráveis a chuva;
– bancos soltos e teto com
vazamento;
– fumaça sendo expelida sem
qualquer controle ambiental;
– ônibus ficam quebras
constantemente;
– descumprimento do itinerário,
inclusive com mudanças repentinas, ou seja, sem prévia comunicação e
desobediência a tabela;
– pouco ônibus para a demanda
populacional;
– reclamações ao DER/PB, sem
qualquer resposta;
– motoristas estressados,
mal-humorados, com falta de urbanidade ;
– falta de ônibus e linhas em
alguns pontos da cidade e redução da frota de veículos em alguns bairros, a
exemplo do Conjunto Mariz, bairro Mario Andreazza e Alto da Boa Vista;
– horários de partidas e
chegadas totalmente em desconformidade com o previsto no cronograma;
– redução da frota;
– ônibus sem acessibilidade.












