O dia a dia de uma empresa de ônibus

Fonte:
Portal Ônibus Paraibanos
Matéria
/ Texto: JC Barboza / Rio Ônibus
Fotos
/ Vídeos: Acervo Paraíba Bus Team
Muita
gente não tem a noção do que acontece dentro de uma garagem de ônibus no seu
dia a dia. A grande maioria das pessoas tem uma impressão negativa das empresas
de ônibus achando que todas são máquinas de fazer dinheiro, que seus ônibus ao
chegar na garagem, estacionam para no dia seguinte abastecer e voltar a ganhar
dinheiro para seus donos. Na verdade o operacional das empresas de ônibus é
totalmente diferente do que muitos imaginam. Num projeto inovador, uma empresa
de ônibus do Rio de Janeiro abriu suas portas e mostrou a convidados como
funciona a estrutura de uma empresa de transportes. 

Os participantes puderam conferir os procedimentos adotados
pela empresa para colocar na rua os quase mil veículos de sua frota. A visita
começou pelo centro de capacitação,
uma área usada para palestras e treinamento profissional. Neste setor, a
empresa oferece aulas de supletivo para os ensinos fundamental e médio,
extensivo aos dependentes e também aos funcionários terceirizados. Cerca de 40
alunos estão matriculados. Sete se formaram este ano.
De lá, os visitantes foram para o serviço médico, que conta com o trabalho de um ortopedista,
um cardiologista, um clínico geral, três enfermeiras, massagista e
fisioterapeuta. Os funcionários recebem também os cuidados de uma podóloga e um
dentista. Além disso, nesse mesmo setor, são realizados exames de audiometria e
eletrocardiograma. “Eu não imaginava que uma empresa de ônibus pudesse oferecer
atendimento em tantas especialidades, tanta atenção”, disse o pedreiro José Nordino.
Outro local que despertou a curiosidade dos convidados foi o
espaço dedicado à análise de imagens das câmeras dos ônibus. Todas as imagens captadas ficam armazenadas em pen drives,
que são vistoriados diariamente. O flagrante de um assalto com uso de uma faca
deixou os visitantes com os olhos grudados no monitor. “Achei o trabalho muito
interessante. A presença das câmeras nos dá mais segurança”, disse José
Nordino. 
O monitoramento eletrônico também
permite que a empresa observe o trabalho dos motoristas. De acordo com as
infrações cometidas, os condutores correm o risco de perder a cesta básica,
bônus criado para os que dirigem de maneira correta, e que é diferente do
auxílio alimentação pago aos funcionários. “Essa é uma maneira que encontramos
de incentivar os nossos profissionais a manter uma conduta correta, baseada na
responsabilidade e nos ensinamentos passados pelos nossos instrutores”, disse
Ana Filomena, gerente de Recursos Humanos do Grupo Redentor, empresa visitada.
A
visita à recauchutadora de pneus da empresa foi um dos pontos
altos da visita. Uma das maiores fornecedoras de borracha do país elegeu a
Redentor como o melhor serviço de recauchutagem do Rio. Entre 500 e 600 pneus
são reformados por mês. Enquanto um pneu novo roda cerca de 90 mil quilômetros,
um recauchutado tem capacidade para rodar 70 mil quilômetros, segundo o
administrador do Grupo Redentor, Ricardo Antunes, que acompanhou os
participantes. “Todos os pneus recauchutados são usados somente na parte
traseira do ônibus. Temos aqui um sistema de monitoramento que acompanha toda a
vida útil do pneu. Sabemos quantos quilômetros cada um já rodou, qual o nível
de desgaste e quando ele será inutilizado. O controle aqui é muito rígido
porque envolve a segurança dos passageiros e dos funcionários. Se percebemos
qualquer avaria no pneu, preferimos descartá-lo e colocar um novo”, concluiu.

Os
convidados também visitaram a oficina, a área de lanternagem e pintura, estofaria,monitoramento de GPS, treinamento, sinalização, identidade visual e
o programa de gestão ambiental. O Grupo Redentor reaproveita 90% da
água usada na empresa, o que resultou em uma grande economia. Os 300.000 litros
que eram usados diariamente, agora são gastos em um mês, de acordo com
Francisco Silva Guarda, responsável pelo setor.  Os números deixaram os
visitantes impressionados. “Eu não tinha a menor noção de quanta coisa era
feita aqui. É surpreendente. Esse tipo de dado tem que ser mais divulgado para
as pessoas entenderem o desafio que é transportar milhões de usuários. Eu vi
aqui um trabalho muito grande de prevenção. Eles preferem investir nisso para
evitar acidentes, que certamente vão ter um custo muito maior”, afirmou a
recepcionista Débora Mendes.

Seja no Rio de Janeiro ou na Paraíba, o trabalho nas empresas de ônibus é bem complexo e muitos julgam certas empresas sem saber o que acontece dentro delas.

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