Eu disse que seria um desastre

Fonte:  Blog
Josivandro Avelar

Matéria / Texto : Josivandro Avelar
Foto: Thiago Martins de Souza

Só não foi um
desastre completo porque a empresa Marcos da Silva cumpriu com a obrigação que
lhe fora confiada. Tanto que as pessoas ouvidas pelo Blog Josivandro Avelar
disseram só ter visto 507 nas ruas. Volta e meia dava para se ver um carro de
outra linha passando na Epitácio.

A Semob fez um
esquema que em nada ajudou quem saiu de sua casa para comemorar a
virada do ano no Busto de Tamandaré. Escalou errado determinadas linhas. E nem
preciso dizer que o reforço escalado para o corredor 2 de Fevereiro foi IN-SU-FI-CI-EN-TE.
Foi escalado
como reforço a linha 204, o qual era desnecessário já que a linha atende
somente o bairro do Cristo, enquanto o 5204 atende a área próxima do evento e
não teve reforço algum. O 203 só ia ser usado por meia dúzia, já que em
Mangabeira as linhas do Shopping foram escaladas. E quem teve a ideia de
escalar o 2501 deveria pensar como é que os moradores da São Judas Tadeu iriam
voltar para casa depois do evento, já que a linha 5201 também não teve reforço
algum. As três linhas direcionariam TODOS os passageiros do Cristo/Rangel para
o Terminal de Integração, sobrecarregando as linhas que iriam diretamente para
lá (507 e 510) recebendo uma demanda que, por conta da existência de uma linha
que foi ignorada pelo órgão de mobilidade (5204), poderia nem estar nos ônibus
dessas linhas. Ou seja, ao passageiro do Cristo/Rangel a Semob literalmente deu
um grande estímulo. A usar o transporte individual.
Um dos
moderadores do Portal Ônibus Paraibanos estava lá e pôde constatar tal desastre
do reforço de mobilidade. Transcrevemos o seu relato e adaptamos para que você
possa entender melhor todo o esquema de mobilidade que foi feito para o evento
da praia. Veja
na matéria:http://www.onibusparaibanos.com/2014/01/sera-que-o-esquema-de-transporte.html#more
Não faz tempo
que avisamos que se a Semob mantivesse esse esquema ultrapassado de transporte,
a mobilidade dos eventos do Busto de Tamandaré seria um desastre. A Marcos da
Silva literalmente carregou a demanda toda do evento nas costas. A lógica de
operação da Marcos da Silva foi racional: mais carros, mais oferta, mais
divisa.
Já quanto a
Unitrans, é exatamente o contrário, tirando a parte do “mais divisa”. Não
colocaram muito ônibus, e não preciso nem comentar a respeito do Rangel.
Esperamos que
nos próximos eventos do Busto de Tamandaré possamos ouvir relatos completamente
diferentes dos leitores. Mas pela vontade de quem gere a mobilidade urbana da
cidade, já vi que será a mesma coisa.

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