Moradores reclamam dos ônibus urbanos de Bayeux e Santa Rita

Fonte: Jornal Correio

Foto: Lucas Lima
Apesar da mudança nas
empresas de ônibus que atendem as cidades de Bayeux e Santa Rita, moradores dos
municípios continuam insatisfeitos. De acordo com os passageiros, problemas
como atrasos, precariedade dos assentos e falta de segurança persistem. O
Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e o Sindicato das Empresas de
Transportes Intermunicipais de Passageiros da Paraíba (Setrans/PB) afirmam que
todas as empresas estão adequadas às exigências.

Ozeane Onório é cozinheira e
mora no município de Santa Rita. Todos os dias ela depende de ônibus para ir e
voltar do trabalho e, a cada dia, ela só percebe o aumento da precariedade dos
transportes coletivos. “Onde eu moro só passa um ônibus. Se eu perder o ônibus
do meio-dia, só pego outro de seis horas. A gente só pega porque é o jeito, mas
a gente vem levando sol e chuva porque não tem vidro na janela, na parte de
trás não tem assento, não tem saída de segurança e, em alguns trechos, a gente
vê a hora o ônibus virar”, declarou.
A cozinheira não é a única a
reclamar da situação dos ônibus dentro do município de Santa Rita. De acordo
com Eva Barbosa, auxiliar de serviços gerais, os transportes não oferecem
conforto nem segurança. “Eles pelo menos não estão atrasando tanto mais, mas
continuam sujos, não são bem conservados, são velhos e não oferecem segurança”,
afirmou.
Para os usuários dos
transportes coletivos de Bayeux, a situação não é diferente. Apesar de alguns
ônibus parecerem novos, de acordo com a doméstica Maria da Penha dos Santos,
basta entrar para perceber que são só aparências.
“Não houve melhora, pelo
contrário. Eu moro no Mário Andreazza e para lá os ônibus têm até barata
dentro. Por fora estão pintados, mas dentro tem até cadeira quebrada. Fora a
demora e o desrespeito, que às vezes a pessoa pede parada e eles não param”,
reclamou.
Josélia da Silva Brito é
ajudante de produção e todos os dias pega dois ônibus para se deslocar da sua
casa até o trabalho, no município de Bayeux. Enquanto a reportagem se dirigia
para falar com ela, um ônibus passou, mas não parou. Segundo Josélia, esse não
é o único problema enfrentado por quem depende do transporte público para
trabalhar.
“Eu não tenho observado
nenhuma melhora nos ônibus. Os que eu pego continuam ruins. A situação não
melhorou, principalmente com relação ao horário. Tem dia que eu saio do
trabalho às 4 horas da tarde e só chego umas 7 em casa”, relatou.

De acordo com a diretora de
transportes do DER, Nilza Magalhães, após as exigências direcionadas às
empresas de ônibus que circulavam entre os municípios de Bayeux e Santa Rita,
todas melhoraram e, hoje, estão circulando dentro dos padrões para garantir à
população segurança, conforto e qualidade no transporte público.

“Nossas exigências eram com
relação à idade dos ônibus. Eles estavam muito velhos, mas parte da frota foi
mudada e alguns ônibus, que ainda estavam em condições, continuaram circulando.
Nosso prazo foi cumprido quase que na sua totalidade e todas as empresas estão
circulando dentro das condições exigidas”, afirmou.
Para se adequar, as empresas
tiveram que adquirir novos ônibus para substituir os que não passaram na
vistoria. Assim sendo, não houve um aumento na frota nem mudança de trajeto de
nenhuma linha, segundo a diretora. “A mudança foi apenas nas condições de
circulação dos ônibus. Temos o mesmo número de ônibus, mas, agora, atendendo
com mais qualidade.
Lembrando que outra
exigência era que as empresas que chegassem absorvessem o quadro de
funcionários, então as mudanças não implicaram em nenhum desemprego também”,
acrescentou.
O presidente do Sindicato
das Empresas de Transportes Intermunicipais de Passageiros da Paraíba
(Setrans/PB), José Augusto Morosini, explicou que, hoje, quatro empresas são
responsáveis pelo transporte de passageiros dos municípios de Bayeux e Santa
Rita. “Algumas empresas, após as determinações do DER, se fundiram. Então hoje
temos a empresa Santa Rita, que atende o município do mesmo nome, e a
Transnorte, a Wilson e a Das Graças atendendo ao município de Bayeux”, disse.
De acordo com Morosini, a
população pode perceber uma evidente melhora dos transportes coletivos, mas,
segundo ele, essa é uma área polêmica, que nunca irá agradar a todos.
“Todas as empresas estão
adequadas às exigências, então é evidente que melhorou, mas essa é uma área
sempre sujeita a críticas. O que podemos garantir é que todos os ônibus que
estão circulando estão adequados”, garantiu.
A diretora de transportes do
DER, com relação às reclamações que ainda estão sendo feitas pela população,
orientou a todos que, em caso de alguma reclamação, o órgão pode ser contatado
através de sua ouvidoria, pelo número 3216-2800.
MOTORISTAS QUEREM
FAIXA  EXCLUSIVA
Motoristas de transportes
coletivos pedem implantação de faixas exclusivas para ônibus na capital. De
acordo com o presidente do Sindicato dos Motoristas da Paraíba, Antônio de
Pádua, o sindicato encaminhou ontem um ofício à Secretaria de Mobilidade Urbana
(Semob) solicitando uma reunião com o órgão e o Setrans/PB. Caso não haja
resolução, categoria afirma que fará paralisação de advertência.
Segundo Antônio de Pádua, a
categoria dos motoristas está inquieta porque, hoje, 90% dos operadores de
transportes da capital não conseguem cumprir sua jornada de trabalho, que
deveria ser de 7h20, com direito a uma hora de repouso. “Isso é devido aos
atrasos nas corridas, por causa do trânsito. Temos motoristas trabalhando até
10h sem parar nem para um lanche”, declarou.
A sugestão do sindicato é
com vistas à implantação de uma faixa exclusiva para ônibus. “Nós já provamos
em todo o Brasil, inclusive em Campina Grande, que a faixa exclusiva economiza
tempo nas corridas e minimiza consideravelmente o problema da mobilidade
urbana. Essa é a única saída para diminuir o engarrafamento”, afirmou.
De acordo com Pádua, essa
implantação aconteceria em locais nos quais houver mais de duas faixas de
trânsito. Delas, uma seria exclusiva para ônibus e táxis. “Nós queremos que o
trabalhador consiga fazer sua jornada e, caso a gente não consiga uma
resolução, vamos fazer uma paralisação de advertência. A categoria está
inquieta”, acrescentou.
O presidente do Sindicato
dos Motoristas pontuou, ainda, que o projeto possui um baixo custo e que essa
faixa poderia também ser utilizada por viaturas e ambulâncias.

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