AETC pede ajuda a Semob e a PMJP para evitar greve de operadores de ônibus em João Pessoa

Fonte:
Portal Correio

Foto: Paulo Rafael Viana

A Associação de Empresas de Transportes Coletivos de João Pessoa divulgou nessa
quinta-feira (3) uma nota oficial se posicionando sobre o anúncio de greve
declarado pelo Sindicato dos Motoristas para esta segunda-feira (7).
Conforme o comunicado, os salários dos operadores de transportes coletivos da
Capital estão acima da inflação no País e é solicitado também apoio à
Prefeitura Municipal nas negociações.

De
acordo com a nota da AETC, em julho de 2012, enquanto a inflação anual
registrava o índice de 4,92%, o aumento salarial acordado foi de 10%. Em julho
de 2013, diante de uma inflação anual de 6,7%, os trabalhadores do transporte
coletivo urbano de João Pessoa tiveram aumento salarial de 9%.
A
Associação informou que até junho de 2012, o salário dos motoristas de ônibus
da Capital era de R$ 1.264 (fora os 22% do tíquete alimentação) e, conforme o
comunicado, subiu para R$ 1.515, (também sem incluir os 22% do tíquete
alimentação).
A
AETC explicou ainda que em 2012 houve um reajuste em 4,76% na tarifa, saindo de
R$ 2,10 para R$ 2,20, enquanto, logo em seguida, as empresas enfrentaram o
aumento salarial de seus funcionários no percentual de 9%. Outro aumento foi verificado
no ano seguinte, quando a tarifa passou para R$ 2,30, havendo uma variação de
4,54%. Mas, em 1º de julho de 2013, no auge das
manifestações no Brasil, houve a desoneração do PIS/COFINS
em 3,65%, derrubando a tarifa para R$ 2,20, mesmo com o aumento de 10,4% no
valor do óleo diesel.

Sobre a exigência de um R$ tíquete de alimentação estabelecido em R$ 500, a
AETC explica que isso corresponde a um aumento de 184% sobre o valor atual que
é de R$ 176, insinuando que é uma situação inviável para qualquer tipo de
negociação.

Finalizando, o documento enviado explicou que a AETC precisa de um prazo maior
que a data-base de 1º de julho para ampla negociação, esperando a participação
da Prefeitura Municipal de João Pessoa ou do órgão gestor do sistema, que é a
Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), para buscar uma
solução ao impasse, de forma que não haja greve nesta segunda-feira (7).

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