Jaé ultrapassa 1 bilhão de embarques e consolida bilhetagem digital no transporte público do Rio

Sistema completa um ano de operação exclusiva com 5 milhões de usuários cadastrados, amplia pagamentos por PIX e QR Code e fortalece controle público sobre dados, receitas e planejamento da mobilidade ...
Jaé

O Jaé alcançou a marca de 1 bilhão de embarques registrados no transporte municipal do Rio de Janeiro, um dos números mais expressivos desde a implantação do novo sistema de bilhetagem da cidade. O resultado ocorre no momento em que a plataforma completa seu primeiro ano de operação exclusiva e evidencia a dimensão alcançada pela digitalização do pagamento de tarifas na capital fluminense.

Além do volume bilionário de utilizações, o sistema já reúne 5 milhões de usuários cadastrados e vem ampliando as formas pelas quais os passageiros podem acessar o transporte público. Entre as mudanças estão o pagamento por PIX, o uso do aplicativo e a validação de viagens por QR Code, ao mesmo tempo em que a Prefeitura passou a concentrar informações sobre arrecadação e movimentação dos passageiros.

A transformação vai além da substituição de um cartão de transporte. A estrutura tecnológica do Jaé fornece ao município dados sobre demanda, horários, deslocamentos e desempenho da rede, criando novas ferramentas para fiscalização e planejamento de ônibus, BRT, VLT, vans e demais serviços municipais.

Marca de 1 bilhão de embarques evidencia dimensão do Jaé

Chegar a 1 bilhão de embarques em aproximadamente um ano de utilização exclusiva coloca em perspectiva o tamanho da operação administrada diariamente pelo sistema.

Para a Prefeitura do Rio, a bilhetagem pública representa também uma mudança na relação do poder concedente com as informações geradas pelo transporte coletivo.

O prefeito Eduardo Cavaliere destaca que o acesso direto aos dados permite ampliar a fiscalização e a transparência da operação.

“Chegar à marca de 1 bilhão de embarques utilizando o Jaé mostra a dimensão da transformação que estamos promovendo na mobilidade do Rio. A bilhetagem digital pública acabou com uma caixa-preta do sistema de transportes e, hoje, permite que a Prefeitura tenha acesso aos dados, fiscalize o cumprimento das regras e tenha muito mais controle e transparência sobre a operação dos ônibus. É tecnologia a serviço da população e da administração pública, para melhorar cada vez mais a qualidade do transporte e a rotina dos cariocas”, afirmou.

Jaé chega a 5 milhões de usuários cadastrados

Outro indicador da expansão é o número de passageiros vinculados à plataforma. Atualmente, são 5 milhões de usuários cadastrados.

Uma parcela significativa já utiliza o próprio smartphone como meio de pagamento. Cerca de 30% dos usuários pagam as viagens pelo aplicativo Jaé utilizando QR Code.

A tecnologia está presente em diferentes modais e serviços municipais, incluindo ônibus, terminais do BRT, VLT, vans e os chamados “cabritinhos”.

O uso do celular amplia as possibilidades de acesso ao transporte e reduz a dependência do cartão físico para parte dos passageiros.

Pagamento por PIX já foi utilizado cerca de 2 milhões de vezes

A diversificação das formas de pagamento também inclui o PIX. Segundo os dados divulgados, a modalidade já acumula aproximadamente 2 milhões de utilizações nos transportes municipais.

A solução oferece uma alternativa aos usuários que precisam realizar o pagamento e não dispõem naquele momento de saldo ou de outra forma de acesso disponível.

A ampliação dos meios digitais acompanha uma tendência de transformação dos sistemas de bilhetagem, que passam gradualmente de estruturas baseadas exclusivamente em cartões físicos para plataformas capazes de integrar diferentes meios de pagamento e serviços.

Dados passam a ter papel estratégico no planejamento do transporte

Um dos principais efeitos da implantação do Jaé no Rio de Janeiro está na quantidade de informações produzidas diariamente pela movimentação dos passageiros.

O sistema fornece dados detalhados sobre padrões de embarque, horários de maior procura, deslocamentos realizados e desempenho das linhas.

Essas informações podem ser utilizadas para identificar alterações na demanda e auxiliar no dimensionamento da oferta.

Em vez de depender exclusivamente de levantamentos periódicos, a administração municipal passa a dispor de uma base de informações produzida continuamente pela utilização da rede.

A proposta é utilizar esse volume de dados para orientar decisões sobre oferta de viagens, fiscalização e planejamento de melhorias no transporte público.

Centralização da arrecadação amplia controle sobre receitas

A mudança também alcançou a gestão financeira do sistema.

Com o Jaé, a arrecadação tarifária do transporte municipal passou a ser centralizada pelo poder público, ampliando a capacidade da Prefeitura de acompanhar as receitas provenientes do pagamento das passagens.

A administração municipal sustenta que o modelo aumenta a transparência sobre os recursos movimentados pelo transporte coletivo e oferece melhores condições para confrontar dados de arrecadação, quantidade de passageiros transportados e serviços efetivamente realizados.

Essa estrutura transforma a bilhetagem em uma ferramenta não apenas de pagamento, mas também de gestão, fiscalização e planejamento da mobilidade urbana.

Tecnologia do Jaé chega ao estacionamento rotativo

A plataforma tecnológica desenvolvida para o sistema começou ainda a ser aplicada em outras áreas da mobilidade carioca.

Um dos exemplos é o Rio Rotativo Digital, criado para substituir os antigos talões físicos utilizados no estacionamento regulamentado em vias públicas.

A solução permite realizar o pagamento pelo aplicativo e incorpora ferramentas de fiscalização eletrônica para o gerenciamento das vagas.

O Rio Rotativo Digital já está presente no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas e na orla da Zona Sul.

Além de eliminar gradativamente os antigos talões de papel, o modelo busca aumentar o controle sobre a utilização das vagas e combater cobranças irregulares nas áreas onde está implantado.

Rock in Rio 2026 também utiliza plataforma Jaé

A tecnologia ganhou outra aplicação na organização dos grandes eventos realizados na capital fluminense.

Durante o Rock in Rio 2026, a comercialização dos bilhetes dos serviços especiais do BRT é realizada exclusivamente pelo Jaé.

A concentração das vendas na plataforma permite antecipar informações sobre a demanda e organizar de maneira mais previsível a operação especial de transporte destinada ao festival.

Em eventos capazes de movimentar dezenas de milhares de pessoas simultaneamente, dados antecipados sobre a quantidade de passageiros representam uma ferramenta importante para dimensionar veículos, equipes e infraestrutura.

Jaé recebeu reconhecimento internacional em 2026

A experiência desenvolvida no Rio também conquistou reconhecimento fora do Brasil.

O projeto venceu o Transport Ticketing Awards 2026, premiação internacional dedicada às iniciativas de bilhetagem e tecnologia aplicadas à mobilidade.

A conquista colocou o sistema carioca em evidência no mercado internacional e reconheceu a implantação de uma plataforma pública de bilhetagem associada à digitalização da experiência do passageiro e à gestão dos dados do transporte.

Bilhete Único Carioca permite até três viagens por R$ 5

O Jaé concentra ainda benefícios tarifários importantes para os usuários do transporte municipal.

Entre eles está o Bilhete Único Carioca (BUC), que permite realizar até três viagens dentro de três horas, sendo uma delas no BRT, pelo valor total de R$ 5,00.

A integração busca reduzir o impacto financeiro sobre passageiros que precisam utilizar mais de um veículo para completar o deslocamento dentro da cidade.

O benefício está vinculado ao sistema Jaé e pode ser utilizado conforme as regras estabelecidas para a integração municipal.

Bilhete Único Margaridas beneficia deslocamentos da Baixada para o Rio

Outra modalidade é o Bilhete Único Margaridas (BUM), desenvolvido para passageiros que partem da Baixada Fluminense em direção ao Rio de Janeiro utilizando o Terminal BRT Metropolitano.

Nesse modelo, o passageiro paga R$ 5,00 pela integração no sistema municipal e pode realizar até quatro viagens, sendo duas no deslocamento de ida e duas no retorno.

As integrações podem envolver BRT, VLT e ônibus municipais dentro de um período máximo de 20 horas, conforme as condições do benefício.

A proposta é facilitar o deslocamento de passageiros que diariamente cruzam os limites municipais e dependem de diferentes serviços para completar suas viagens.

Bilhetagem passa de meio de pagamento a ferramenta de gestão

Ao atingir 1 bilhão de embarques, o Jaé alcança uma escala que permite avaliar sua implantação para além da simples substituição do sistema anterior de pagamento.

Com milhões de usuários cadastrados e uma parcela crescente utilizando QR Code e PIX, a plataforma passa a concentrar uma quantidade significativa de informações sobre como a população se desloca pela cidade.

Esses dados podem se tornar particularmente relevantes para decisões envolvendo distribuição da frota, ajustes de horários, reorganização de linhas e identificação dos corredores com maior demanda.

Depois de completar seu primeiro ano de operação exclusiva, o desafio passa a ser transformar a enorme quantidade de informações produzidas diariamente em melhorias perceptíveis na regularidade, eficiência e qualidade do transporte público do Rio de Janeiro.

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