Unida Mansur: a extraordinária história de João Miguel Mansur, pioneiro que revolucionou o transporte rodoviário em Minas Gerais

Dos primeiros quilômetros percorridos em um Chevrolet Ramona nos anos 1930 à criação da Empresa Unida Mansur & Filhos, conheça a trajetória de um dos maiores empreendedores da história do transporte ...
Image

A história da Empresa Unida Mansur & Filhos é uma das mais fascinantes já registradas no transporte rodoviário brasileiro. Muito antes de se transformar em uma das mais tradicionais empresas de ônibus de Minas Gerais, a Unida nasceu do trabalho incansável de um jovem empreendedor que, ainda adolescente, enxergou nos ônibus uma oportunidade de conectar cidades, encurtar distâncias e construir um futuro melhor para sua família.

Seu nome era João Miguel Mansur.

Ao contrário de muitos empresários de sua geração, João Mansur não deixou apenas uma empresa como legado. Deixou também um verdadeiro acervo histórico capaz de contar sua trajetória em detalhes. Homem extremamente organizado, cultivava um respeito quase sagrado pelos documentos. Guardava contratos, recibos, notas fiscais, promissórias, autorizações governamentais, certificados escolares e qualquer outro papel que tivesse importância em sua vida.

Graças a esse hábito, seus descendentes puderam reconstruir décadas depois a história de um dos maiores pioneiros do transporte rodoviário mineiro.

Entre os documentos preservados está um atestado de mérito escolar emitido em 29 de abril de 1932 pelo Grupo Escolar Barão do Retiro, localizado na pequena cidade de Chácara, próxima a Juiz de Fora. O documento, assinado pela professora Nair Alves Ribeiro e com firma reconhecida, sobreviveu ao tempo e simboliza o cuidado que João Mansur tinha em registrar sua caminhada.

Outro registro precioso é a carteira de contribuinte do antigo Centro dos Chauffers de Juiz de Fora, entidade criada numa época em que ainda não existiam órgãos de trânsito estruturados para habilitar motoristas. Emitido em 1938, o documento ajuda a compreender o ambiente em que o futuro empresário começou sua carreira.

Mas os papéis guardados por João Mansur revelam muito mais do que datas e assinaturas. Eles contam a história de um homem que começou praticamente do nada e ajudou a construir uma das empresas mais importantes da história do transporte rodoviário de Minas Gerais.

O menino que aprendeu a negociar antes de dirigir um ônibus

Muito antes de comprar seu primeiro veículo, João Mansur já demonstrava uma vocação natural para os negócios.

Ainda criança, negociava praticamente tudo o que podia. Comprava e revendia pães, ovos, galinhas e até novilhas. Enquanto muitos meninos da mesma idade brincavam nas ruas, ele observava as oportunidades de comércio ao seu redor.

Ao mesmo tempo, desenvolvia interesse pela mecânica. Aos dez anos de idade já aprendia a consertar automóveis e começava a dar seus primeiros passos na condução de caminhões.

A combinação entre habilidade comercial e conhecimento mecânico seria fundamental para sua trajetória futura.

Em pouco tempo conseguiu acumular algum dinheiro. Foi então que surgiu a oportunidade que mudaria sua vida.

Um ônibus aberto e o nascimento de um sonho

Em 1934, quando tinha apenas 15 anos de idade, João Miguel Mansur decidiu investir suas economias na compra de um ônibus.

O veículo estava longe de representar conforto ou modernidade. Tratava-se de um Chevrolet de quatro cilindros, aberto, semelhante aos bondes da época. Possuía estribos laterais, bancos corridos e entradas individuais para cada fileira de assentos.

Unida

Mesmo simples, aquele ônibus permitiu a criação da linha intermunicipal ligando Chácara a Juiz de Fora, considerada o embrião do que décadas depois se transformaria na Empresa Unida.

O serviço foi bem recebido pelos passageiros e rapidamente passou a gerar resultados positivos.

Animado pelo sucesso, João adquiriu um segundo veículo, um Chevrolet Ramona, ônibus que se tornaria uma verdadeira lenda na região da Zona da Mata Mineira.

O Chevrolet Ramona que marcou uma geração

Entre todos os veículos utilizados por João Mansur nos primeiros anos, nenhum alcançou a fama do velho Chevrolet Ramona de 1929.

Décadas depois, em depoimentos recolhidos pelo próprio empresário, diversas pessoas ainda recordavam aquele ônibus percorrendo as estradas de terra da região.

O comerciante Nestor Vasconcellos, proprietário da tradicional Vasconcellos Auto-Peças, lembrava perfeitamente do jovem motorista chegando a Juiz de Fora conduzindo o veículo equipado com freios mecânicos e capacidade para apenas 18 passageiros.

O ônibus exigia atenção constante.

As estradas eram precárias, as peças difíceis de encontrar e a manutenção consumia tempo e recursos. João Mansur sabia disso melhor do que ninguém.

Após cada viagem, realizava inspeções detalhadas nos componentes mecânicos. Frequentemente deitava-se sob o veículo para verificar pessoalmente o estado da suspensão, dos freios e da transmissão.

Também tinha o hábito de transportar pelo menos um litro de óleo extra, prevendo o elevado consumo dos motores antigos.

Segundo relatos da época, quase todas as manhãs ele comprava fiado um litro de óleo na loja de Nestor Vasconcellos. Ao retornar da viagem, fazia questão de quitar a dívida imediatamente.

Essa postura seria uma de suas principais marcas durante toda a vida empresarial.

Dirigir, cobrar, consertar e administrar

Os primeiros anos foram extremamente difíceis.

João Mansur não tinha funcionários. Era motorista, cobrador, mecânico, lavador de ônibus e administrador ao mesmo tempo.

Ele próprio realizava a limpeza do veículo, fazia a lubrificação, cuidava dos reparos emergenciais e controlava as finanças do negócio.

Em alguns momentos chegava até mesmo a pintar partes descascadas da carroceria utilizando equipamentos improvisados.

O guarda-livros Octacílio da Silva Ramalho, que acompanhou aquela fase, recordava que o Chevrolet Ramona sequer possuía amortecedores e que seus pneus precisavam ser calibrados manualmente.

Mesmo diante de tantas limitações, João Mansur conseguia manter a operação funcionando.

O concorrente que comprou o ônibus errado

Uma das histórias mais curiosas dos primeiros anos da empresa envolve a chegada de um concorrente interessado em explorar o mesmo mercado.

O empresário pretendia adquirir um ônibus mais moderno para disputar passageiros com João Mansur.

Ao perceber a situação, João tomou uma atitude surpreendente: vendeu ao concorrente o próprio ônibus que utilizava.

Com o dinheiro da venda, comprou um veículo mais novo para si.

Pouco tempo depois, o novo concorrente anunciou que faria a mesma linha.

João então propôs uma solução amigável: cada um operaria em dias alternados.

O acordo foi aceito.

O que intrigava o concorrente era que, independentemente do dia, o ônibus de João Mansur continuava viajando lotado, enquanto o dele transportava poucos passageiros.

A diferença não estava no veículo, mas na relação de confiança construída com os usuários.

Aos 17 anos, a primeira grande derrota

Nem todos os empreendimentos foram bem-sucedidos.

Ao identificar uma oportunidade na ligação entre Carandaí e Barbacena, João decidiu investir na nova linha.

Aparentemente o negócio parecia promissor. Havia passageiros e a estrada apresentava boas condições.

O problema estava na concorrência.

A ferrovia atendia o mesmo percurso cobrando uma tarifa cerca de 50% menor.

O resultado foi desastroso.

Os ônibus circulavam praticamente vazios e as perdas financeiras culminaram na penhora de um Ford 1929.

João Mansur tinha apenas 17 anos quando perdeu um dos seus veículos.

O mês em que viveu dentro de um ônibus

Outra experiência marcante ocorreu quando decidiu operar a ligação entre Nova Friburgo e Além Paraíba.

Logo na primeira viagem, o ônibus apresentou uma quebra mecânica grave.

Sem recursos para o conserto, precisou rebocar o veículo para Juiz de Fora.

A situação financeira era tão difícil que João acabou morando dentro do próprio ônibus durante aproximadamente um mês até reunir dinheiro suficiente para reparar o veículo.

O episódio poderia ter encerrado sua carreira.

Mas aconteceu exatamente o contrário.

Serviu para fortalecer ainda mais sua determinação.

A estratégia que derrotou o trem

Depois dessa experiência, João retornou à operação da linha Rio Novo–Juiz de Fora.

Mais uma vez teria que enfrentar a concorrência dos trens.

Dessa vez, porém, decidiu agir de maneira diferente.

Posicionou seu ônibus na Praça da Estação, local por onde passavam os passageiros que pretendiam embarcar no trem. Programou a saída do veículo quinze minutos antes da partida ferroviária e estabeleceu uma tarifa trinta centavos mais barata.

Além disso, distribuiu pessoalmente panfletos em bares, barbearias, sapatarias e estabelecimentos comerciais da cidade.

A estratégia foi um sucesso.

Já no primeiro dia de operação o ônibus saiu completamente lotado.

Era o ano de 1936 e João Mansur demonstrava uma visão comercial muito avançada para sua época.

O crescimento da futura Unida

Em 1939, a linha foi prolongada até São João Nepomuceno, ampliando significativamente o mercado atendido.

O crescimento da demanda gerou aumento nas receitas e permitiu a compra de novos veículos.

Os investimentos foram tão bem-sucedidos que muitos ônibus passaram a ser adquiridos à vista.

Em apenas três anos a frota alcançou cinco veículos.

Embora tenha enfrentado dificuldades financeiras posteriormente, João conseguiu reorganizar rapidamente as contas graças à credibilidade que havia conquistado junto a fornecedores e instituições financeiras.

Em aproximadamente um ano todas as dívidas haviam sido quitadas.

A guerra, o combustível e a sobrevivência

O início da Segunda Guerra Mundial trouxe novos desafios.

A partir de 1942, o racionamento de combustíveis passou a afetar diretamente o transporte rodoviário em todo o país.

Muitas empresas tiveram suas atividades comprometidas.

João Mansur, entretanto, conseguiu garantir as cotas necessárias para manter os ônibus em circulação.

Essa capacidade de adaptação permitiu não apenas a sobrevivência da operação, mas também sua expansão no período pós-guerra.

As modernas carrocerias da CIRB

Entre os documentos preservados por João Mansur está uma proposta comercial emitida pela encarroçadora CIRB em março de 1948.

O documento descreve detalhadamente três carrocerias que seriam produzidas para a empresa.

Os veículos ofereceriam capacidade para 16 passageiros sentados, bagageiro externo acessado por escada, compartimento traseiro para bagagens, vidros de segurança, iluminação interna difusa, setas direcionais e sistema de sinalização para parada.

O piso seria revestido com linóleo vermelho.

Cada unidade custaria 80 mil cruzeiros e o prazo de entrega variava entre 120 e 150 dias.

… fabricaremos treis carrosserias tipo Vasco, para transporte coletivo e com acomodações para transportar 16 passageiros confortavelmente assentados. (…) na fabricação serão sòmente empregados materiais de 1ª qualidade, o této será equipado com bagageira externa tendo acesso por meio de escada, o compartimento trazeiro será para bagagens pequenas e terá acesso exteriormente por traz. Os vidros serão de segurança e funcionarão por meio de aparelhos estabilizadores. O piso será recoberto com linóleo vermelho, a instalação elétrica interna será de iluminação difusa, será instalado um par de setas de direção e uma cigarra para sinal de parada.

Para os padrões da época, tratava-se de um investimento significativo.

O nascimento oficial da Empresa Unida

O crescimento constante culminou em um marco histórico.

Em 1949, após a incorporação da linha Juiz de Fora–Santos Dumont, foi oficialmente criada a Empresa Unida Mansur & Filhos Ltda.

A sociedade reunia João Miguel Mansur, seu pai Miguel José Mansur e seu irmão José Miguel Mansur Filho.

A partir daquele momento, a empresa iniciou uma nova fase de expansão que a transformaria em uma das maiores operadoras rodoviárias de Minas Gerais.

Quando a Unida ajudou a abrir estradas

A expansão da empresa não dependia apenas da compra de ônibus.

Em diversas ocasiões foi necessário melhorar as próprias estradas.

Captura de tela 2026 06 07 130550
Amigos, parentes… e
até passageiros: o jovem
João Mansur gostava de
dividir com todo mundo
o seu orgulho de pequeno
empreendedor

Ao solicitar autorização para operar a ligação entre Juiz de Fora e Valença, a empresa recebeu a informação de que a via não possuía condições adequadas para o tráfego.

João respondeu sem hesitar:

“Não tem problema. Eu abro a estrada.”

E cumpriu a promessa.

Situação semelhante ocorreu na linha entre Viçosa e Muriaé, onde a estrada era tão estreita que apenas micro-ônibus conseguiam circular.

Unida

Em parceria com o DER-MG, a Empresa Unida participou do alargamento da via, removendo toneladas de pedras para permitir a operação de veículos maiores.

Integrando Minas Gerais

Ao longo das décadas seguintes, a Unida ampliou sua presença regional e passou a conectar dezenas de municípios da Zona da Mata Mineira a Belo Horizonte e ao Rio de Janeiro.

Entre as cidades atendidas estavam Ubá, Cataguases, Leopoldina, Visconde do Rio Branco, Viçosa, Ponte Nova, Ipatinga, Santos Dumont, Barbacena e São João del-Rei.

Unida

A empresa tornou-se uma peça fundamental para o desenvolvimento econômico e social de diversas regiões mineiras.

O legado da confiança

Já próximo dos 60 anos de atividade empresarial, João Miguel Mansur começou a procurar antigos amigos, comerciantes e moradores das cidades por onde passou.

Queria registrar por escrito as lembranças daqueles que haviam acompanhado seus primeiros anos de luta.

Não buscava homenagens.

Unida

Queria deixar para seus descendentes exemplos sobre aquilo que considerava mais valioso na vida: a confiança, a credibilidade e o respeito conquistado junto às pessoas.

Décadas depois, esses depoimentos continuam sendo uma das maiores riquezas da história da Unida.

Da tradição à excelência

Em 1980, João Miguel Mansur e seu irmão José promoveram uma reorganização societária para permitir a entrada dos filhos na administração da empresa.

Unida

A gestão permaneceu familiar e continuou investindo em modernização.

A busca pela excelência e a cultura da qualidade

A preocupação de João Miguel Mansur com organização, disciplina e credibilidade, que marcou os primeiros anos da empresa, acabou se refletindo também na gestão da Unida nas décadas seguintes.

Unida 703 Busscar El Buss 320

Em 1994, a empresa iniciou um amplo programa voltado à qualidade total, adotando inicialmente o sistema D-OLHO, desenvolvido pelo Sebrae. Posteriormente, a metodologia evoluiu para a implantação do tradicional sistema japonês 5S, referência mundial em organização, produtividade e melhoria contínua.

O processo foi reforçado pela implementação dos 14 módulos de qualidade também desenvolvidos pelo Sebrae, disseminados internamente por multiplicadores treinados para difundir a cultura de excelência em todos os setores da organização.

Unida 2401 Comil Campione 3.45

Os resultados começaram a aparecer rapidamente. Além de melhorias operacionais, aumento da produtividade e fortalecimento dos processos internos, a empresa passou a receber reconhecimento de importantes entidades ligadas ao transporte e à gestão empresarial.

Os prêmios que consolidaram a reputação da Unida

O primeiro grande reconhecimento veio em 1996, quando a Empresa Unida recebeu do DER-MG o prêmio Parceria para a Qualidade, na categoria Segurança, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido internamente na área de segurança viária.

Unida 2111 Marcopolo Paradiso GV 1150

Dois anos depois, em 1998, a empresa voltou a ser premiada pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais, desta vez na categoria Empresa Destaque, reforçando sua posição entre as principais operadoras rodoviárias do estado.

Na mesma época, a empresa intensificou os preparativos para a certificação ISO 9002, demonstrando o compromisso com padrões internacionais de gestão da qualidade.

Os avanços levaram a Unida a figurar entre as finalistas nacionais do tradicional Prêmio Harold Nielson de Qualidade em Transportes, concedido pelas revistas Transporte Moderno e Technibus em parceria com a Fundação Vanzolini. A empresa alcançou esse feito em duas edições consecutivas, nos anos de 1998 e 1999.

Unida 2415 Comil Campione 3.65

Ao longo dos anos seguintes, a trajetória de premiações continuou.

Em 2003 e 2004, a Unida conquistou a Medalha de Prata do Prêmio Juiz de Fora de Qualidade e Produtividade (PJFQP).

Nos anos de 2007 e 2008, foi vencedora da categoria Transporte de Passageiros do Prêmio SEST/SENAT de Qualidade (PSSQ).

Unida 615 Marcopolo Viaggio G6 1050

Já em 2009, a empresa conquistou o primeiro lugar na categoria Transporte de Passageiros do Prêmio Regional de Qualidade da Zona da Mata (PRQ-ZM).

Reconhecimento ao fundador

Os reconhecimentos não ficaram restritos à empresa.

A trajetória de João Miguel Mansur também passou a ser celebrada por entidades empresariais e do setor de transportes.

Em 2003, a ABRATI (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros) homenageou o empresário como um dos pioneiros do transporte rodoviário brasileiro.

No ano seguinte, recebeu a Comenda do Mérito Industrial, concedida pelo Centro Industrial de Juiz de Fora a empresários que contribuíram significativamente para o desenvolvimento econômico da região.

Unida 2501 Marcopolo Paradiso G6 1200

Em 2006, foi agraciado com a tradicional Medalha da Inconfidência, entregue pelo então governador de Minas Gerais, Aécio Neves, em reconhecimento à sua contribuição para o desenvolvimento do transporte no estado.

No ano de 2007, recebeu o título de Cidadão Juiz-Forano, uma das mais importantes homenagens concedidas pelo município que se tornou o principal centro de operações da empresa.

Motoristas premiados em Minas Gerais

A busca pela excelência também foi refletida no desempenho dos profissionais da empresa.

Diversos motoristas da Unida conquistaram posições de destaque no tradicional prêmio Motorista Padrão de Minas Gerais, promovido pelo Detran-MG.

Entre os premiados estão José Paulo Carpanez David, Lorisvaldo Barros de Souza, Marco Antônio Magalhães Carneiro, Sebastião Quirino, Walter de Souza Silva, Tomaz de Aquino Peixoto Souza, Paulo Francisco de Souza e José Ricardo Motagnassa.

Dois profissionais da empresa alcançaram ainda o reconhecimento máximo da premiação, recebendo também o título de Motorista Destaque de Minas Gerais.

Em 2004, a Unida alcançou um feito inédito ao receber um prêmio especial do Detran-MG por conquistar três primeiros lugares consecutivos em uma mesma organização, algo sem precedentes até então na história da premiação.

A expansão para a região da Mantiqueira

A trajetória de crescimento da empresa continuou na década seguinte.

Em 1º de janeiro de 2010, a Unida ampliou sua atuação na região da Mantiqueira com a incorporação da Barraca Turismo Ltda., tradicional empresa sediada em Barbacena.

A operação passou a atender municípios como Alto Rio Doce, Cipotânea, Rio Pomba, Santa Bárbara do Tugúrio, Guidoval, Dores do Turvo, Presidente Bernardes, Senador Firmino e Ubá, fortalecendo ainda mais a presença da empresa na Zona da Mata e no Campo das Vertentes.

A Unida nos dias atuais

Mais de nove décadas após a compra daquele primeiro Chevrolet utilizado por João Miguel Mansur para ligar Chácara a Juiz de Fora, a Empresa Unida permanece como uma das principais referências do transporte rodoviário mineiro.

Unida

Com sede em Juiz de Fora (MG), a empresa conta atualmente com cerca de 500 colaboradores ativos, transportando aproximadamente 245 mil passageiros por mês.

Seus veículos percorrem, em média, 740 mil quilômetros mensais, atendendo dezenas de cidades e desempenhando um papel fundamental na integração regional.

Novo PAC

A modernização da frota também se tornou uma prioridade permanente. Nos últimos anos, a empresa promoveu uma renovação superior a 60% de seus veículos, investindo em ônibus mais confortáveis, modernos e alinhados às mais recentes legislações ambientais.

Hoje, a frota é composta por aproximadamente 120 ônibus convencionais e executivos, com e sem sanitário, utilizados tanto nas linhas regulares quanto nos serviços de turismo e fretamento. A idade média dos veículos é de apenas 2,7 anos, índice que coloca a empresa entre as mais modernas operadoras regionais do país.

Marcopolo

Assim, a história iniciada por um adolescente que vendia ovos, consertava caminhões e sonhava em transportar passageiros continua sendo escrita diariamente pelas estradas de Minas Gerais, mantendo vivo o legado de trabalho, perseverança e visão empreendedora deixado por João Miguel Mansur, um dos grandes pioneiros do transporte rodoviário brasileiro.

Receba as notícias em seu celular, clique aqui para acessar o canal do ÔNIBUS & TRANSPORTE no WhatsApp.

Compartilhe
Avatar de Júlio Barboza