Cobrador, uma profissão em extinção em Campina Grande

Fonte: Portal Ônibus
Paraibanos

Matéria / Texto: Valério
Junior

Foto: Ruan Silva

Com a chegada do sistema
opcional em Campina Grande, consequentemente era o início da era “Sem
Cobrador”, amedrontando tantos pais de família que até então, além de emprego,
levavam isso como uma profissão.

Desde o início do processo
de mudança de Entrada de passageiros da porta traseira para a dianteira, tudo
isso parecia premeditado, eu diria até que calculado nos mínimos detalhes. Com
a implantação da bilhetagem eletrônica, algumas linhas além daqueles que já não
tinham cobradores (antigas Opcionais, que na época já tinha o serviço como
extinto) começaram a ter os integrantes de sua frota transformados em
“micrões”, deixando de ter o posto do cobrador, e dando ao motorista a
inadmissível responsabilidade da dupla função, acrescentando um mísero abono ao
salário, fazendo dele um pobre refém do querer da empresa.
As linhas 004, 955, 202,
222, 022(A), 220(B), 500, 055 e 550 foram as primeiras a ter a frota, em
primeiro momento, apenas parcialmente sem cobrador e que mais tarde teria todo
o resto transformado em “micrão”. Foi uma espécie de teste, com a paciência da
população e com o poder público (bundão), que não tomou uma atitude sequer
contra isso, afinal… falamos de Campina Grande, uma cidade onde os
empresários do transporte coletivo mandam e desmandam, deixando nossa cidade
como exemplo de como NÃO se ter um transporte público coletivo eficiente.
A Novidade da vez é que,
agora em 2013, já existem 3 empresas da cidade com a frota 100% sem cobrador, e
o resultado é o que todo mundo já esperava. Um caos nos horários, que já eram
ruins e agora estão bem piores, as linhas 092, 077, 101, 263(A,B), 333, 303,
404, 444 e 004 estão fazendo inferno na vida do campinense que não tem outro
meio de transporte, e como eu tinha dito antes, tudo isso premeditado pelos
empresários que agora estão nas nuvens, vendo a demanda aumentar e o lucro ir
para as alturas, e quando procurados por alguma emissora de TV (aquela do tipo
que tem sempre um calendário na mão pra dar a falsa sensação de cobrar os
direitos do cidadão), a balela já está na ponta língua e que nossos ouvidos já
cansaram de ouvir; “os alternativos fizeram a demanda cair drasticamente em 10
anos”, bem ao estilo conversa pra boi dormir.
Foram Centenas de cobradores
remanejados para outras funções e demitidos logo após isso, ficando os pais e
mães de família desempregados e as vezes sem outra opção de emprego. As
empresas luxando e o cidadão se lascando, esse é o lema, lema esse que pelo
visto continua sendo levado bem a sério e poderá abranger as outras 3 empresas
da cidade (óbvio que sim), que timidamente vão retirando um cobrador aqui,
outro acolá e quando todos perceberem o que aconteceu, quando a ficha cair,
será tarde demais.
Nesta segunda, 23, os Torinos
6 X 2  da Nacional, o 0057 e 0058, também vão “estrear” nas ruas
como “micrões”. Com isso a empresa passa a ser 100% sem cobrador, se juntando a Transnacional que foi a primeira empresa da cidade a extinguir a profissão.

5 comentários em “Cobrador, uma profissão em extinção em Campina Grande”

  1. Péssima noticia, isto é inadimiscivel onde estão as autoridades e orgãos responsáveis pra verificar essa situação, principalmente com a expresso nacional que é desrespeito puro com os passageiros, agora as linhas vão atrasar mais ainda, e sem falar na falta de investimento na frota relativamente cada vez mais antiga.

  2. O transporte publico de CG está falido ha tempos e ninguem vê isso.Desde quando foi colocado o serviço de moto-taxi,facil financiamento de vaiculos,inflaçao,clandestinos e falta de interesse do poder publico, ao longo do tempo,fez com que chegasse a esse ponto.
    Toda vida empurram com a barriga este serio problema e voces verao,a qyantidafe de moto taxis que aumentarao na cudade,que sao justamente estes cobradores demitidos e aumentara mais ainda esta bola de neve.

  3. Licitação, é isso que deve ser feito! Os itinerários das linhas em Campina são menores relacionados aos de João Pessoa, e acredito que mais de 80% dos onibus na capital tem cobrador com uma diferença de apenas 0,10 centavos no valor da passagem. Além disso, a frota pessoense é muito mais nova e moderna que a de C.Grande. O mais interessante nisso tudo, é que as 3 empresas que permanecem com cobradores, são as menores. O povo precisa cobrar melhorias com urgência, ir pra rua protestar. Vergonhosa essa situação, numa cidade como Campina que tem mais de 400.000 habitantes. Lamentável!

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