Mercado de manutenção é de grande potencial para a Stertil Koni

Fonte:
Transpo online
Matéria
/ Texto: Gustavo Queiroz
Fotos: Divulgação

Em
sua estratégia para ampliar sua presença no mercado nacional, a fabricante de
elevadores para veículos Stertil Koni está se estruturando para instalar uma
fábrica no Brasil num prazo de dois anos. Para isso, a empresa abrirá filiais
em Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS) ainda neste ano. Em 2015, os mercados da
Bahia e Pernambuco serão alvo para a companhia. Atualmente, a Steril possui
operações mais consistentes em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Os Estados de
Minas Gerais e Rio de Janeiro também já possuem representantes da Stertil.

“A
Stertil poderá investir em uma fábrica no Brasil em 2016. Para isso, todavia, a
empresa deverá superar a marca de 30 equipamentos comercializados anualmente”,
revelou Rogério Moro, gerente de Marketing da Stertil. “As demonstrações tem
sido o nosso maior canal de vendas. Ao deixar um kit (com quatro elevadores)
com o cliente, normalmente ele se encanta. Os próprios mecânicos fazem a
propagando e o frotista acaba ficando com o equipamento de demonstração,
mesmo”, completou.
Como
o investimento no elevador é significativamente mais alto do que construir uma
valeta para a manutenção de veículos, Moro argumenta que os ganhos de
produtividade compensam a diferença entre os valores. “Uma valeta custa em
média R$ 40.000. o nosso kit com quatro elevadores substitui os serviços de
duas a três valetas, dado o aumento da eficiência operacional. Com mais
agilidade na manutenção dos ônibus ou caminhões, os veículos permanecem menos
tempo parados e ficam mais nas ruas”, analisou. “Fazendo as contas na ponta do
lápis, o frotista verá que o ganho de produtividade compensa o investimento de R$
100.000,00 no kit (R$ 25 mil cada elevador)” concluiu.
Eficiência
ParaRenato Soares, chefe de Manutenção da Viação Tupi,
operadora de ônibus da capital paulista, os benefícios do uso do elevador são
evidentes. “Se ganha muito tempo com o elevador em relação à valeta. Se fosse
um problema no chicote, a troca levaria três de serviço na valeta. Agora, essa
mesma manutenção leva apenas pouco mais de um dia”.

Atualmente
a Viação Tupi trabalha com um kit de quatro elevadores, além das tradicionais
valetas. “Vamos comprar mais dois elevadores para atender aos novos articulados
que serão integrados à frota”, revelou Soares.
“Além
de maior facilidade nos serviços de manutenção, os elevadores proporcionam um
enorme ganho de produtividade. O funcionário fica exposto ao monitoramento da
equipe. Na valeta, esse profissional fica escondido e é mais fácil de
‘enrolar’, já que não dá para ver se o profissional está desempenhando o seu
trabalho, ou se estava lendo uma revista, dormindo, ou disperso com qualquer
outra coisa”, analisou Moro.
O
elevador funciona com uma bateria de íon de lítio e pode ser carregada em
qualquer tomada de 220 watts de potência. As torres possuem comunicação sem
fio, através do sistema ZigBee, que não sofre com interferências. A maioria dos
componentes da máquina são de fornecedores tradicionais do mercado, sendo
somente a estrutura externa desenvolvida pela engenharia da própria Stertil.
“As
valas possuem um histórico maior de acidentes, considerando o ambiente de
confinamento para o mecânico (dentro da vala). Na Argentina, esse tipo de
serviço só foi regulamentado após um acidente com alguns mortos após vazamento
de gás do veículo durante a manutenção. O fato, que gerou a normatização,
tornou o serviço mais seguro e impulsionou a venda de elevadores naquele país”,
finalizou Moro.

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