Após interrupção de três anos, Marcopolo retoma exportação de ônibus para o Oriente Médio

Fonte: ANBA
Fotos: Maichel Mensch

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Impulsionada pelo câmbio favorável, a fabricante brasileira de ônibus Marcopolo retomou as vendas para o mercado árabe e pretende exportar pelo menos entre 150 e 200 veículos para a região neste ano. A afirmação foi feita pelo gerente de exportação da empresa, Ricardo Portolan, ao comentar uma entrega de 14 ônibus da Marcopolo aos Emirados Árabes Unidos em fevereiro. De acordo com o executivo, também foi realizado outro negócio envolvendo 80 unidades para o Oriente Médio, da qual ele ainda não pode divulgar detalhes.

Os 14 ônibus que desembarcaram nos Emirados em fevereiro são uma encomenda da empresa Al Mariah, que presta serviços para a Emirates Nuclear Energy Company (Enec), entidade responsável pelas usinas de energia nuclear nos Emirados. A Al Mariah faz o transporte de funcionários para a Enec e venceu concorrência, na qual a Marcopolo já era indicada como fornecedora dos ônibus. Os veículos saíram do Brasil no mês de dezembro.

Os veículos são do modelo Paradiso 1200, com chassi Scania K410 4×2, em duas configurações: uma para 38 passageiros e outra para 44 pessoas. De acordo com Portolan, não foram feitas grandes adaptações nos ônibus, apenas isolamento especial para as altas temperaturas do país árabe. Os ônibus têm poltronas semileito com descansa-pernas e cintos de segurança de três pontos, ar-condicionado, sistema de audiovisual, aparelho de DVD e geladeira.

Essa foi a primeira entrega do ano no Oriente Médio da Marcopolo e também a primeira depois de três anos sem negócios com a região. A empresa já foi uma grande fornecedora para o mundo árabe, mas não fez exportações para os árabes nos últimos anos em função do câmbio desfavorável, do real valorizado frente à moeda norte-americana.

Mas com a valorização do dólar sobre o real e a possibilidade de concorrer com novo patamar de preços, a Marcopolo passou a reforçar as ações na região desde o final de 2014, com mais entrada em licitações e visita a clientes.

Os negócios foram retomados, inclusive com maior possibilidade de concorrência com os chineses, já que o yuan não se desvalorizou tanto diante do dólar como o real, segundo Portolan. Ele afirma que em alguns segmentos é possível concorrer com eles, já que a Marcopolo oferece um produto de maior qualidade.

 O executivo reforça, porém, que mesmo nos anos em que o câmbio não esteve favorável, a empresa seguiu com prospecção e presença na região por meio do escritório de representação em Dubai, que atende também os já clientes.

 “E pretendemos crescer”, afirma Portolan, sobre as perspectivas de mais negócios, apesar das restrições de orçamento de alguns países em função do preço baixo do petróleo.

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No ano passado, a Marcopolo exportou 4.159 unidades e teve crescimento de 9,4% sobre o total vendido ao mercado internacional em 2014. Nesse número já está incluída a venda para os Emirados, já que o embarque foi feito no final do ano passado. No mundo árabe, a Marcopolo também mantém desde 2010 uma joint-venture com a Ghabbour Auto, no Egito, com montagem de ônibus.

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