Leilão da Viação Itapemirim pode ter desfecho final nas próximas semanas, segundo Valor Econômico

Justiça deve decidir sobre os ativos da empresa, enquanto Águia Branca mantém operação provisória das linhas.
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A Viação Itapemirim, um dos nomes mais tradicionais do transporte rodoviário brasileiro, pode estar próxima de encerrar seu conturbado processo judicial. Segundo informações do Valor Econômico, a expectativa da administradora judicial EXM Partners é que a venda dos ativos e da marca da empresa seja definida nas próximas semanas.

A avaliação inicial foi fixada em R$ 97 milhões, mas o valor pode ser reavaliado em leilão. Apesar de questionamentos de empresas interessadas, os advogados acreditam que o processo deve avançar:

“Nossa estimativa é que os debates hoje não vão cair em um resultado diferente do que venda. Tudo indica que vamos ter uma boa procura”, afirmou Paulo Calheiros, da Mandel Advocacia.

Enquano a definição o leilão definivo não é realizado e os recursos para se manter operando e solicitando que seus direitos contratuais sejam mantidos, as vendas pela Viação Nova Itapemirim seguem através das agências físicas, pelo site www.vaideitapemirim.com.br e pelo WhatsApp (11) 2089-9995 – onde os clientes podem comprar a sua passagem em até 6x sem juros e sem pagar taxas.

A Itapemirim acumula uma dívida de R$ 3 bilhões, sendo R$ 2,3 bilhões em tributos. Durante a gestão de Sidnei Piva, que adquiriu a companhia em 2016, o grupo lançou a ITA Transportes Aéreos, que operou por apenas sete meses em 2021 e deixou milhares de passageiros sem atendimento ao encerrar atividades em dezembro daquele ano.

Mais de R$ 40 milhões da viação teriam sido desviados para a criação da aérea, que não possui ativos relevantes para leilão e ainda acumula pendências trabalhistas e débitos com fornecedores.

Enquanto o processo não é concluído, a Viação Águia Branca deverá operar as linhas da Itapemirim temporiamente, após ter oferecido um valor de R$ 3.020.000,00 pelo arrendamento das linhas e guichês. Antes, a paulista Suzantur, que está a frente das operações da marca como a primeira arrendatária desde a sua falência segue realizando a operação da empresa até a data definida para transição.

A Transportadora Turística Suzano também segue recorrendo ao STJ – Superior Tribunal de Justiça, para que a corte superior anule o contrato homologado pela justiça paulista em favor da Viação Águia Branca, pedindo que seja definido logo o leilão da marca e não um novo arrendamento, além de garantir os direitos firmados em seu contrato de arrendamento, onde parte de seus investimentos em sua operação e na marca poderão ser utilizados como parte do lance para arrematar a os ativos da massa falida.

O mercado acompanha atento os próximos passos, que podem colocar um ponto final em uma das crises mais marcantes do setor rodoviário brasileiro.

Imagem: Luiz Guilherme Nascimento

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